Dragões, centauros e duas estreias aguardadas
A semana será mais curta, mas começa com uma estreia muito aguardada. Não, não estou falando do primeiro episódio da oitava temporada de Game of Thrones. Mas bem que eu estava com a TV ligada ontem às 22h para ver a minha série preferida, após um inverno de longos 595 dias. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE […]

A semana será mais curta, mas começa com uma estreia muito aguardada. Não, não estou falando do primeiro episódio da oitava temporada de Game of Thrones. Mas bem que eu estava com a TV ligada ontem às 22h para ver a minha série preferida, após um inverno de longos 595 dias.
O episódio em questão não tem dragões e exércitos gelados de mortos-vivos. Mas, para os amantes da ficção, até cabia um enredo com homens com tronco de cavalo desfilando pelo centro histórico de São Paulo e parando em frente ao prédio da B3, a bolsa brasileira.
A Centauro, a varejista batizada com o nome de uma criatura da mitologia grega, forma o preço do seu IPO nesta segunda-feira. Trata-se da primeira grande estreia na bolsa após uma temporada de escassez.
Nos últimos tempos a economia brasileira viveu um cenário sombrio. E as empresas desistiram de vender suas ações na bolsa. A visão era de que não tinha apetite dos investidores para novos ativos brasileiros. Foi um marasmo.
A Centauro pode ser a primeira a entrar em um ciclo de retomada dos IPOs. Se conseguir um bom preço, pode dar coragem para outras empresas saírem da toca.
O Vinícius Pinheiro está acompanhando o movimento e conta que cerca de 40 empresas estão na moita aguardando para entrar na bolsa. Se elas tomarem coragem, vai ser ótimo para você. Quanto mais ações a bolsa brasileira tiver, mais opções de investimento você tem na prateleira. Você pode comprar diretamente ou deixar o gestor do seu fundo de investimento montar a carteira.
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Nesta reportagem, o Vini explica o que está no radar dos investidores e te diz como avaliar se vale a pena embarcar (ou não) em uma oferta de ações.

Agenda de arromba
Na Câmara, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) se reúne hoje, a partir das 14h, para debater o parecer da reforma da Previdência. Esse é apenas um dos compromissos do Congresso e do Executivo para esta semana. Nossa colunista Angela Bittencourt comenta a agenda dos próximos dias e fala, entre outras coisas, sobre a votação da proposta de reforma da Previdência na CCJ e a definição, pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), de novos detalhes da venda de petróleo da camada pré-sal.
Um mar de lama sem fim
A conta da tragédia de Brumadinho parece não ter fim. Pesquisadores da FGV calculam que 10% do crescimento estimado para a economia brasileira deve se perder diante da redução da produção de minério pela Vale. Os números em detalhes você confere nesta matéria.
Menos é… menos
Está cada vez mais difícil ficar otimista com o crescimento da economia brasileira. Hoje pela manhã o Banco Central divulgou o IBC-Br, indicador considerado a “prévia do PIB”, com uma queda em fevereiro na comparação com janeiro, mesmo com o ajuste sazonal.
Nesta semana, os economistas reduziram ainda mais suas projeções para o PIB de 2019 compiladas pelo relatório Focus. Se na semana passada eles previam uma expansão de 1,97% para a economia brasileira, nesta semana a estimativa é de 1,95% Veja a análise do Eduardo Campos sobre esse movimento.
Ainda entre as queridinhas
Se você desligou no fim de semana, preciso te atualizar sobre a Petrobras. No final da semana passada, a Petrobras desistiu de reajustar o preço do diesel, por interferência do executivo. O movimento fez com que a empresa chegasse a perder R$ 32 bilhões em valor de mercado na manhã de sexta-feira. Mesmo assim, bancos e corretoras mantêm a ação da estatal na carteira recomendada.
O estrago já foi feito, mas existe uma luz no fim do túnel. No sábado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que é possível “consertar” a situação. A semana promete ser agitada para o acionista da Petrobras.
Imposto de renda: declaração de bens e quais documentos guardar

Na hora de preencher a sua declaração de imposto de renda 2019, existem basicamente quatro informações que você deve prestar à Receita Federal: seus rendimentos, suas dívidas, seus pagamentos ou doações e seus bens. Nesta matéria, a Julia Wiltgen faz um apanhado sobre como preencher a declaração de bens.
Quem declarou o imposto de renda 2019 precisou também separar um monte de papel e comprovante para obter todas as informações necessárias. Mas após todo esse processo, o que fazer com os documentos e recibos? Quais documentos guardar após enviar a declaração de imposto de renda? A Jasmine Olga conta para você.
A Bula do Mercado: a língua do “P”
O mercado vai falar a língua do P nesta semana: Previdência e Petrobras. Em semana curta, deputados querem primeiro apreciar a proposta sobre o Orçamento impositivo antes de votar o parecer da reforma da Previdência. Se aprovado com rapidez, o trâmite não deve atrapalhar a reforma, embora o cronograma siga apertado.
O mercado também monitora o noticiário em torno da Petrobras, receoso com a volta de uma política de controle de preços dos combustíveis feito pelo governo. O ministro Paulo Guedes, que deve conversar hoje com o presidente Bolsonaro, conta com os votos de confiança dos investidores, o que mantém a dúvida sobre o fracasso na agenda liberal-reformista.
Lá fora, novas críticas do presidente Donald Trump causam preocupação. Trump, que condenou o aumento das taxas de juros promovido pelo Fed, tenta reverter a política atual e iniciar um processo de corte de juros neste ano. Ao invés de animar os negócios, a fala do presidente deixou o mercado receoso com uma nova “interferência” na política monetária independente da instituição.
Na sexta-feira, o Ibovespa fechou o dia com baixa de 1,98%, aos 92.875 pontos, acumulando perdas de 4,36% na semana. O dólar encerrou a sessão com alta de 0,83%, a R$3,8884, um ganho acumulado de 0,43% na semana. Consulte a Bula do Mercado para saber como devem se comportar bolsa e dólar hoje.
Um grande abraço e ótima segunda-feira!
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