🔴 PRIO3 E +9 AÇÕES PARA COMPRAR AGORA – ASSISTA AQUI

Estadão Conteúdo
Pesquisa global com CEOs

Humor de executivos com o Brasil melhora em 2019, mas país está longe de empolgar, diz PwC

Relatório mostra que Brasil é o sexto destino potencial para novos investimentos no curto prazo

Estadão Conteúdo
21 de janeiro de 2019
17:20 - atualizado às 14:41

Após o humor despencar em 2017 em relação ao Brasil e mostrar alguma recuperação no ano passado, executivos melhoraram suas percepções em relação à retomada econômica do País nos próximos 12 meses, conforme uma pesquisa da PwC divulgada nesta segunda-feira, 21, em Davos, na véspera da abertura oficial do Fórum Econômico Mundial de 2019. Na 22ª Pesquisa Global com os CEOs da PwC, 43% dos entrevistados brasileiros projetaram crescimento de suas empresas em 2019. O otimismo dos profissionais domésticos supera a média global e é maior do que os 39% registrados um ano antes.

A melhora, no entanto, está muito longe de ser empolgante. No levantamento geral, realizado com 1.378 CEOs de 91 países dos cinco continentes, de setembro a outubro passado, o Brasil é apontado como o sexto destino potencial para novos investimentos no curto prazo. A sondagem identificou que, em um momento de muitas incertezas globais, os profissionais estão preferindo focar as atividades - e o dinheiro - em seus próprios países.

Os entrevistados foram solicitados a identificar os três mercados mais atraentes para investimento fora de seu território, e, em meio a essas incertezas dos últimos meses, uma fatia nada desprezível, de 15%, respondeu "não saber" - no levantamento anterior era uma parcela de apenas 8%. Esse não comprometimento dos líderes ficou na terceira posição, atrás de Estados Unidos (27%) e China (24%). Apesar de as duas maiores potências econômicas do globo ainda atraírem a atenção de investidores, sentiram o baque da diminuição do interesse, uma vez que, no ano passado, tinham fatias de, respectivamente, 46% e 33%.

Na terceira posição entre os países está a Alemanha, que passou de 20% para 13%, e, na quinta, a Índia, de 9% para 8%. Antes de qualquer outro país, figurou "nenhum outro território", que disparou de 1% para 8% de 2018 para 2019, revelando que esses CEOs não conseguiram nomear três países separadamente além do lugar onde atuam. "Dado o nível de incerteza em torno das questões comerciais e políticas, não é de surpreender que os CEOs estejam se concentrando em casa", observou a PwC, acrescentando que os governos podem ver isso como uma oportunidade para lembrar às empresas que seus países estão abertos para negócios.

O Reino Unido, por sua vez, passou de 15% para 8% e o Brasil, de 7% para 6%, exatamente como ocorreu com a França. "Apesar da retração econômica dos últimos anos, a pesquisa mostra que o Brasil segue em destaque no cenário global: o País ocupa o sexto lugar entre os mais citados pelos CEOs globais como possíveis focos de investimentos ao longo de 2019, atrás de EUA, China, Alemanha, Índia e Reino Unido", considerou a PwC.

Bolsonaro

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, chega ao Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, no primeiro mês de seu mandato, para usar o evento como uma vitrine para o novo governo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, terá a partir de terça-feira uma série de encontros com investidores e empresários. Basicamente, o Brasil está aberto a receber recursos estrangeiros. Muitos investidores de fora, no entanto, dizem estar prestes a definir o País como destino de seus recursos, mas querem ter a certeza, antes, de que haverá um compromisso com a questão fiscal, que, neste momento, se traduz como o ponto mais urgente a reforma da Previdência.

A pesquisa da PwC mostra que a média global de executivos que espera aumentar o faturamento de suas empresas nos próximos 12 meses é de 35%. Por outro lado, quando perguntados sobre a expectativa para os próximos três anos, 48% dos CEOs brasileiros acreditam que suas companhias devem crescer, ante 54% na pesquisa anterior.

Para confirmar o aumento no faturamento de suas empresas, cerca de 91% dos CEOs brasileiros esperam ter crescimento orgânico em 2019, enquanto 89% buscarão aprimorar a eficiência operacional, 76% devem lançar novos produtos e serviços e 57% visam trabalhos conjuntos com empreendedores e startups. As alianças e possíveis joint ventures estão nos planos de 52% dos líderes brasileiros nos próximos 12 meses e outros 39% devem participar de processos de fusões e aquisições.

Entre as principais preocupações dos líderes locais para o próximo ano, destaque para o crescimento da carga tributária (mencionada por 96%), seguida do excesso de regulação (93%). Fatores políticos seguem como motivo de preocupação: incertezas como o cenário da política nacional foram citadas por 91%, enquanto a instabilidade social representou 89% e o populismo, outros 85%.

"A retomada do crescimento econômico brasileiro dá sinais de avanços. A pesquisa mostra que o País não saiu do radar internacional para fins de investimentos. O momento exige esforços das empresas para focar processos disruptivos que mantenham suas organizações em destaque aos olhos do mundo", afirmou o sócio-presidente da PwC Brasil, Fernando Alves.

Ainda sobre o contexto atual de tensões no globo, o levantamento revelou que a maior ameaça para as companhias é a incerteza política nos países de atuação, fator citado por 78% dos CEOs, seguida pelas incertezas geopolíticas (75%), excesso de regulação e instabilidade no crescimento global (ambos com 73%), conflitos comerciais (70%), protecionismo (68%), volatilidade do câmbio (66%) e crescimento da carga tributária nos países de atuação (62%).

Compartilhe

DINHEIRO PARA AS BASES

Decreto de Bolsonaro libera mais recursos do ‘orçamento secreto’ às vésperas da eleição

9 de setembro de 2022 - 10:58

O presidente da Câmara, Arthur Lira, e outros líderes do Centrão pressionavam Bolsonaro a liberar os pagamentos até a data das eleições

INFLAÇÃO E GUERRA

Euro vale menos que 1 dólar pela primeira vez em mais de 20 anos; o que está acontecendo com a moeda comum europeia?

23 de agosto de 2022 - 11:45

Além da guerra na Ucrânia, a inflação avança pela Europa e alimenta temores de recessão econômica; e o Velho Continente está no meio de uma crise energética

FEBRABAN TECH 2022

Setor financeiro melhora planos para o metaverso e já fala em criptomoedas como ‘espinha dorsal’ do processo — mas isso vai levar algum tempo; entenda

12 de agosto de 2022 - 17:40

O Febraban Tech 2022 foi realizado entre os dias 9 e 11 de agosto, em São Paulo; confira alguns destaques

“Taxação do sol”: você tem menos de seis meses para instalar energia solar e conseguir economizar até 90% na conta de luz ao ‘se salvar’ de nova cobrança; entenda

11 de agosto de 2022 - 16:42

Marco Legal da Geração Distribuída foi sancionado no início de janeiro e vai encarecer a geração de energia solar em casa; mas ainda dá tempo de fugir da cobrança conhecida como “taxação do sol”

FORTE ALTA

Minério de ferro tem rali e sobe mais de 10% na semana antes do balanço da Vale (VALE3) com melhora da perspectiva chinesa

28 de julho de 2022 - 9:08

A expectativa com a alta demanda voltou a animar a produção de aço na China, que religou 12 altos-fornos para produção

PUTIN CONTRA-ATACA?

Alerta máximo: Rússia cumpre a promessa e fecha torneira do gás para Alemanha; entenda o que isso significa para a economia global

11 de julho de 2022 - 11:53

As manutenções dos gasodutos russos começaram hoje e estão programadas para terminar no dia 21, mas analistas temem que Putin prorrogue o prazo de bloqueio

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: Exterior tenta emplacar alta antes do payroll; Ibovespa aguarda inflação após votação da PEC ser adiada

8 de julho de 2022 - 7:52

O aumento do prazo para a proposta que coloca ainda mais pressão sobre as contas públicas injeta aversão ao risco nos investidores hoje

Putin sem saída?

Rússia está a dois dias de um calote forçado: dívida milionária vence — e o país segue suspenso de sistema de pagamentos internacional

24 de junho de 2022 - 15:41

Fim do prazo do pagamento de uma dívida de US$ 100 milhões aos EUA pode motivar ações legais contra a Rússia

EXPECTATIVAS LADEIRA ABAIXO

Na “Copa do PIB” de 2022, Brasil deve ficar atrás de Colômbia, Argentina e México em crescimento

8 de junho de 2022 - 16:32

OCDE baixou a projeção de crescimento do PIB brasileiro de 1,4% para 0,6%, abaixo da média mundial, conforme relatório publicado nesta quarta-feira (08)

DE OLHO NA DISNEY

Por que o dólar já caiu quase 15% frente ao real em 2022? Entenda como a queda da moeda norte-americana impulsiona a economia local

5 de junho de 2022 - 12:30

Com a moeda norte-americana em queda, é um bom momento para apostar a favor do dólar; entenda

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies