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Convite para que Joice Hasselmann seja cabeça de chapa ocorre no momento em que o governador de São Paulo, João Doria, assedia quadros do PSL
O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, deu a largada para as eleições municipais do ano que vem. Em evento voltado para empresários da área de infraestrutura nesta terça-feira, 27, o senador Major Olímpio (PSL-SP), convidou a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), de quem era desafeto, para ser a candidata à Prefeitura de São Paulo pelo partido.
O convite ocorre no momento em que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem assediado quadros do PSL. O deputado Alexandre Frota (SP) e o suplente de senador Paulo Marinho (RJ) são os dois primeiros que deixaram o partido de Bolsonaro para se aliar a Doria.
Joice é amiga pessoal do governador de São Paulo, participou de sua campanha em 2018 e é alvo de ataques de setores do bolsonarismo nas redes sociais por conta dessa proximidade.
O acordo significa uma trégua entre Olímpio e Joice, que têm um histórico de disputas e atritos desde a pré-campanha de 2018, quando ambos se alinharam a Bolsonaro. "Está na hora de colocarmos as divergências de lado em nome de um interesse maior que é o partido", disse Olímpio.
Segundo ele, Bolsonaro não participou do acordo. Fontes do PSL de São Paulo disseram que a costura contempla interesses tanto do senador quanto da deputada. Olímpio retira obstáculos para a candidatura de Joice à Prefeitura e em troca a deputada não atrapalha a pretensão do senador de disputar o governo de São Paulo em 2022.
Em um discurso repleto de afagos ao ex-desafeto, Joice falou como candidata. "Perdão pelo atraso. É falta de infraestrutura em São Paulo", disse ela, meia hora atrasada para a abertura do evento. Olímpio retribuiu as gentilezas e lançou um desafio para que a deputada aceite a candidatura à Prefeitura em 2020.
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"A Joice está nessa luta como líder no Congresso, queremos que ela continue nessa luta até o meio do ano que vem, mas a partir daí queremos fazer um desafio à Joice. Todo mundo sabe que tivemos atritos, até com dificuldade de lembrar do que foram os atritos, mas o PSL e o presidente Bolsonaro têm procurado candidaturas fortes no ano que vem. Então fica o desafio, Joice, para que você possa amadurecer a ideia e pense com muito carinho na possibilidade de se colocar como pré-candidata à Prefeitura de São Paulo", disse o senador.
À reportagem, Joice respondeu afirmativamente. Segundo ela, o apoio de Olímpio e a unidade do PSL paulista eram detalhes necessários para a candidatura.
"Tudo caminha para o sim. Não poderia dizer sim sem que a executiva estadual de São Paulo estivesse unida", afirmou.
Segundo ela, a candidatura foi objeto de uma conversa com Bolsonaro um mês e meio atrás, quando o presidente fez um balanço da eleição municipal nas principais cidades e sugeriu que gostaria de ter uma mulher no comando do terceiro maior orçamento do País.
Para viabilizar a candidatura, no entanto, o PSL vai ter que enfrentar problemas com a Justiça Eleitoral. O partido está proibido de formalizar um diretório em São Paulo por não ter prestado contas da movimentação financeira entre 2009 e 2018.
*Com Estadão Conteúdo.
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