Conversas sobre potencial venda da rede móvel da Oi estão acelerando, diz presidente da Tim
Segundo Labriola, uma eventual avaliação da compra da Oi só vai ocorrer caso o ativo seja formalmente colocado à venda, o que ainda não ocorreu

Na visão do presidente da Tim Brasil, Pietro Labriola, as negociações sobre uma eventual venda da rede móvel da Oi estão ganhando tração. Para ele, há cerca de três meses não havia qualquer notícia de que a rede estaria à venda.
Mas, segundo Labriola, uma eventual avaliação da compra da Oi só vai ocorrer caso o ativo seja formalmente colocado à venda, o que ainda não ocorreu. Ele também ponderou que não seria possível uma única empresa comprar a Oi porque isso geraria uma concentração de mercado elevada.
A ideia é que, em uma eventual venda, a rede móvel seja fatiada entre as rivais Tim, Claro e Vivo. E, nesse cenário, a Tim poderia arrematar a maior parte da Oi, porque a operadora italiana é a que possui menor espectro no mercado brasileiro, segundo o executivo.
Labriola disse ainda que a venda faria sentido para a Oi conseguir focar em sua rede de fibra ótica, segmento em que a tele tem maior participação de mercado, podendo comercializar o uso da rede para as demais operadoras.
O segmento de internet móvel, por outro lado, requer maiores investimentos e possui uma competição mais intensa. "O percurso que o Rodrigo (Abreu) está fazendo é certo", disse, ao fazer referência aos sinais de potencial venda da rede móvel.
Números da companhia
A venda da rede móvel viria em boa hora. A Oi apresentou com atraso os números do terceiro trimestre. Em recuperação judicial desde 2016, os resultados da empresa refletiram o mau momento que vive.
Leia Também
No terceiro trimestre, a Oi registrou um prejuízo líquido consolidado de R$ 5,747 bilhões, percentual 330% maior ante o mesmo período do ano passado, quando houve perda de R$ 1,336 bilhão.
No acumulado até setembro, a companhia reportou um prejuízo acumulado de R$ 6,738 bilhões. Os principais fatores que influenciaram o balanço foram a queda de 8,88% na receita (R$ 5,001 bilhões), a valorização do dólar (que afeta a dívida da empresa) e a baixa contábil de ativos, calculada em R$ 3,342 bilhões, conhecido como impairment.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) calculado segundo a norma contábil IFRS 16 foi de R$ 1,374 bilhão no terceiro trimestre, dentro da meta prevista para o ano. A margem Ebitda, por sua vez, ficou em 27,5%. Descontando os efeitos da IFRS 16, a margem Ebitda ficou em 19,6%, o que representa uma queda de sete pontos percentuais.
O faturamento também caiu nos três segmentos de negócios: móvel, fixo e corporativo. Na categoria residencial, a queda foi de 13,5%. Na móvel, 2,2% e na corporativa, conhecida como B2B, 7,9%.
A base de clientes da companhia também sofreu uma diminuição de 6,2%, sendo o segmento de clientes residenciais o mais afetado.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 2,376 bilhões, uma piora de 73% na comparação anual, puxado principalmente pela disparada do dólar, impactando a dívida na moeda estrangeira.
Com Estadão Conteúdo
SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?
Uma semana muda tudo: BTG (BPAC11) devolve ganhos do ano e tem recomendação rebaixada — vale comprar após o tombo?
30 de outubro de 2026 - 13:11FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL