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2019-07-11T11:22:59-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Bolsa

Com Lava Jato no retrovisor, é hora de comprar as ações da Petrobras, diz Goldman Sachs

Analistas do banco americano projetam uma valorização potencial da ordem de 40% para os papéis da estatal nos próximos 12 meses. Confira por quê

11 de julho de 2019
11:03 - atualizado às 11:22
Plataforma de petróleo da Petrobras
Imagem: Ag. Petrobras

Compre as ações da Petrobras. A recomendação é do banco americano Goldman Sachs, que projeta uma valorização potencial da ordem de 40% para os papéis da estatal nos próximos 12 meses.

Mas por que os analistas do Goldman Sachs estão tão otimistas com as ações da Petrobras, ainda mais levando em conta que só nos últimos 12 meses os papéis preferenciais já suiram quase 70%? A explicação pode ser resumida em um parágrafo que eu extraí de um relatório que foi encaminhado hoje aos clientes do banco:

"Com as investigações da Operação Lava Jato ficando para trás e as mudanças na gestão da companhia desde 2016 rendendo os primeiros frutos, acreditamos que a Petrobras em uma fase de transição de um caso de 'turnaround' para uma história de geração de caixa e crescimento", escreveram os analistas.

Na prática, isso significa que a Petrobras deve enfim começar a cumprir as metas de crescimento de produção de petróleo. Nas projeções do Goldman Sachs, a estatal deve entregar um crescimento anual de 9% no volume de produção entre 2018 e 2020 - contra apenas 1% nos dez anos anteriores. Só nos últimos 12 meses, sete novas plataformas da companhia começaram a extrair petróleo.

Além da melhora operacional, as ações da Petrobras devem se beneficiar do plano de venda de ativos considerados não-estratégicos, de acordo com o relatório do Goldman Sachs, assinado pelos analistas Bruno Amorim e Osmar Camilo.

Os recursos que devem entrar no caixa da empresa devem tanto contribuir para reduzir o nível de endividamento como para aumentar o poder de fogo nos investimentos na produção de petróleo na camada do pré-sal.

"Depois de cometer vários erros operacionais no início desta década, agora enxergamos a Petrobras emergindo como uma história viável", escreveram os analistas.

O Goldman Sachs possui preço-alvo de R$ 38,10 para as ações preferenciais (PETR4) da estatal, o que representa um potencial de alta de 35,7%. No caso dos papéis ordinários (PETR3), o preço-alvo é de R$ 41,90, o equivalente a um retorno de até 36,4%, com base nas cotações de fechamento de ontem.

Por volta das 10h40 de hoje, as ações PN da Petrobras eram cotadas a R$ 28,27, em alta de 0,71%, enquanto os papéis ON subiam 1,17%, a R$ 31,08. Confira também nossa cobertura completa de mercados.

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