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Marcelo Freitas defendeu que qualquer iniciativa para subtrair as propostas da reforma seja levada para a comissão especial

O relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Marcelo Freitas (PSL-MG), afirmou nesta terça-feira, 2, que as mudanças propostas pelo governo no benefício assistencial para a baixa renda (BPC) e na aposentadoria rural serão mantidas no texto, segundo seu parecer. Ele disse que pretende se manifestar sobre o tema, mas que qualquer iniciativa para subtrair as propostas da reforma precisará ser levada a cabo na comissão especial.
Freitas participou nesta terça de reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e a bancada do PSL.
Freitas também comentou que o ministro deve continuar o trabalho de aproximação com o Congresso Nacional em prol das articulações pela reforma.
"A ideia do ministro é acabar com esse distanciamento que ainda pode existir (após rusgas). O País não pode ficar parado aguardando o andamento da reforma", disse após reunião da bancada do PSL com Guedes na sede da pasta.
Vale lembrar que o ministro tem tomado a dianteira nas conversas com os parlamentares após as rusgas entre o Palácio do Planalto e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Perguntado se Guedes deveria dar o exemplo aos demais ministros da Esplanada em termos de diálogo com o Congresso, Freitas defendeu as conversas entre Executivo e Legislativo.
"A ideia é aproximar o parlamento do Ministério da Economia, mas eu não tenho dúvida de que todo o governo federal vai buscar dialogar mais com o Parlamento, a fim de encontrar a melhor forma possível de a reforma ser votada e aprovada", disse.
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O relator da reforma na CCJ também rechaçou qualquer rusga do PSL com Guedes. Na semana passada, o ministro disse no Senado que adiou à ida à CCJ na Câmara, primeira parada da reforma, porque o haviam advertido sobre o risco de "tomar tiro nas costas" de deputados que deveriam ser aliados do governo.
Freitas disse ainda que o diálogo do PSL com o presidente Jair Bolsonaro sempre foi "muito fluido", uma indicação de que a bancada também está sintonizada com as pautas do Palácio do Planalto. "A pauta econômica é prioridade neste momento", afirmou. Segundo ele, o ministro não conversou sobre reforma tributária justamente para não atrapalhar a tramitação da Previdência.
Ele reafirmou a intenção de apresentar o relatório da reforma "o mais rápido possível", no mais tardar no dia 9 de abril. Sobre a proposta dos militares, que foi criticada pelo líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), ele afirmou que o Congresso é soberano e que saberá tratar as peculiaridades da carreira.
*Com Estadão Conteúdo.
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