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Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que o afastamento de Moro se trata de uma licença não remunerada prevista em lei
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, ficará afastado do cargo na próxima semana, entre 15 a 19 de julho. O despacho presidencial que autoriza a licença de Moro está publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, dia 8, sem mais informações sobre os motivos da decisão.
Por meio de assessoria, o Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que o afastamento de Moro se trata de uma licença não remunerada prevista em lei. "Por ter começado a trabalhar em janeiro, o ministro não tem ainda direito a gozar férias. Então está tirando uma licença não remunerada, com base na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990".
Segundo um auxiliar da pasta, a licença já estava sendo planejada desde que o ministro assumiu, e não tem a ver com o cenário atual de pressão sobre Moro relacionada a uma suposta troca de mensagens com procuradores.
No início de junho, o o site The Intercept publicou uma série de reportagens que atinge diretamente o ministro da Justiça e a Operação Lava Jato.
A publicação diz teve acesso a conversas privadas, gravações em áudio, vídeos e outros documentos, indicando que Moro — então juiz federal — e o procurador Deltan Dallagnol atuaram de maneira coordenada nas investigações.
A publicação dos supostos diálogos segue agora também em parceria com outros veículos, como Folha de S. Paulo e a revista Veja. O ministro nega a autenticidade do material.
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*Com Estadão Conteúdo
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