Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-10-02T11:22:42-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Batata está assando...

Para Ray Dalio, Estados Unidos podem ir além de limitar fluxos de capital para a China

O fundador do maior fundo de investimentos do mundo afirmou que o próximo passo significativo são as eleições de 2020 nos Estados Unidos e que elas vão determinar quem são os jogadores, de fato. Até lá, as ações e os acordos devem parecer mais “um teatro para a audiência” do que “acordos reais”

2 de outubro de 2019
11:22
ray dalio
'Quem vive de tentar prever o futuro com bola de cristal, está fadado a comer caco de vidro'. Com esse pensamento que pessoas com a mente milionária fazem fortuna... - Imagem: YouTube

Depois de o governo de Donald Trump anunciar que está considerando táticas mais radicais sobre Pequim, o bilionário e fundador do maior fundo de investimentos do mundo, Ray Dalio, disse que "a ideia de limitar investimentos americanos na China pode levar a movimentos maiores".

Em uma publicação no LinkedIn, Dalio deu a entender que os Estados Unidos podem ir muito além de cortar fluxos de capital para a China e de uma possível retirada de empresas chinesas da bolsa de valores norte-americana. Na última semana, o governo de Trump ventilou essa possibilidade.

O bilionário disse ainda que o crescimento do poder da China em desafiar os Estados Unidos vai pode gerar mais conflitos entre as duas nações sobre os mais diferentes assuntos. Dalio destacou que a história mostra que esse tipo de situação tem como consequência guerras de capital, comerciais, tecnológicas, além de geográficas.

O fundador do maior fundo de investimentos do mundo afirmou que o próximo passo significativo são as eleições de 2020 nos Estados Unidos e que elas vão determinar quem são os jogadores, de fato. Até lá, as ações e os acordos devem parecer mais "um teatro para a audiência" do que "acordos reais". Apenas depois da eleição do novo presidente é que o quadro real deve emergir.

"O tempo está a favor da China, já que ela está se desenvolvendo e melhorando a passos mais rápidos do que os Estados Unidos. A grande pergunta que fica é se o mundo vai: evoluir de forma pacífica para duas esferas diferentes em termos de influência, com a China sendo a força dominante no Leste e com os Estados Unidos sendo a força dominante no Oeste. Ou se ele vai evoluir para guerras cada vez mais duras e de vários tipos", destacou o bilionário.

Além de tratar sobre as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, Dalio voltou a falar que as desigualdades sociais e de renda estão levando a um populismo tanto de direita quanto de esquerda.

Diante desse cenário, o gestor pontua que ir onde o crescimento está e ter uma posição diversificada é o mais inteligente a se fazer. Os mercados, diz Dalio, estão sempre antecipando coisas boas e ruins. Se você esperar as coisas boas se cristalizarem, você vai pagar um preço mais alto. Melhor, então, se adiantar.

Capacidade limitada dos BCs

Ele também reafirmou que a habilidade limitada dos bancos centrais em estimular a economia poderá ter algumas consequências, como o aumento das despesas fiscais e maiores déficits que deverão ser financiados pelo aumento substancial de impostos sobre os ricos e sobre as empresas.

Outro ponto ressaltado por Dalio é a questão da impressão de dinheiro feita pelos bancos centrais para monetizar dívida e que está jogando e deve continuar a jogar o valor do dinheiro que conhecemos para zero.

A ideia é simples se tivermos em mente que a dívida de um é o ativo de outro. O que está para acontecer é que para salvar os devedores, os BCs terão de sacrificar os credores.

No mês passado, Dalio já havia comentado que tanto o Banco Central norte-americano (FED), quanto o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão terão que aprender a lidar com os novos instrumentos de política monetária.

"Tais bancos terão que enfrentar o fato de que quando a próxima recessão vier não haverá poder suficiente para reverter esse quadro da mesma forma que existia antes."

Além disso, o bilionário tinha dito que esperava que o FED faria cortes na taxa de juros de forma lenta, como ocorreu. Segundo ele, a razão para o corte está ligada a uma confluência de fatores.

Entre eles, há a falta de eficiência das políticas monetárias dos bancos centrais, o aumento do "buraco" existente entre ricos e pobres, a aproximação das eleições norte-americanas e as difíceis relações comerciais existentes entre Estados Unidos e China.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Ventos contrários

Renova Energia não consegue “proteção” contra minoritários da própria empresa

Empresa perdeu ação no TJ-SP que tentata impedir os acionistas de produzirem provas contra a empresa, relativas à investigação sobre desvio de recursos

Preocupação

Vidas secas? Bolsonaro admite que Brasil vive “enorme crise hidrológica”

Presidente citou a falta de chuvas como um dos grandes problemas econômicos do país, juntamente com os efeitos causados pela pandemia

MESA QUADRADA

“Não me arrependo de nada. Só não posso dar conselhos financeiros para ninguém”, diz Bob Wolfenson, o fotógrafo das celebridades entrevistado no 7º episódio do Mesa Quadrada

Em em conversa para o podcast Mesa Quadrada, Dan Stulbach, Teco Medina e Caio Mesquita, conversam sobre dinheiro e carreira com Bob Wolfenson, ícone da fotografia brasileira

Situação preocupante

Cuidado com as luzes acesas! Aneel mantém taxa adicional mais alta na contas de agosto

Tarifa cobrada na bandeira vermelha nível 2 é de R$ 9,49 por 100 quilowatts-hora (kWh), e agência continua avaliando se vai elevar o valor

O melhor do Seu Dinheiro

Os melhores investimentos do mês e as notícias que foram destaque na semana

lém do ranking, tivemos o Ibovespa em queda de 2,60, e uma entrevista exclusiva com o CEO da Ânima Educação, que busca um “modelo Magalu”

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies