Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

E agora?

100 dias de governo expões dificuldades de articulação, avaliam economistas

Conclusões saíram do seminário “100 dias do Governo Bolsonaro”, promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Ibre/FGV

Estadão Conteúdo
12 de abril de 2019
18:29 - atualizado às 18:30
Jair Bolsonaro e Paulo Guedes
Jair Bolsonaro e Paulo Guedes - Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock / Fotos Públicas

Os 100 primeiros dias do governo Jair Bolsonaro (PSL) serviram para ajustar expectativas em relação à economia, expuseram as dificuldades de articulação política entre Executivo e Legislativo para tirar propostas e reformas do papel e revelaram contradições internas em torno da agenda liberal capitaneada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As conclusões saíram do seminário "100 dias do Governo Bolsonaro", promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) nesta sexta-feira, 12, no Rio de Janeiro.

Criticada, a decisão do governo de impedir a Petrobras de aplicar reajuste no preço do diesel, tomada na noite de quinta-feira, 11, foi citada como exemplo das contradições em torno da agenda liberal.

"Essa decisão foi uma surpresa, foi totalmente contra a política liberal do governo", afirmou, num dos painéis do seminário, o pesquisador do Ibre/FGV Fernando Veloso, doutor em economia pela Universidade de Chicago.

Para o pesquisador, o ministro da Economia "surpreendeu positivamente" ao montar uma equipe "muito mais coesa do que se esperava", mas ações como o reajuste do diesel expõem as contradições.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veloso citou também o perdão de dívidas com o Funrural - o governo lançou um programa de parcelamento de débitos com a contribuição previdenciária do setor, que deu um desconto de R$ 15 bilhões, e um projeto de lei capitaneado pela bancada ruralista no Congresso Nacional pretende perdoar toda a dívida, de R$ 17 bilhões.

Leia Também

Na visão de Veloso, as medidas podem ser uma reação a grupos da sociedade que apoiaram Bolsonaro na campanha, linha de análise também seguida por outro participante do seminário, o pesquisador Samuel Pessôa, também do Ibre/FGV.

Pessôa vê nos interesses corporativos de grupos organizados, como no caso dos caminhoneiros que pedem por controle nos preços do diesel e dos produtores rurais, o maior obstáculo à agenda liberal no País. "A agenda liberal no Brasil é a agenda de enfrentamento dos interesses corporativos e particulares", disse o pesquisador.

Em seus comentários no painel, Pessôa desenhou um cenário "sombrio sem ruptura" para a economia brasileira, em que, após a aprovação tardia de uma reforma da Previdência com impacto fiscal desidratado, a atividade econômica ficaria estagnada com crescimento de 1% a 2% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A minha impressão é que a gente vai para uma estagnação nos próximos anos. Não sei se é 1% ou 2% (de crescimento econômico ao ano). A pergunta é se com uma (reforma da) Previdência medíocre teremos uma ruptura", disse o pesquisador, respondendo, em seguida, que não vê ruptura na economia, ou seja, uma volta da recessão, por causa de uma série de "amortecedores" de uma eventual crise mais profunda.

Amortecedores

Entre os "amortecedores", Pessôa citou o fato de ser feita "alguma reforma" na Previdência, o elevado nível de reservas cambiais, a regra do teto de gastos públicos, que impediria uma elevação exagerada dos gastos, e a inflação baixa, tanto corrente quanto nas expectativas.

Inflação baixa deixaria as taxas de juros nas mínimas históricas, o que, ao lado de devoluções antecipadas da dívida do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com a União, seguram o ritmo de expansão da relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB).

A expectativa de que a proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo federal ao Congresso será aprovada foi consensual entre os palestrantes do seminário. Muitos previram, porém, que o formato final após a aprovação terá impacto fiscal inferior ao R$ 1,1 trilhão em dez anos proposto e que a tramitação será longa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Reforma da Previdência

Para os pesquisadores Sílvia Matos e Bruno Ottoni, também do Ibre/FGV, o governo deveria ter se empenhado em aprovar uma versão mais simples da reforma da Previdência, como a proposta pelo governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). A ideia seria destravar as demais reformas ainda necessárias para recuperar a confiança e fazer deslanchar a economia.

"Será que não seria mais fácil ser menos ambicioso e votar a reforma do governo Temer e virar a página e dar prosseguimento às outras reformas?", ponderou Matos, coordenadora do Boletim Macro do Ibre.

Para Ottoni, a prorrogação dos debates sobre o tema pode fazer com que a reforma proposta pelo governo Bolsonaro não apenas se estenda mais tempo do que o desejado, como ainda chegue ao fim do ano "desidratada".

Na visão de Manoel Pires, pesquisador do Ibre/FGV e integrante da equipe do Ministério da Fazenda no segundo governo Dilma Rousseff, o governo Bolsonaro erra ao focar no impacto fiscal de em torno de R$ 1 trilhão em dez anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em vez disso, seria melhor abordar a necessidade de uma reformulação da Previdência para manter a sustentabilidade do bem-estar da população. O pesquisador criticou a forma como o governo Bolsonaro enviou a proposta para as mudanças na previdência dos militares. "Foi um tiro no peito da reforma da Previdência", disse Pires.

Ajuste de expectativas

O coordenador da Economia Aplicada do Ibre/FGV, Armando Castelar, lembrou que o principal movimento de "ajuste de expectativas" nos primeiros 100 anos de governo se deu nas projeções de crescimento do PIB. O pesquisador destacou que a mediana das projeções saiu de 2,5% na virada do ano para 2,0% após as trocas de farpas públicas entre Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

"Quando começa um governo, temos uma ideia parca do que vai acontecer. Os 100 primeiros dias servem para afinar as expectativas", afirmou Castelar.

No campo da política, a opção do governo Bolsonaro por rejeitar as articulações tradicionais do sistema presidencialista de coalizão poderá tornar ainda mais difícil a aprovação de matérias no Congresso ou, num cenário extremo, levar à queda do governo, na avaliação do cientista político Carlos Pereira, professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape/FGV).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Pereira, o sistema político brasileiro "já deu provas" de que é capaz de "dar cabo" de presidentes que não atendem à expectativa de seguir as regras tradicionais do sistema, citando os impeachments dos ex-presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff.

Outra possibilidade, segundo o cientista político, é a falta de articulação com o Legislativo "encarecer" o custo da negociação pela aprovação de matérias de interesse do governo. Isso porque, explicou Pereira, o sistema presidencialista de coalizão tem como regras tradicionais o uso de "moedas de troca", legítimas e legais, em nome de obter apoio, como a liberação de emendas parlamentares no Orçamento e a divisão de poder na burocracia com a nomeação para cargos estratégicos.

A aprovação, na Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que tornou obrigatória a execução das emendas parlamentares ao Orçamento, segundo Pereira, é uma reação do Legislativo à falta de negociação por parte do governo. Com a medida, a "moeda de troca" da liberação das emendas fica prejudicado.

"O governo está contrariando a natureza do sistema. Ou esse sistema vai inflacionar o preço do apoio, incorporando as moedas tradicionais como dadas, ou o próprio sistema vai dar um jeito de se livrar desse corpo estranho", afirmou Pereira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INTERDIÇÃO JUDICIAL

Ex-presidente FHC é interditado pela Justiça: entenda o que é a interdição judicial e como ela funciona

16 de abril de 2026 - 12:53

Filho mais velho de FHC foi nomeado como curador provisório do pai, que sofre em grau avançado da doença de Alzheimer

CONSUMO NO BRASIL

Retail therapy? Pesquisa confirma o novo hábito de compras do consumidor brasileiro

16 de abril de 2026 - 11:19

Mais conectado, mais desconfiado e com menos paciência: o brasileiro digital não perdoa erro, demora ou taxa surpresa

TENSÃO GLOBAL

Governo abre acesso a R$ 15 bi em meio a tensões externas e Guerra no Oriente Médio — veja quem pode se beneficiar do Plano Brasil Soberano

16 de abril de 2026 - 10:44

O montante, anunciado em março deste ano, será direcionado a empresas consideradas estratégicas ou afetadas por choques externos

GRANDES PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO

Lotofácil 3662 acumula e prêmio aumenta bem, mas não chega nem perto dos R$ 52 milhões em jogo hoje na Mega-Sena 2997

16 de abril de 2026 - 7:20

Depois de acumular pela 2ª vez na semana, prêmio da Lotofácil cresce, mas nem faz cócegas nas estimativas para os próximos sorteios da Quina, da Timemania e da Mega-Sena, que também ocorrem hoje (16)

JÁ VAI COMEÇAR

Temporada de balanços do 1T26 bate à porta: confira as datas das divulgações e teleconferências das principais empresas da B3

16 de abril de 2026 - 6:03

Romi (ROMI3), Usiminas (USIM5) e Assaí (ASAI3) dão o pontapé na temporada, e Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, conta o que esperar dos resultados do primeiro trimestre

É HOJE

Bolsa Família: pagamentos de abril começam hoje (16); veja o cronograma completo do benefício

16 de abril de 2026 - 5:44

Pagamento do Bolsa Família segue calendário por NIS, garante valor mínimo de R$ 600 e pode incluir adicionais

OUTRA ‘FOLGUINHA’

Dia de Tiradentes vem aí — e no início de maio já tem outro feriado; confira o calendário

16 de abril de 2026 - 5:43

No mesmo dia de Tiradentes, alguns estados também celebram feriados locais

BOTIJÃO GRATUITO

Governo planeja reajuste do Gás do Povo, antigo Auxílio Gás, para atenuar impacto da guerra no Irã

15 de abril de 2026 - 13:55

Reajuste do Gás do Povo pode chegar a R$ 10, de acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento

TOUROS E URSOS #267

Economia no azul, brasileiro no vermelho: por que os dados não batem com o bolso da população?

15 de abril de 2026 - 12:50

No Touros e Ursos desta semana, André Loes, economista-chefe da Vivest, fala sobre porque essa conta não fecha e o peso desse descolamento nas eleições de 2026

‘SEM CANCELA’

Free-flow na Berlinda? Governo adia, mais uma vez, o início de operação de estradas livres de praças de pedágio; veja onde

15 de abril de 2026 - 11:48

Governo paulista adia de novo a cobrança automática do pedágio eletrônico em rodovias no interior de SP, incluindo a Castello Branco e a Raposo Tavares

VOTAÇÃO MAIS RÁPIDA

Fim da escala 6×1? Governo envia projeto com urgência para reduzir jornada a 40 horas semanais

15 de abril de 2026 - 10:14

Proposta mantém salários, amplia descanso e abre novo embate com setor produtivo

É HOJE

Abono salarial PIS/Pasep começa a ser pago a quem nasceu em março e abril; veja como receber o benefício

15 de abril de 2026 - 10:05

Pagamentos do abono salarial Pis/Pasep serão feitos via Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil nesta quarta-feira (15)

DESENCANTOU

Lotofácil 3661 tem 51 ganhadores, mas apenas um fatura prêmio milionário; Mega-Sena 2996 acumula e +Milionária promete R$ 35 milhões

15 de abril de 2026 - 6:48

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 14 de abril. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

ATENÇÃO BENEFICIÁRIOS

Caixa inicia amanhã (16) o pagamento do Bolsa Família de abril; confira o calendário completo

15 de abril de 2026 - 5:43

Pagamento do Bolsa Família segue calendário por NIS, garante valor mínimo de R$ 600 e pode incluir adicionais

CANETAS EMAGRECEDORAS

Versões genéricas do Monjauro e do Ozempic têm registro negado pela Anvisa no Brasil; entenda o porquê

14 de abril de 2026 - 13:56

Até o momento, Anvisa recebeu pedidos de registro de 16 medicamentos à base de semaglutida e de sete que têm liraglutida como princípio ativo

CASA MAIS VIGIADA DO BRASIL

Globo abre inscrições para o BBB27 com o BBB26 ainda no ar; confira passo a passo de como se inscrever

14 de abril de 2026 - 11:14

Enquanto os brothers do BBB26 ainda entregam conteúdo, Globo já está de olho no BBB27

LEILÕES

Honda, Renault, Chevrolet e mais: Leilão do Detran-SP tem veículo com lance inicial de apenas R$ 1.000

14 de abril de 2026 - 10:15

Lance inicial teto do leilão do Detran-Sp é de um Renault Logan Dyna, modelo 2016, por 7 mil reais

NÃO DEU

Lotofácil 3660, Quina 7000 e outras modalidades acumulam e apostadores das loterias da Caixa começam a semana na seca; Mega-Sena 2996 oferece R$ 45 milhões hoje

14 de abril de 2026 - 7:14

Prêmio em jogo na Lotofácil dispara depois de acúmulo em concurso com final zero, mas Mega-Sena, Quina e Timemania pagam valores maiores nesta terça-feira (14).

MUDANÇA DE PARADIGMA

Virada estrutural faz Brasil ser vencedor com os choques de petróleo

13 de abril de 2026 - 19:51

Com o Brasil como exportador líquido, alta do petróleo impulsiona a balança comercial e leva BTG a revisar projeções para até US$ 90 bilhões

AGORA VAI?

Túnel Santos-Guarujá finalmente vai sair do papel? Projeto recebe R$ 2,57 bilhões em crédito de linha do Banco do Brasil

13 de abril de 2026 - 17:58

Novo aporte resolve um dos principais entraves do túnel Santos-Guarujá e acelera plano do governo para iniciativa virar realidade

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia