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Vinícius Pinheiro
O melhor do Seu Dinheiro
Vinícius Pinheiro
2019-08-26T19:51:48-03:00
Seu Dinheiro na sua noite

De volta ao Jogo – Capítulo 3

26 de agosto de 2019
19:51
Selo O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Uma das lendas a respeito do BTG Pactual diz que a sigla vem do acrônimo do inglês “Back To the Game” (De volta ao Jogo). Trata-se de uma referência à recompra do Pactual por André Esteves e seus sócios pouco mais de dois anos depois da venda para os suíços do UBS.

O banco esteve muito perto de deixar o jogo mais uma vez com a prisão de Esteves no fim de 2015, citado em uma gravação na qual o ex-senador petista Delcídio do Amaral relatava um suposto esquema para obstruir investigações da Lava Jato.

O banqueiro foi inocentado das acusações e voltou a figurar entre os principais sócios do BTG no fim do ano passado. Desde então, o banco passava pela melhor fase desde a abertura de capital, em 2012. Para você ter uma ideia, a valorização dos papéis na bolsa era de quase 180% no acumulado do ano.

Os ventos pareciam todos favoráveis até a sexta-feira passada, quando a sede do banco e André Esteves voltaram a receber a visita da Polícia Federal, depois de serem citados na delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci.

Quando o BTG ainda acusava o golpe, que levou a uma queda de mais de 15% das ações na sexta, os papéis amargaram uma perda de mais 18,48% hoje.

O motivo para a nova queda foi a informação de que a Polícia Federal estaria investigando "esquemas extremamente sofisticados" de lavagem de dinheiro realizados pelo banco.

É prematuro fazer qualquer afirmação sobre as investigações da PF e qual o desfecho do novo capítulo da saga do banco. Mas as notícias atrapalham os planos do BTG e colocam no mínimo um ponto de interrogação sobre o risco reputacional de ser acionista da instituição. Saiba mais sobre as investigações e também a posição do banco nesta matéria.

Junho outra vez

Donald Trump criou um monstro? Já faz um tempo que o presidente norte-americano vem alimentando o medo dos investidores sobre a guerra comercial com a China, com polêmicas atrás de polêmicas. Só que a situação ficou tão tensa que nem seu discurso mais ameno agora é capaz de acalmar os ânimos exaltados. E foi exatamente essa a situação que se instalou na B3 hoje, que viu o Ibovespa cair abaixo dos 97 mil pontos. A última vez que o índice fechou nesse patamar foi lá no começo de junho, quando ainda estávamos no furacão da reforma da Previdência.

É banco ou maquininha?

Essa pergunta agora pode parecer estranha para você, mas em um futuro bem próximo esses dois conceitos estarão mais juntos como nunca. Que o diga a Cielo. A empresa famosa por sua rede de maquininhas resolveu lançar um aplicativo que na prática funciona como uma conta digital. O Cielo Pay vai incorporar permitirá pagamentos e transferências diretas entre vendedores e clientes. O presidente da Cielo reuniu a imprensa hoje para falar sobre a novidade. Eu estive lá e conto os detalhes para você.

Parece que o jogo virou

Menos de um ano depois de assumir a Presidência, Jair Bolsonaro começa a enfrentar o mesmo problema de seus antecessores: perda de popularidade. Uma pesquisa da CNT/MDA divulgada hoje mostrou que o capitão perdeu um quarto de apoiadores que consideram seu governo ótimo ou bom. Em contrapartida, viu seus índices de rejeição duplicarem, com quase 40% dos entrevistados apontando a gestão como ruim ou péssima. Confira os detalhes do levantamento.

Relógio do camelô e sapato da promoção

O que você faria se tivesse R$ 2 bilhões investidos no mercado? Provavelmente nenhum dos itens listados no título desta nota. Afinal, tudo o que se espera de um bilionário é que use um relógio importado e um sapato de couro fino (ou no mínimo um tênis importado ultramoderno). Mas gastar dinheiro à toa é justamente o que o maior investidor individual do Brasil não faz. Ao contrário, Luiz Barsi leva uma vida para lá de comum. Nesta entrevista para o Estadão, ele conta mais sobre a fórmula que o levou a acumular esse patrimônio na bolsa.

Planos para os próximos 100 anos

O governo dos EUA levantou recentemente a ideia de lançar um título público (Treasury) com vencimento em 2119. É isso mesmo, não se trata de um erro de digitação. O investimento centenário seria uma forma de o investidor obter um retorno um pouco melhor do que os papéis do governo disponíveis atualmente no mercado. Mas o que esperar dessa aplicação? O nosso guru Ivan Sant’Anna fez um exercício e diz para você se vale a pena colocar dinheiro pensando em um prazo tão longo.

Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua noite", a newsletter diária do Seu Dinheiro. Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.

*Colaboração de Fernando Pivetti.

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