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Confirmação oficial veio depois de notícias dando conta de que EUA deixariam de dar apoio ao Brasil, após indicarem Argentina e Romênia para o bloco
Os Estados Unidos disseram manter o apoio à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas não se pronunciaram sobre o prazo no qual o apoio formal ao processo de entrada do País deve acontecer.
A manifestação aconteceu depois de a agência de notícias 'Bloomberg' revelar carta na qual o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, se posiciona a favor da entrada da Argentina e da Romênia no grupo, sem citar o Brasil.
Um porta-voz da área de assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado afirmou que os EUA "continuam a manter a declaração" de 19 de março, quando o presidente Donald Trump "afirmou claramente o apoio ao Brasil para iniciar o processo e se tornar um membro pleno da OCDE".
Pompeo também afirmou que a carta "não representa de forma precisa a posição dos EUA a respeito da expansão da OCDE". "Somos apoiadores entusiasmados da entrada do Brasil", escreveu Pompeo, que disse ainda que os EUA "farão esforços para apoiar o acesso" do País à OCDE.
Tanto o governo americano quanto diplomatas brasileiros afirmaram que o processo do Brasil é recente, está atrás da fila de outros países com os quais os EUA já tinham se comprometido, e o processo do País segue. O comprometimento de Trump com a candidatura da Argentina aconteceu em agosto de 2017, com a visita de Maurício Macri - com quem o americano mantém bom relacionamento - à Casa Branca.
No final da tarde desta quinta-feira (11), a embaixada dos EUA divulgou nota reafirmando que a declaração conjunta assinada em março pelos presidentes Jair Bolsonaro e Trump está mantida.
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A declaração conjunta de 19 de março do presidente Trump e do presidente Bolsonaro afirmou claramente o apoio ao Brasil para iniciar o processo para se tornar um membro pleno da #OCDE. Continuamos mantendo essa declaração. Saiba mais: https://t.co/zxSKI15PNY
— Embaixada EUA Brasil (@EmbaixadaEUA) October 10, 2019
Às 21h do mesmo dia (pelo horário de Brasília), foi a vez do próprio Trump comentar o assunto. Em sua conta no Twitter, ele afirmou que a declaração conjunta divulgada em março deixava "absolutamente claro" que ele apoia o início do processo de entrada do Brasil na OCDE. Trump ainda chama de "fake news" o texto da Bloomberg.
The joint statement released with President Bolsonaro in March makes absolutely clear that I support Brazil beginning the process for full OECD membership. The United States stands by that statement and stands by @jairbolsonaro. This article is FAKE NEWS! https://t.co/Hym9ZATHjt
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) October 11, 2019
Em 19 de março, Trump afirmou, em reunião com Bolsonaro, nos EUA, que estava apoiando a entrada do Brasil na organização, que reúne países desenvolvidos e em desenvolvimentos que partilham de uma série de políticas e padrões econômicos comuns. Fazer parte da OCDE pode ser encarado com um selo de qualidade internacional.
Em 23 maio, esse apoio dos EUA ao ingresso do Brasil foi formalizado, mas já no começo de maio tinha surgido essa questão sobre o número de vagas.
Em sua live semanal, Bolsonaro disse que a entrada do país na OCDE não depende apenas de Trump, que Argentina e Romênia estavam na frente na fila e que dentro de um ano ou pouco mais o país fará parte do grupo.
Desde que se aproximou dos EUA, o governo Bolsonaro vem fazendo concessões ao país em troca do apoio à adesão brasileira à OCDE. Em março, durante a visita em que Trump prometeu o apoio pela primeira vez, o Brasil acabou com a exigência de visto para que norte-americanos entrem no País.
A ação foi unilateral, ou seja, os EUA continuaram exigindo vistos de brasileiros, o que é incomum na diplomacia.
Em setembro, o governo brasileiro concordou em elevar a cota de importação de etanol beneficiando norte-americanos. A decisão foi entendida como contrapartida do Brasil para que os EUA abrissem mercado para o açúcar nacional, mas nada nesse sentido foi anunciado.
O Brasil também prometeu renunciar a tratamentos especiais de país em desenvolvimento em negociações com a Organização Mundial do Comércio (OMC), etapa necessária à adesão.
*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo
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