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Às vésperas do envio da proposta ao Legislativo, o jornal Estadão mostrou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, recebeu alertas de ministérios sobre recursos.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira, 30, que até ele está "chorando" pela falta de recursos previstos para o Orçamento de 2020.
Às vésperas do envio da proposta ao Legislativo, o jornal Estadão mostrou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, recebeu alertas de ministérios de que os recursos previstos são insuficientes.
De acordo com a publicação, podem estar comprometidos compra de livros escolares, pagamentos de bolsas de estudo e entrega gratuita de medicamentos, entre outros serviços.
"Todos estão reclamando, até eu estou chorando", disse o presidente na saída do Palácio da Alvorada, pela manhã.
Bolsonaro também comentou sobre os vetos que pretende fazer na Lei de Abuso de Autoridade. "Eu vou te adiantar: vou atender o meu Centrão. O meu Centrão é o Moro, é o Paulo Guedes e o Tarcísio", declarou.
O presidente tem até o dia 5 de setembro sancionar o texto aprovado no Congresso, com ou sem vetos. "Nós reconhecemos que existe em alguns casos o abuso de autoridade. Mas não queremos é interferir no trabalho do combate à corrupção que é importantíssimo no Brasil", afirmou.
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Bolsonaro voltou a destacar que, entre os pontos a serem vetados, está o artigo 17 do texto, que caracteriza como abuso "submeter o preso, internado ou apreendido ao uso de algemas ou de qualquer outro objeto que lhe restrinja o movimento dos membros, quando manifestamente não houver resistência à prisão, internação ou apreensão, ameaça de fuga ou risco à integridade física do próprio, da autoridade ou de terceiro".
*Com Estadão Conteúdo
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