Menu
2019-04-05T14:21:14-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Nota de crédito nacional

S&P reafirma rating do Brasil em BB-, com perspectiva estável

De acordo com a agência de risco, a perspectiva da nota brasileira ficou estável pela expectativa de fortalecimento do perfil fiscal do país

7 de fevereiro de 2019
17:44 - atualizado às 14:21
Punho fechado com a bandeira do Brasil
Imagem: Shutterstock

A S&P reafirmou nesta quinta-feira, 7, o rating do Brasil em BB-, com perspectiva estável. Na avaliação da agência, o novo governo de Jair Bolsonaro enfrenta o desafio de manter capital político amplo e conseguir uma aliança efetiva no Congresso para aprovar projetos que corrijam "derrapadas fiscais estruturais" e "uma crescente dívida", bem como impulsionar a tendência de crescimento.

Segundo a S&P, a perspectiva foi mantida em estável pela expectativa da agência de um "gradual fortalecimento do perfil fiscal do país", conforme a nova administração federal "avança lentamente com políticas para reduzir o grande déficit do Brasil e fomentar crescimento mais sólido".

No entanto, a agência alertou para a frágil posição fiscal nacional, tendo em vista um cenário de déficits consideráveis e grande endividamento.

A S&P também diz esperar uma "aceleração moderada do crescimento econômico" no País, com melhora na confiança do consumidor após o período de "esperar para ver antes das eleições". Tal confiança seria apoiada pela melhora do perfil fiscal e da recuperação do crédito. Segundo a agência, o PIB deve acelerar no nível de 1,4% em 2018 para 2,4% este ano.

Ação rápida é a chave do sucesso

Em comunicado, a S&P também disse que o rating do Brasil pode ser elevado ao longo dos próximos dois anos, caso o avanço na política sugira uma reação mais rápida nas trajetórias fiscal e de crescimento do País do que o atualmente esperado. "Isso iria requerer proposta, aprovação e execução de iniciativas políticas sólidas", completa a agência.

Para a S&P, uma melhora mais acentuada na dívida líquida do governo geral e no impacto com juros provavelmente exigiria a implementação bem-sucedida de políticas fiscais estruturais corretivas e perspectivas mais fortes para o PIB.

Outro fator que poderia empurrar a nota brasileira para cima é um crescimento acima dos países com nível similar de desenvolvimento econômico. "Finalmente, nós poderíamos elevar os ratings se, diferente de nossas expectativas, o perfil externo robusto do Brasil se fortalecer mais, apesar da volatilidade global, particularmente se ele mantiver uma posição de credor externo levemente líquido nos próximos dois anos."

A agência adverte, contudo, que o rating pode ser rebaixado se ao longo do próximo ano houver fraqueza inesperada maior no balanço de pagamentos, capaz de afetar o acesso aos mercados ou gerar uma alta acentuada na dívida externa.

Outro fator negativo seria uma "deterioração significativa na credibilidade da política monetária", afirma a S&P, marcada por uma alta persistente na inflação ou um compromisso mais fraco com o câmbio flutuante, o que também pesaria no rating. "Por fim, podemos rebaixar os ratings se o governo adotar medidas que exacerbem as vulnerabilidades fiscais já grandes, notadamente que prejudiquem as perspectivas de um modesto declínio nos déficits do governo ou elevem rapidamente a alta na dívida", diz ela.

Nada garantido

A S&P afirma que, apesar do forte capital político de Bolsonaro, a aprovação de reformas estruturais "não está de modo algum garantida". Segundo a agência, lidar com 30 partidos na Câmara dos Deputados e 21 no Senado para conseguir coalizões efetivas suprapartidárias e aprovar "projetos controversos" será um desafio importante para o novo presidente.

"As reformas fiscais não são populares e o processo de construir uma coalizão pró-reforma pode levar tempo. (...) Desse modo, a capacidade de alavancar capital político durante os primeiros 12 a 18 meses do novo governo será crucial para aprovar e implementar políticas fiscais de correção e que permitam o crescimento."

Embora a economia dê sinais de aceleração, a S&P diz ver crescimento lento e fraqueza fiscal como fatores que contêm o crédito. Por outro lado, a posição externa e a credibilidade da política monetária são, na avaliação dela, forças relativas para o crédito.

No quadro atual com um novo governo, a S&P prevê que a perspectiva para a aprovação de reformas deve apoiar a confiança do investidor, o investimento e o crescimento.

Longe do grau de investimento

A manutenção da nota pela S&P nos faz lembrar que o Brasil está uns bons degraus abaixo do grau de investimento em todas as agências de classificação de risco. Desde que perdeu seu selo de bom pagador de suas dívidas - em 2015 na Standard&Poor's e na Fitch e em 2016 na Moody's - o país não consegue entrar em um processo de recuperação dessas notas e inclusive chegou a amargar novas quedas nos últimos anos.

Na Moody's, por exemplo, a nota atual do país é Ba2, com perspectiva estável, dois patamares abaixo do grau de investimento, que é Baa3. Já na Fitch e na S&P, a situação é ainda mais complicada: com a nota BB- em ambas as agências, o Brasil está três níveis abaixo da nota mínima para o grau de investimento, que é a BBB-.

*Com Estadão Conteúdo.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta terça-feira

As taxas do Tesouro Direto abriram com sinais mistos nesta terça-feira (10). O Tesouro IPCA+ 2024 (NTN-B Principal) é negociado com taxa de 2,24% ao ano mais IPCA, por um valor mínimo de R$ 58,86. O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTN-B) é negociado com taxa de 3,47% ao ano mais IPCA e aplicação […]

Um acordo no fim do túnel?

EUA e China planejam adiar tarifas programadas para o dia 15, dizem fontes

Nos últmos dias, autoridades em Washington e Pequim têm sinalizado que domingo não é a data final para fechar a chamada “fase 1” de um acordo comercial

Leve cautela

Ibovespa abre em leve queda, em linha com a cautela externa; dólar sobe a R$ 4,14

O Ibovespa exibe um leve tom negativo nesta manhã, em linha com a cautela vista nos mercados externos. O dólar devolve parte do alívio recente e avança

polícia nas ruas

Lava Jato mira corrupção e lavagem em contratos de telefonia e internet

Ação é um desdobramento da 24ª etapa da Lava Jato, que, em março de 2016, levou de forma coercitiva o ex-presidente Lula para depor

Exile on Wall Street

Uma tentativa de Teoria das Cordas, aplicada às finanças

Eu trabalho muito. Tenho uma dedicação apaixonada e até mesmo obsessiva com a Empiricus. Nem sei se isso é bom. Mas é o que é

Em busca da alta renda

BB lança crédito imobiliário com correção pelo IPCA

Taxas de juros começam em 3,45% ao ano mais IPCA e variam conforme o prazo da operação e o nível de relacionamento do cliente com o BB

Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

No radar: IPO da XP e Mourão na posse do presidente argentino

Sai hoje o preço das ações da XP Investimentos que serão ofertadas na bolsa americana Nasdaq. Hoje também será definido quem conseguirá entrar na oferta. Será que os fundos brasileiros vão ganhar um pedacinho deste bolo?   No lado político, o destaque é uma espécie de trégua do governo de Jair Bolsonaro com o presidente eleito […]

Mais uma oferta no exterior

Madero deve desembarcar nos EUA em junho com o seu IPO, diz jornal

Segundo informações do Valor Econômico, a rede de hamburgueria já contratou o Bank of American e J.P. Morgan para coordenarem a oferta

nova no pedaço

Incorporadora Mitre entra com pedido de IPO na CVM

Companhia informa que planeja, com uma oferta primária, usar os recursos para a aquisição de terrenos; arcar com custos de construção e despesas administrativas

Saiba como corrigir

Cerca de 700 mil contribuintes caíram na malha fina em 2019

Para retificar a situação com o Fisco, o contribuinte deverá consultar o extrato do processamento da declaração no e-CAC da Receita Federal para verificar

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements