Menu
2019-05-08T10:38:38+00:00
bolsonaro e trump

Governo diz que acordo sobre OCDE está mantido

Segundo o assessor especial para assuntos internacionais do governo, “há um impasse sobre o número de vagas a serem abertas na organização”

8 de maio de 2019
7:31 - atualizado às 10:38
O presidente eleito no Brasil, Jair Bolsonaro, e o presidente americano Donald Trump
O presidente eleito no Brasil, Jair Bolsonaro, e o presidente americano Donald Trump - Imagem: Montagem: Seu Dinheiro - Fotos: Shutterstock

Coube ao assessor especial para assuntos internacionais do governo Jair Bolsonaro, Filipe Martins, comentar nesta terça-feira, 07, publicamente a postura de diplomatas americanos que se mantiveram em silêncio na reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Genebra, sobre o apoio do governo Donald Trump à adesão do Brasil à entidade. A informação sobre a postura dos americanos foi revelada pelo jornal Valor Econômico.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

"A posição do governo americano em relação ao ingresso do Brasil na OCDE é exatamente a mesma que foi adotada pelo Presidente Donald Trump no dia 19 de março: a de apoio claro e inequívoco ao início do processo de ingresso do nosso país na organização", escreveu Martins no Twitter. Segundo ele, "há um impasse sobre o número de vagas a serem abertas na organização, decisão que demandará consenso: enquanto países europeus desejam abrir 6 vagas, outros desejam abrir apenas 4, mas todos apoiam o acesso do Brasil".

O Broadcast procurou no final da noite os ministros Paulo Guedes (Economia) e Augusto Heleno (GSI), além da assessoria do Itamaraty, mas não houve retorno. Nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro não mencionou o assunto até 23h40 da terça-feira tampouco o chanceler Ernesto Araújo ou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e acompanhou o pai na viagem em que o tema foi tratado com Donald Trump.

A oposição também usou as redes sociais para cobrar o governo brasileiro. "A subserviência de Bolsonaro a Trump agrada ao astrólogo ideólogo do governo morador dos EUA, mas não se traduz em nenhum ganho real para o País. Pelo contrário, já podem ser vislumbradas as perdas", escreveu o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), mencionando o escritor Olavo de Carvalho.

"Estados Unidos dão um chute no Brasil e não apoiam sua entrada na OCDE, mesmo depois do Brasil ter abdicado do tratamento diferenciado da OMC, complicando nosso comércio internacional. Até aonde vai o complexo de viralatismo do desgoverno Bolsonaro?", tuitou o deputado André Figueiredo (PDT-CE).

"EUA mantêm bloqueio na OCDE e não cumprem barganha com Brasil", postou o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS). "Belo acordo, capitão! Abrimos mão de vantagens comerciais que tínhamos na OMC a pedido do seu amigo @realDonaldTrump, que lhe retribuiu mantendo o bloqueio ao Brasil na OCDE. É isso que dá ser capacho de americano", ironizou o deputado Jorge Solla (PT-BA).

Os Estados Unidos se comprometeram a apoiar a candidatura do Brasil a membro da OCDE durante viagem oficial do presidente Jair Bolsonaro aquele país em março. O pleito brasileiro foi encampado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que vê a adesão ao chamado clube dos países ricos como um selo internacional de confiança no Brasil. "Estou apoiando o Brasil para entrar na OCDE", disse Trump no Salão Oval da Casa Branca, onde recebeu Bolsonaro no dia 19 de março.

O apoio formal dos EUA para a entrada do Brasil na OCDE é considerado crucial, mas veio com uma contrapartida. Em troca, o governo brasileiro concordou em "começar a renunciar" ao tratamento diferenciado dado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) aos países em desenvolvimento. Para os EUA, isso ajudaria a abrir caminho para a reforma que o país propõe nas regras globais de trocas comerciais.

Após a reunião privada com Bolsonaro, o presidente americano confirmou o posicionamento à imprensa nos jardins da Casa Branca. "Nós vamos apoiar. Vamos ter uma boa relação em diferentes formas. Isso é algo que vamos fazer em honra ao presidente (Bolsonaro) e ao Brasil", disse Trump em março.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Racha no PSL

Esperava mais respeito e gratidão, diz Joice Hasselmann

Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro usou a Presidência da República para interferir no Legislativo. “O próprio presidente estava ligando e pressionando deputados para assinar uma lista”, disse.

mudança de planos

Governo adia reforma tributária e prioriza redução de R$ 30 bi em gastos

Com dificuldade para articular uma ampla agenda de reformas até o fim do ano, equipe econômica decidiu enxugar o pacote de medidas estruturais

Em crise

Crise EUA e China ameaça o mundo, diz chefe do FMI

A perspectiva global é precária, afirma Georgieva na apresentação de sua agenda política imediata. O conjunto de riscos, acrescenta, está ligado em primeiro lugar a uma possível ampliação das tensões no comércio e a crescentes vulnerabilidades financeiras.

situação complicada

16 Estados tiveram piora nas contas ou ficaram estagnados em 2018

Lista foi elaborada segundo o critério “solidez fiscal” – definido como a capacidade de o governo administrar as contas públicas

de olho no desempenho

Produção de petróleo da Petrobras cresce 16,9% no terceiro trimestre

Segundo especialista, resultado abre caminho para que outras empresas se interessem pelo investimento no Brasil. 

em meio a disputa tarifária

Resultado trimestral de PIB da China tem avanço mais lento em 27 anos

Indicador avançou 6% no terceiro trimestre de 2019; resultado foi ligeiramente abaixo de expectativas de analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, que previam alta de 6,1%.

hora da partilha

Bolsonaro sanciona lei que divide recursos do megaleilão do petróleo

Leilão do excedente de petróleo da chamada cessão onerosa está marcado para 6 de novembro e tem previsão de arrecadar R$ 106,6 bilhões

sem EUA por ora

Crise no PSL deixa indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada em suspenso

Auxiliares de Bolsonaro afirmam que, apesar da peregrinação, Eduardo não conseguiu convencer um número suficiente de senadores a apoiarem seu nome

clima tenso

Flávio e Eduardo Bolsonaro são destituídos de diretórios do PSL

Destituições são mais um capítulo da crise interna do partido que opõe parlamentares que apoiam Bivar aos aliados do presidente da República

Agora vai?

Após anos de decepção, PIB vai surpreender de novo, mas agora para cima, dizem gestores de fundos

Responsáveis pela gestão de mais de R$ 30 bilhões, Ibiúna, Kapitalo e Legacy veem espaço para Banco Central manter o processo de queda de juros, mas piso para a Selic é ponto de discórdia. Eles também contam onde estão investindo e quais os riscos no radar

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements