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Eu nunca tive um carro na vida. Não importa o preço, o modelo, a promoção, nem se eu tenho dinheiro sobrando na conta. Simplesmente não tenho planos de colocar um carro na garagem. Sabe como eu venho para o trabalho todo dia? De carro. Ele só não é meu...
Não estou sozinha. Muitas pessoas deixaram de sonhar com o seu próprio carrão. Do banco do passageiro, eu leio as notícias do Seu Dinheiro, pago contas via aplicativo, respondo Whatsapp e até escrevi as primeiras linhas desta newsletter que você está lendo. Ao chegar ao destino, é só descer. Não é problema meu estacionar o carro, nem me preocupar se ele vai ser roubado ou se precisa de manutenção.
Tenho também motivos financeiro para não querer um carro. Fiz as contas e, ao menos no meu caso, sai mais barato andar de Uber por aí. Mas isso é assunto para outro dia…
Hoje eu quero falar de negócios, do futuro de uma das indústrias mais importantes do país e também de como você pode lucrar com essa nova tendência de mobilidade urbana. Fico pensando em o que vai ser da indústria automotiva se mais gente desistir de comprar um carro. As montadoras certamente terão de se reinventar. Se o cliente virou passageiro, hora de repensar o design do veículo. (Se algum leitor trabalhar na indústria automotiva, aqui vão meus pedidos para o próximo modelo: quero poder controlar o ar condicionado e o som sentada no banco de trás e também gostaria de ter um espelho para passar maquiagem no caminho).
E como você pode ganhar dinheiro com isso? Pois bem. O carro que me traz todo dia para a redação não é meu. E muitas vezes também não é do motorista da Uber que me leva. É um carro alugado. O crescimento dos apps de transporte - e a necessidade de muita gente desempregada de trabalhar de Uber - criou um filão para as locadoras de veículos.
Muitos gestores estão apostando em ações dessas empresas como negócios do futuro. A Bruna Furlani traz os detalhes nesta reportagem e mostra as perspectivas para os papéis de Localiza, Movida e Unidas. Recomendo muito a leitura!
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A briga pelo coração dos acionistas da Netshoes continua. Se ontem foi a vez da Centauro aumentar (mais uma vez) a sua proposta, hoje foi a vez do Magazine Luiza. Agora o Magalu propõe US$ 3,70 por ação, o mesmo valor que a concorrente. Segundo o comunicado da empresa, o conselho de administração da Netshoes reiterou a recomendação para que os acionistas aceitem a proposta. Vale ficar de olho na assembleia que acontece amanhã e pode decidir o futuro do site de produtos esportivos.
Ontem foi um dia de muita movimentação em Brasília. Ao final, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e outros líderes, enfim apresentaram alguns pontos da reforma da Previdência . Por ora, Estados e municípios estão de fora, assim como a discussão sobre o regime de capitalização. Também não foram aceitas mudanças para as aposentadorias rurais e o BPC (um benefício pago a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência). Agora de manhã o relator Samuel Moreira apresenta o relatório do projeto na comissão especial que discute a reforma. O Eduardo Campos está acompanhando e vai trazer os detalhes no Seu Dinheiro. Fique ligado!
Muito investidor profissional achou que o real se valorizaria de maneira forte após a eleição de Bolsonaro. Bem, esse não foi o caso de Marco Antonio Mecchi, gestor da MZK e que já investiu os tesouros do HSBC. Mecchi apostou foi no dólar. No podcast Sardinhas do Mercado Financeiro, o gestor conversa com a colunista Luciana Seabra e revela em que está investindo agora.
A Petrobras decidiu mudar o ritmo dos ajustes no preço do diesel e da gasolina. A partir da agora não terá mais data definida. É “freestyle”, seguindo as condições do mercado e o ambiente externo. Saiba mais
Falando em Petrobras, uma boa nova não só para a estatal mas também para a Odebrecht e para os demais acionistas da Braskem. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, liberou ontem a distribuição de dividendos da petroquímica. O dinheiro cai bem para a Odebrecht - a controladora da empresa vive uma grave crise financeira e está à beira de uma recuperação judicial. Ela receberá cerca de R$ 1 bilhão de dividendos, assim como a Petrobras. Confira os detalhes

A atenção do mercado financeiro se volta para a leitura do relatório da reforma da Previdência na Comissão Especial. Os investidores estão de olho nas mudanças que serão feitas ao texto original e seguem na expectativa de que a economia para os cofres públicos se mantenha próxima a R$ 1 trilhão em 10 anos.
Enquanto aguardam o parecer da Previdência, outras pautas também ficam no radar dos investidores. O fim da periodicidade de reajustes dos combustíveis pela Petrobras deve mexer com o pregão hoje. O mercado local também digere o vazamento de novas conversas em torno da Operação Lava Jato, que agora também envolve o nome do ministro do STF Luiz Fux.
Lá fora, os ativos de risco apresentam fôlego encurtado, com as tensões comerciais entre Estados Unidos e China e a perspectiva de corte de juros por parte do Fed ainda no horizonte. As sessões na Ásia encerraram sem rumo definido. Enquanto isso, as bolsas europeias ensaiam alta, seguindo os índices futuros de Wall Street, que apresentam leve tendência positiva.
Ontem, o Ibovespa fechou o dia com baixa de 0,65%, aos 98.320,88 pontos. O dólar encerrou a sessão com alta de 0,45%, a R$ 3,8669. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.
Um grande abraço e ótima quinta-feira!
Índices
- IBGE divulga dados de serviços em abril
- Alemanha e Argentina divulgam inflação de maio
- Zona do euro anuncia resultado da produção industrial no bloco em abril
- Estados Unidos divulgam dados semanais de emprego
- China divulga resultados da indústria e do comércio em maio
- Opep publica relatório mensal sobre o mercado de petróleo
Política
- Comissão especial da reforma da Previdência se reúne para apresentação do relatório final sobre o projeto
- Ministros de finanças da zona do euro se reúnem em Luxemburgo
Produção recorde, petróleo mais caro e geração de caixa elevada sustentam expectativa de proventos no 1T26
O Citi estima o pedido em torno de US$ 700 milhões, cerca de 16% de toda a carteira de pedidos firmes da divisão de defesa da fabricante brasileira de aeronaves, segundo o Broadcast
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