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Grana solta

Onyx anuncia liberação de R$ 8,3 bilhões em recursos do Orçamento

Informações do ministro mostram que, do total desbloqueado, R$ 1,9 bilhão ficará para a Educação

Onyx
Imagem: Marcos Corrêa/PR

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou que o governo vai liberar R$ 8,3 bilhões em recursos do Orçamento que estavam bloqueados, valor menor do que o previsto inicialmente. De acordo com ele, os decretos com a distribuição do descontingenciamento serão publicados pelo governo até semana que vem.

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Do total desbloqueado, R$ 1,9 bilhão ficará para a Educação, informou Onyx em entrevista no Senado. "Não havia cortes, particularmente na Educação. Sempre dissemos que contingenciamento é uma poupança", declarou. "O Orçamento é uma viagem ao longo de todo o ano, então nós vamos neste final de mês descontingenciar este valor."

De acordo com o ministro, o tamanho do desbloqueio foi definido pelo governo na segunda-feira, 16, e será consolidado na quarta-feira, 18.

Ao longo das últimas semanas, Onyx vem citando valores diferentes sobre o descontingenciamento. Na segunda-feira, 16, ele afirmou que a estimativa de desbloqueio das despesas do Orçamento este mês deveria chegar a aproximadamente R$ 12 bilhões. Na sexta-feira, 13, o valor previsto era ainda maior: R$ 14 bilhões.

Conforme o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, publicou na segunda, a área econômica do governo está incomodada com a postura de antecipar valores e até se comprometer com novos desbloqueios nos próximos meses.

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Desoneração da folha

Lorenzoni afirmou que "nada está descartado" quando perguntado sobre o destino da desoneração da folha de salários na reforma tributária. Ele reforçou, no entanto, que a criação de um imposto nos moldes da CPMF está descartada.

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Na proposta do governo, inicialmente, a CPMF seria apresentada como compensação à redução do imposto sobre a folha de salários. "Não tem nada descartado", respondeu Onyx quando perguntado se o governo abriria mão de desonerar a folha. Ele ressaltou que a proposta do governo não terá CPMF.

"Caiu o cara da Receita porque defendeu esse negócio. O presidente é um homem de uma palavra só. Ele diz que não vai ter, não vai ter", disse Onyx, em referência ao ex-secretário da Receita, Marcos Cintra, demitido na semana passada.

O governo definirá o conteúdo da proposta, declarou, após a viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, que ocorre no final de setembro.

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Nesta terça-feira, 17, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se reuniu com senadores para falar sobre a reforma tributária. O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) deve apresentar seu parecer sobre a proposta na quarta-feira, 18, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Projeto sobre partidos

Lorenzoni sinalizou ainda que o Planalto vai dar aval ao projeto que beneficia partidos políticos e que deve ser votado no Senado nesta quarta-feira, 18.

"A informação que o líder (do governo no Senado) Fernando Bezerra nos deu é de que o projeto não traz nenhum impacto orçamentário. Enquanto for assim, está tudo ok", declarou Onyx em entrevista após passar em uma agência bancária no Senado.

Para permitir a aprovação, os senadores negociam algumas alterações na proposta, entre eles em um trecho que abriria margem para o caixa dois em campanhas eleitorais. Uma das mudanças, no entanto, depende de um compromisso do governo com vetos.

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Atualmente, um candidato não pode disputar eleições se ficar inelegível na data do registro da candidatura. O projeto aprovado pela Câmara adia esse impedimento para a data de posse do cargo, permitindo que um candidato condenado durante a campanha eleitoral, por exemplo, possa ser eleito. O relator quer isolar esse item, permitindo que o trecho seja vetado pelo presidente Jair Bolsonaro após a aprovação no Senado.

Mais tarde, em entrevista também no Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defendeu o texto e disse que o projeto será votado na CCJ e no plenário nesta quarta. Partidos pressionam por agilidade para que, sendo aprovado um ano antes da eleição de 2020, as novas regras possam ser válidas para o pleito municipal.

"Eu não tenho dúvida de que esse projeto é muito importante para que a gente possa assegurar que essas candidaturas no ano que vem sejam garantidas de forma técnica e que elas não possam, a partir do momento da sua eleição de prefeitos e vereadores, terem algum questionamento em relação ao financiamento dessa eleição", declarou Alcolumbre.

*Com Estadão Conteúdo.

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