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Mesmo com aprovação, 2019 é um ano perdido, diz presidente de comissão da reforma

Marcelo Ramos frisou que a reforma pede um sacrifício dos brasileiros, maior de que quem tem mais renda para que 12 milhões de brasileiros desempregados tenham chance de ter renda no futuro

Marcelo Ramos previdência
Deputado Marcelo Ramos (PR-AM), presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência. - Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PR-AM), disse nesta sexta-feira, 10, que, ainda que o texto seja aprovado, 2019 é um ano perdido. Ele afirmou que este será um ano de Produto Interno Bruto (PIB) baixo e pequena retomada do emprego.

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Ressaltou, porém, que, sem a reforma, "o futuro é de caos absoluto".

"A reforma não vai resolver todos os nossos problemas. E no dia seguinte à aprovação não vamos viver um mundo de prosperidade", disse Ramos, que participa nesta sexta de evento na Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ele frisou que a reforma pede um sacrifício dos brasileiros, maior de que quem tem mais renda. "O País está pedindo a brasileiros que tenham alguma renda que façam sacrifício para que 12 milhões de brasileiros desempregados tenham chance de ter renda no futuro", afirmou.

Previsão

O presidente da Comissão Especial disse ainda que as audiências públicas para discutir a proposta na comissão estão previstas para ocorrer até o fim de junho. "Daí em diante teremos as emendas, os destaques e outras coisas relacionadas ao conteúdo", afirmou o parlamentar, durante o evento na FGV.

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Em seguida, Ramos sugeriu que a proposta só deve ir a plenário quando houver 308 favoráveis à reforma para aprovação do texto no plenário da Câmara.

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"Aí já não é mais tempo nosso da comissão, é o tempo da política. A comissão terá de coordenar trabalhos com a articulação do governo para garantir 308 votos para votar a matéria no plenário", comentou Ramos.

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