🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Transação bilionária

A Natura finalmente comprou a Avon. Ainda dá tempo de entrar nas ações?

Analistas se debruçaram sobre a estrutura da compra da Avon pela Natura — e, em linhas gerais, gostaram do que viram. Mas, considerando o rali recente das ações da empresa brasileira, a postura dos especialistas é cautelosa

Victor Aguiar
Victor Aguiar
23 de maio de 2019
14:16 - atualizado às 14:35
avon-natura
Natura e Avon formalizaram a união — mas as ações da empresa brasileira caem forte nesta quinta-feira (23)Imagem: Shutterstock / Montagem SD

Era uma bola cantada. Afinal, tanto a Natura quanto a Avon já haviam assumido o namoro publicamente — faltava só marcar a data do casamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O convite chegou na noite da última quarta-feira (22): a união das rivais históricas criará uma gigante global do setor de cosméticos, com faturamento anual superior a US$ 10 bilhões. A operação envolve a troca de ações das companhias — após o negócio, a Natura irá deter 76% da empresa combinada, enquanto os sócios da Avon ficarão com os 24% restantes.

A expectativa para o anúncio da transação tomou conta dos mercados ontem: as ações ON da Natura (NATU3) fecharam o pregão da quarta-feira em forte alta de 9,43%, a R$ 61,50, enquanto os papéis da Avon tiveram ganhos de 9% na NYSE, a US$ 3,49.

Mas... e agora? Ainda vale a pena comprar as ações da empresa brasileira, ou a festa do casamento não aceita convidados de última hora?

Bom, a primeira coisa que eu fiz hoje, ao chegar à redação do Seu Dinheiro, foi procurar a opinião dos analistas que acompanharam de perto todo o flerte entre as duas empresas. E, em linhas gerais, os especialistas gostaram dos termos da transação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas os analistas também fizeram um alerta: afinal, considerando o fechamento de ontem, a R$ 61,50, os papéis da Natura acumulavam ganhos de 37,7% desde o início do ano. E, embora a compra da Natura abra possibilidades interessantes para o futuro, esse rali diminui a atratividade dos papéis neste momento.

Leia Também

E, de fato, os papéis da Natura tiveram uma queda expressiva nesta quinta-feira (23), devolvendo boa parte dos ganhos acumulados ontem. As ações da empresa brasileira terminaram a sessão em baixa de 8,54%, a R$ 56,25, liderando as perdas do Ibovespa — confira aqui a cobertura completa dos mercados hoje.

Comportamento das ações ON da Natura desde o pregão de 22 de maio
Comportamento das ações ON da Natura desde o pregão de 22 de maio — no pós-mercado, os papéis continuaram em queda, chegando a R$ 56,11 (Fonte: B3)

Mudança de postura

Essa preocupação foi expressada com veemência pelo Bradesco BBI. Em relatório, o analista Richard Cathcart diz ver méritos na operação, mas acredita que as ações da Natura já subiram demais — o que torna a relação entre risco e retorno dos papéis pouco atrativa.

Nesse contexto, o banco cortou a recomendação para os ativos da Natura, de neutro para "underperform" — ou seja, com desempenho abaixo da média. O preço-alvo do Bradesco BBI para as ações é de R$ 55,00.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Cathcart, os pontos positivos da operação para a Natura incluem o ganho de escala e o fortalecimento no Brasil, uma vez que a nova companhia irá atingir uma participação de mercado de cerca de 16% no país — o Boticário, por exemplo, detém 12%. Além disso, a Natura irá aumentar sua exposição na América Latina e atingir novas categorias, já que a Avon é mais forte no setor de maquiagens, enquanto a Natura possui presença mais intensa em perfumes e cuidados com o corpo.

Mas, por outro lado, o analista estima que, considerando o recente rali, o mercado precifica um potencial de sinergias de cerca de US$ 300 milhões com a transação — acima da faixa divulgada pela própria natura, de US$ 150 milhões a US$ 250 milhões.

"Além disso, destacamos os riscos envolvidos na aquisição de uma empresa tão grande e que perdeu cerca de 30% de sua receita nos últimos cinco anos, e o risco mais amplo de disrupção conforme as duas empresas focam no processo de integração", diz Cathcart.

Sinergias em foco

A questão do potencial de ganhos a serem gerados com a união também foi abordada pelo BTG Pactual. Em relatório, os analistas Luiz Guanais e Gabriel Savi ponderam que eventuais ganhos para os acionistas da Natura depende de as sinergias totais da operação ultrapassarem os US$ 520 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Esperamos que os ganhos sejam capturados principalmente no front das despesas gerais e administrativas", diz o BTG, também ressaltando que o atual rali dos papéis da Natura implica que o mercado já está precificando as sinergias.

"Mas, apesar desse potencial e da valuation aparentemente atrativo da Avon, lembramos que a operação vai aumentar a complexidade do modelo de negócios da Natura", escrevem Guanais e Savi — e isso num momento em que a companhia lida com o turnaround da The Body Shop e com as tendências mais fracas no mercado local.

O BTG Pactual possui recomendação neutra para as ações da Natura, com preço-alvo de R$ 50,00 para os papéis em 12 meses.

Ganhos futuros

O Itaú BBA também bate na tecla de que o rali das ações da Natura já precificou os potenciais ganhos de sinergia a serem destravadas pela operação. Contudo, o banco acredita que "fontes adicionais de valor" oriundas da transação podem continuar a dar suporte às ações no curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tais fontes incluem possíveis benefícios fiscais e uma eventual mudança de sede fiscal — fatores que, neste momento, o Itaú BBA diz serem difíceis de serem avaliadas.

"Essa é uma operação transformacional para a Natura e, como tal, deve aumentar de maneria significativa a capilaridade da companhia em termos de presença geográfica, ao mesmo tempo que expande a operação em diversos canais e fortalece o portfólio consolidado de produtos", escrevem os analistas Thiago Macruz, Julia Fagá, Marco Calvi e Vinicius Figueiredo.

O Itaú BBA tem recomendação "outperform" — acima da média — para as ações da Natura, com preço-alvo de R$ 52,00. Os analistas ressaltam, contudo, que estão trabalhando para incorporar os resultados da Avon no modelo de avaliação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ALÍVIO NO BOLSO

Petrobras (PETR4) corta preço da gasolina em 5,2% a partir desta terça-feira, e deve afetar a inflação; veja os motivos

26 de janeiro de 2026 - 15:31

Com a mudança, o preço médio do combustível vendido pela estatal passará a ser de R$ 2,57 por litro, o que representa uma queda de R$ 0,14 por litro

NEGOCIAÇÕES NO RADAR

CBA (CBAV3) salta mais de 7% na B3 com avanço nas negociações para venda da companhia

26 de janeiro de 2026 - 13:37

A Emirates Global Aluminium, a Aluminum Corporation of China (Chinalco) e um terceiro proponente estariam competindo pela compra da CBA, informou a Reuters

MESA PARA TODO MUNDO

Com o fim do home office, Nubank (ROXO34) investirá mais de R$ 2,5 bilhões em escritórios no Brasil

26 de janeiro de 2026 - 13:07

Com mais dois prédios, o bairro de Pinheiros passará a concentrar quatro escritórios do Nubank no Brasil, com 5.700 estações de trabalho, cinco vezes mais que hoje

NAS ALTURAS

Embraer (EMBJ3) precisa ir mais longe: CEO mira escalar produção para atender toda a demanda pelos jatos da brasileira

26 de janeiro de 2026 - 11:17

O objetivo inicial é restaurar as entregas anuais aos níveis anteriores à pandemia nos próximos dois anos. Mas os planos não param por aí

TROCAS NO COMANDO

Luis Fernando Ortiz assume liderança na Gafisa (GFSA3), mirando o alto luxo no mercado imobiliário; fundo ligado a Tanure aumenta participação

26 de janeiro de 2026 - 10:40

No dia 23, a Gafisa comunicou que o fundo wotan Realty passou a deter 14,72% do capital social da Gafisa. A Wotan é ligada ao empresário Nelson Tanure

AQUISIÇÕES

Sabesp (SBSP3) assume controle da Emae e prepara oferta pública para comprar mais ações

25 de janeiro de 2026 - 15:32

Nova controladora levará à CVM o pedido de OPA e prevê mudanças na estrutura administrativa da Emae

CERVEJA EM BAIXA

Mais espuma no copo: mudança no comando da Heineken reacende debate sobre operação no Brasil

25 de janeiro de 2026 - 11:35

Queda do consumo e pressão sobre margens levantam dúvidas sobre o ritmo de expansão da cervejaria no país

COMPRAR OU VENDER?

Vale (VALE3): BofA projeta números recordes até 2030 e destaca dividendos robustos

25 de janeiro de 2026 - 9:50

Com recomendação de compra, o Bank of America destaca o valuation descontado da mineradora e a meta de aumentar sua produção nos próximos anos

A CORRIDA MUDOU

Quem tem fôlego no novo ciclo de crédito? Fitch revisa ratings de bancos e eleva nota do BTG Pactual; saiba quem ficou para trás

24 de janeiro de 2026 - 16:27

Para analistas, com menos impulso do macro, desempenho passa a depender cada vez mais da gestão de cada banco; veja as novas perspectivas

DEPOIS DO RALI

Alpargatas (ALPA4) dispara 120% na B3 em um ano — e pode ir além. BofA eleva recomendação das ações da dona da Havaianas

24 de janeiro de 2026 - 15:16

Os analistas veem três fatores que sustentam a visão positiva para a dona da Havaianas; confira

BILIONÁRIOS ANTES DOS 25

Esses brasileiros criaram uma fintech nos EUA vendida por US$ 5,1 bilhões. Conheça a história da Brex e saiba por que o mercado torceu o nariz para o negócio

23 de janeiro de 2026 - 19:55

Henrique Dubugras e Pedro Franceschi fundaram a Brex em 2017, alcançaram US$ 12,3 bi em valuation em 2022 e agora venderam a fintech para a Capital One

SOLTA O SOM

Mercado Livre (MELI34) lança mais uma edição do seu festival de música para se aproximar dos consumidores

23 de janeiro de 2026 - 19:25

A gigante do e-commerce está triplicando a aposta no entretenimento como forma de atrair clientes para os seus serviços core, incluindo a plataforma de e-commerce e o Mercado Pago

MUITA CALMA NESSA HORA

Para UBS BB, mercado exagera na dose sobre a Sabesp (SBSP3); recomendação sobe e preço-alvo também

23 de janeiro de 2026 - 18:01

Analistas do banco suíço avaliam que o mercado superestima os riscos da escassez hídrica em 2025, pressionando indevidamente o valuation da companhia

MUDANÇA NO TOPO

Petrobras (PETR4) no controle: CEO Magda Chambriard deve comandar conselho da Braskem (BRKM5) em novo acordo, diz jornal

23 de janeiro de 2026 - 17:50

Petrobras e IG4 dividirão igualmente o poder de decisão na Braskem, segundo apurou o Valor Econômico; transação pode ser consumada ainda em fevereiro

NO MUNDO FÍSICO

Avenida Paulista é o palco da aposta do Itaú (ITUB4): novo conceito de agência mira classe média, enquanto rivais reduzem presença física

23 de janeiro de 2026 - 17:29

Batizado de “Espaço Uniclass”, o projeto mira a classe média e tenta ressignificar o papel do banco no dia a dia do cliente

ENERGIA DEMAIS?

Curtailment muda o jogo: Engie Brasil (EGIE3) reduz investimentos em renováveis e prevê consolidação do setor

23 de janeiro de 2026 - 14:00

Cortes na geração de energia pelo ONS afetam planos e impulsionam concentração no mercado de renováveis, segundo diretor da companhia; confira a entrevista completa com Guilherme Ferrari

O FUTURO ESTÁ PRÓXIMO

Todo mundo vai ter um? Elon Musk promete comercializar robôs humanoides até 2027

23 de janeiro de 2026 - 11:15

Optimus já trabalha em fábricas da Tesla, reaproveita a IA dos carros da marca e pode virar o próximo produto de massa do bilionário

PODE TER PREJUÍZO

Banco Central pede que BRB provisione R$ 2,6 bilhões para perdas, após compras de carteiras fraudadas do Master, diz jornal

23 de janeiro de 2026 - 11:04

Embora o BC não tenha detalhado os motivos, a data da reunião indica que a medida está ligada à compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras do Banco Master.

DÓLARES NO CAIXA

MRV (MRVE3) se desfaz de terrenos nos EUA por US$ 18,3 milhões; plano é chegar a US$ 800 milhões em vendas

23 de janeiro de 2026 - 10:35

A operação faz parte da revisão estratégica da Resia, que queimou caixa no último trimestre e busca vender determinados ativos até o fim deste ano

VÃO-SE OS ANÉIS...

ByteDance cede e livra TikTok do banimento nos EUA; o que ela precisou fazer?

23 de janeiro de 2026 - 9:53

Acordo com investidores americanos muda o controle dos dados, do algoritmo e encerra o risco de banimento do aplicativo nos EUA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar