🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Fernando Pivetti

Fernando Pivetti

Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.

Sopa de letrinhas

Entenda como funciona o rating, a nota de crédito dos países e das empresas

A avaliação sobre a capacidade financeira de países e empresas de uma maneira padronizada serve para que os investidores conheçam o nível de risco a que estão se expondo na hora de comprar títulos de dívida. Eu conto para você o conceito que está por trás dessas notas

Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
19 de outubro de 2019
5:45 - atualizado às 7:51
Agências de classificação de ratings Moody's, Standard&Poor's e Fitch
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Quando penso nas agências de rating e na forma como empresas e países são avaliados eu me lembro do meu avô. Preocupado com a educação financeira da minha mãe e meus tios, ele criou uma espécie de rating pessoal para avaliar a situação de cada um deles.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se um filho gastava toda a mesada que recebia e depois vinha pedir mais dinheiro, perdia pontos. Por outro lado, se usava o dinheiro para coisas importantes e sabia administrar bem a quantia até o fim do mês, recebia uma espécie de "bônus".

Com as devidas licenças, essa história ilustra como funcionam os ratings concedidos pelas agências de classificação de risco tanto para países e como para empresas. Uma nação que mantém dívidas em dia e uma situação fiscal saudável, por exemplo, recebe notas mais elevadas, enquanto que economias descontroladas costumam perder níveis de avaliação.

É claro que existem muitas variáveis em jogo quando o assunto é nota de crédito. Foi pensando nisso que preparei para você esse guia com tudo o que você precisa saber sobre ratings.

Mas afinal, o que são ratings?

O conceito parece difícil, mas na verdade é muito simples. O rating é uma nota atribuída pelas agências de classificação de risco de crédito. Essa nota pode se referir a um país, uma empresa ou um banco, e reflete a capacidade que esse órgão tem de honrar suas dívidas. Quanto maior a nota, mais confiável essa instituição é.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No mercado financeiro, essa nota serve para que os investidores conheçam o nível de risco a que estão se expondo caso queiram comprar títulos de dívida de uma determinada empresa ou de um país. A nota de crédito permite ainda uma comparação entre os diferentes países e empresas, algo fundamental na hora de decidir onde colocar os recursos.

Leia Também

Como o rating é calculado

Cada agência de classificação utiliza métricas e níveis próprios para atribuir uma nota de rating, mas no geral essas avaliações levam em consideração alguns fatores financeiros.

No lado técnico, são considerados fatores como balanço patrimonial, ativos (patrimônio), passivos (dívidas), fluxo de caixa e projeções estatísticas. Além disso, as agências também levam em consideração elementos externos à empresa, como cenário de negócios, situação do setor e legislação.

Feito esses levantamentos, as agências então classificam as empresas ou países em dois grandes grupos: os com grau de investimento e os com grau especulativo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O primeiro nível ocorre quando o avaliado possui boas condições de quitar suas dívidas e está distante de um calote. No fim das contas, acaba sendo um sinal de recomendação para que investidores apliquem seu dinheiro. Já no grau especulativo a situação é inversa: a empresa ou o país está com suas finanças comprometidas e tem grande chance de dar calote.

As agências de classificação

A ideia de criar uma agência especializada nas análises financeiras e conjunturais das empresas e dos países nasceu nos Estados Unidos. Esse processo em muito tem a ver com a expansão territorial americana no século XIX, que tornou o fluxo de informações sobre as empresas mais difícil. Com investidores buscando cada vez mais dados para aplicar seu dinheiro, surgem as companhias focadas no fornecimento de informações sobre a capacidade dos clientes em honrarem suas dívidas.

As primeiras agências oficiais a atuarem nesse ramo foram a Fitch Ratings, Moody’s e Standard & Poor’s Global (S&P Global), que por sinal são as três maiores em atuação no mundo hoje em dia. Para você ter uma ideia, no início da década, essas três agências controlavam mais de 90% das classificações do planeta.

A tabela de notas

Cada agência de risco trabalha com um tipo distinto de classificação. A Moody’s, por exemplo, utiliza com uma faixa de avaliação que vai de "AAA" até "C". Já S&P e Fitch utilizam a faixa entre "AAA" e "D".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que significa ter um rating bom

Se na teoria as notas de classificação de risco podem parecer abstratas demais, na prática essa história muda. Os ratings muitas vezes são levados em consideração pelo mercado na hora de tomada de decisão de investimentos, sobretudo estrangeiros.

No caso de um país, por exemplo, a falta de uma boa nota de crédito soberana pode comprometer a visão que os investidores têm daquela economia. Sem dinheiro injetado, o efeito cascata vem, levando a desvalorização de ações e de moedas locais.

Vale lembrar que os ratings soberanos também servem como uma espécie de régua para as notas de créditos das empresas daquele país. Uma economia com notas baixas acaba atrapalhando a visão que os investidores podem ter das companhias que atuam naquele país. Esse exemplo fica bastante claro quando olhamos para os ratings de empresas estatais, como a Petrobras. Hoje, a petroleira possui a mesma nota que o rating soberano do Brasil nas três principais agências ("BB-" na S&P Global e Fitch, e "Ba2" na Moody’s), mesmo que sua saúde financeira tenha melhorado muito nos últimos anos e as perspectivas para os negócios sejam bastante positivas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto a ser levado em consideração é o caráter transitório dos ratings. A nota atual de um país é a “foto” mais recente de sua economia, já a sequência de classificações representa um “filme”. Isso fica claro quando se observa duas economias com a mesma nota de crédito. A foto é a mesma, mas o filme pode mostrar realidades bastante diferentes em termos de desenvolvimento, já que uma pode estar em pleno crescimento enquanto a outra sofre um quadro fiscal agonizante.

A credibilidade das agências de rating

Durante muito tempo, a nota dada pelas agências de classificação de risco era considerada pelo mercado a principal métrica de avaliação de qualquer país ou empresa. Mas esse reconhecimento todo ficou comprometido durante a crise financeira de 2008. Naquela época, os "papéis podres", que foram os pivôs de toda a crise, estavam avaliados com notas máximas pelas agências de risco. Uma baita crise de reputação.

Não bastasse isso, o trabalho das agências sofre de um grave problema conceitual: o conflito de interesses. Isso acontece porque, na prática, as próprias empresas e países pagam para que instituições emitam suas notas. Voltando à história do meu avô, seria como se meus tios ou minha mãe tirassem parte da mesada para pagar pela sua própria avaliação. E quando o avaliado é, ao mesmo tempo, cliente, acaba sendo difícil tirar do mercado a ideia de conflito.

Ainda assim, os ratings continuam sendo um dos critérios mais usados para se avaliar a situação financeira de quem possui dívidas no mercado. Para você ter uma ideia, as notas ainda são usadas como critérios decisivos para investimentos de grandes fundos estrangeiros. A falta de grau de investimento faz com que vários fundos acabem impedidos de operarem no mercado pela insegurança financeira e fiscal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação do Brasil

O Brasil é um típico exemplo de que a foto atual não consegue contar o filme completo. Historicamente, a nossa economia demorou vários anos para conseguir alcançar o desejado grau de investimento. E ele só veio em 2008, durante o segundo mandato do ex-presidente Lula.

Conseguimos sustentar esse patamar por pouco tempo, mais especificamente sete anos. Em 2015, no auge da crise econômica que começou a tomar forma no governo Dilma Rousseff, as três principais agências de classificação de risco cortaram a nota brasileira, retirando o grau de investimento.

No atual panorama, o rating soberano brasileiro possui notas "BB-" na S&P e na Fitch, três notas abaixo do grau de investimento. Já na Moody’s, o Brasil está com nota "Ba2", duas abaixo do selo de bom pagador.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A dificuldade atual do Brasil em elevar sua nota de crédito ocorre tanto pela profunda crise econômica, que ainda hoje traz reflexos na nossa atividade, como pela grave situação fiscal do governo, que procura alternativas para cobrir o rombo, como a reforma da Previdência e reforma tributária.

Rating global x rating nacional

Um diferenciação importante e que pouca gente se atenta é a história do rating global e rating nacional. O conceito é bastante simples: os ratings globais são aqueles em que o país ou a empresa estão avaliados em relação ao mercado financeiro mundial. Ou seja, a nota atribuída é um comparativo com a situação econômica e fiscal de todo o mundo. É o caso, por exemplo, dos ratings soberanos de cada país e do rating global "BB-" da Petrobras que citamos acima.

Já o rating nacional é um pouco diferente e só pode ser aplicado dentro da conjuntura financeira de cada país. Aqui, a avaliação é feita olhando para o mercado interno, e isso acaba mudando os parâmetros de notas. Veja o exemplo da Petrobras: se lá fora a petroleira apresenta um rating "BB-" pela S&P Global e Fitch, no cenário brasileiro ela apresenta classificação "AAA". Logo, um rating muito bem avaliado dentro do Brasil, sendo considerado um dos ativos mais seguros para se investir, no exterior pode não receber o mesmo reconhecimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) ganha fôlego na bolsa em meio à expectativa de avanço nas negociações para reestruturação da dívida

18 de fevereiro de 2026 - 15:05

Segundo site, a Shell teria apresentado uma proposta diferente da alternativa discutida pela Cosan e por fundos do BTG para a Raízen; veja o que está na mesa

REESTRUTURAÇÃO EM ANDAMENTO

Azul (AZUL53) fecha acordo de US$ 300 milhões com American Airlines, United Airlines e credores para sair do Chapter 11; ações sobem até 4,5%

18 de fevereiro de 2026 - 14:43

Aportes fazem parte do plano de recuperação aprovado nos EUA e incluem oferta de ações com direito de preferência aos acionistas

“OPORTUNIDADE DO SÉCULO”

Microsoft quer acelerar a corrida da IA no Sul Global com pacote de US$ 50 bilhões; entenda a jogada da big tech

18 de fevereiro de 2026 - 14:01

Dados da empresa de tecnologia mostram que a adesão da tecnologia no Norte Global é quase o dobro em comparação às nações emergentes

UMA ÚLTIMA HERANÇA?

A última “ponta solta”? Quem é o Banco Pleno, que acaba de ser liquidado pelo BC, e como ele caiu nas teias de Daniel Vorcaro

18 de fevereiro de 2026 - 12:59

Instituição, que já se chamou Indusval, Voiter e Pleno, mudou de dono e de estratégia antes de terminar sob liquidação do Banco Central; entenda

INTERNACIONALIZAÇÃO

Por que a JHSF (JHSF3) comprou um palácio do século 16 em Milão? Prédio histórico terá novo hotel Fasano na Itália

18 de fevereiro de 2026 - 12:30

Imóvel histórico no centro de Milão será transformado no 18º hotel da rede Fasano; operação de 52,5 milhões de euros reforça estratégia de expansão internacional e foco em receitas recorrentes da companhia

MAIS UM CAPÍTULO DA NOVELA

Oi (OIBR3) vai à Justiça contra ex-acionistas de referência por abuso de poder e pede indenização irrisória

18 de fevereiro de 2026 - 10:30

Telecom acusa fundos que se tornaram acionistas após conversão de dívida de exercer influência abusiva e requer medidas cautelares, incluindo bloqueio de créditos

CRISE DE LIQUIDEZ

Do CDB turbinado à liquidação: Banco Central põe fim ao Banco Pleno, ligado a ex-sócio do Banco Master

18 de fevereiro de 2026 - 7:40

Antigo Banco Voiter, instituição enfrentava deterioração de liquidez; bens dos administradores ficam bloqueados

DEPOIS DO IPO

Pedido ao Cade: por que o PicPay quer comprar a Kovr, empresa que já foi do dono do Banco Master

17 de fevereiro de 2026 - 17:08

A J&F, que é dona do PicPay, teria colocado R$ 450 milhões na mesa, enquanto Daniel Vorcaro estaria pedindo R$ 600 milhões para selar o negócio

DAQUI NÃO SAIO, DAQUI NINGUÉM ME TIRA

A Gerdau (GGBR4) vai se dar bem nessa? Tarifas dos EUA sobre aço e alumínio não devem ser retiradas tão cedo, diz USTR

17 de fevereiro de 2026 - 14:52

Em meio à guerra comercial, Goldman Sachs elege a preferida do setor de siderurgia; com revisão de preço-alvo; confira

NOVIDADES NO RADAR

Mais IA, novo iPhone e até Macbook acessível: o que esperar do evento da Apple em março

17 de fevereiro de 2026 - 14:05

Gigante de tecnologia prepara ofensiva de produtos após registrar vendas recordes de iPhone no fim de ano

CORRIDA POR IMAGEM

Apple entra na briga contra YouTube, Spotify e Netflix e aposta alto em podcasts em vídeo

16 de fevereiro de 2026 - 19:57

Nova atualização do Apple Podcasts integra áudio e vídeo no mesmo feed e amplia monetização com anúncios dinâmicos

TRIO ELÉTRICO DOS BANCOS

Banco do Brasil surpreende, Bradesco é cobrado por mais — depois do desfile do 4T25, quem realmente tem fôlego para 2026?

16 de fevereiro de 2026 - 14:31

Lucros vieram, mas nem todos convenceram; veja qual banco saiu mais forte do trimestre — e quem ainda precisa mostrar serviço

INSTABILIDADE

Bradesco fora do ar? Clientes registram instabilidade em diversos aplicativos do banco

16 de fevereiro de 2026 - 14:26

Os problemas na plataforma do Bradesco começaram por volta das 13h10 de hoje, segundo dados do site DownDetector

PAGAMENTO POR APROXIMAÇÃO

“Pix por aproximação não é uma prioridade para os brasileiros”, diz Apple, que defende direito de cobrar bancos por tecnologia

16 de fevereiro de 2026 - 9:40

Segundo a Apple, abrir o acesso ao NFC sem critérios rigorosos poderia expor usuários a hackers e malware

DESFILE DOS PROVENTOS

Dividendos pingando: Petrobras (PETR4) e mais uma empresa pagam acionistas nesta semana; veja quem tem direito

16 de fevereiro de 2026 - 8:48

Acionistas de PETR3 e PETR4 estão na lista de pagamentos; outra empresa também distribui proventos nesta semana

AUTOMÓVEIS

Fim da euforia dos carros elétricos? Stellantis nada contra a maré e revive motores a diesel na Europa elétrica

15 de fevereiro de 2026 - 16:02

Montadora recalibra estratégia após freio nas vendas de elétricos e pressão da concorrência chinesa; entenda a nova cartada da Stellantis na Europa

A CRISE SE APROFUNDA...

Membros do conselho do Banco de Brasília (BRB) apadrinhados por Ibaneis Rocha e Reag renunciam ao cargo

15 de fevereiro de 2026 - 9:15

Ambas as indicações atribuídas ao fundo da Reag constavam na ata da reunião na qual os conselheiros foram eleitos, em março de 2025

CONVERSÃO DE DÍVIDA

Cosan (CSAN3) e Shell apresentam propostas para aumento de capital da Raízen (RAIZ4), diz jornal: entenda o que está na mesa

14 de fevereiro de 2026 - 10:50

A Cosan (CSAN3) e o BTG Pactual (BPAC11), por meio de fundos, apresentaram uma proposta à Shell de reestruturação da Raízen. Já a inglesa Shell devolveu com um novo plano

WILL BANK

Tem até R$ 1 mil no will bank? Veja como receber o dinheiro de volta direto pelo aplicativo

14 de fevereiro de 2026 - 10:00

Fundo Garantidor de Crédito (FGC) vai antecipar o pagamento de até R$ 1 mil a credores do will bank pelo app do banco; veja o passo a passo para resgate

VENTOS FAVORÁVEIS

O bilhão da virada: Log (LOGG3) anuncia negócio histórico e JP Morgan ainda vê potencial de 21% de alta para as ações

13 de fevereiro de 2026 - 19:37

LOGG3 foi promovida para “compra” com preço-alvo em R$ 34; banco cita o início do ciclo de cortes na taxa básica como um dos principais gatilhos para o papel

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar