🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Oferta de ações

Banco BMG e C&A: prazo de reserva para os IPOs termina hoje. Vale a pena investir?

Tanto o banco como a varejista têm seus encantos, mas será que vale comprar as ações? A resposta é não. Ou pelo menos não agora no IPO. A seguir eu conto para você por quê

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
23 de outubro de 2019
5:57 - atualizado às 10:51
C&A e BMG
Imagem: Montagem Andrei Morais

De lado, um banco que já esteve envolvido em escândalos, mas soube se reinventar. Do outro, uma varejista que já foi sinônimo de moda e agora tenta recuperar o brilho do passado. O Banco BMG e a C&A estão na reta final do processo de ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje é o último dia de reserva para quem pretende comprar os papéis em ambas as operações. Mas será que vale a pena?

A resposta curta é não. Ou pelo menos não agora no IPO. A seguir eu conto para você por quê.

IPO da C&A - Agora vai?

Primeiro vamos à C&A, que se tudo der certo estreia na bolsa na segunda-feira, com o código de negociação “CEAB3”. A rede é uma subsidiária da empresa holandesa fundada em 1841 pelos irmãos Clemens e August Brenninkmeijer, que emprestaram as iniciais de seus nomes para batizar a marca.

A primeira loja da C&A no país foi inaugurada em 1976, no shopping Ibirapuera, em São Paulo. Hoje a varejista possui 282 lojas espalhadas em praticamente todos os Estados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tradição não falta para a C&A, mas nos últimos anos a empresa perdeu espaço para concorrentes como as Lojas Renner. Depois de várias tentativas de recuperar o terreno, o discurso dos executivos aos investidores que participaram do processo de apresentação – conhecido como “road show” – é que “agora vai”.

Leia Também

Por que vender? Vender por quê?

O IPO da C&A pode movimentar até R$ 2,2 bilhões, caso o preço por ação saia no teto da faixa estabelecida – que varia de R$ 16,50 a R$ 20,00 – e com a venda dos lotes extras.

A maior parte do dinheiro captado dos investidores, porém, vai para o bolso dos controladores. Eles pretendem vender até R$ 1 bilhão em ações da varejista.

Mas então a outra metade que vai para o caixa da companhia será usada na expansão do negócio, certo? Errado. A maior parte do dinheiro que a C&A captar com a emissão de novas ações será usada para pagar empréstimos contraídos… dos controladores!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um gestor de fundos com quem eu conversei questionou a motivação dos atuais sócios da C&A de venderem os papéis. “Se o negócio é tão promissor assim, não seria o caso de esperar mais um ou dois anos antes de fazer o IPO?”, ele disse, ao lembrar que a bilionária família dona da varejista nem de longe precisa do dinheiro.

A empresa até tem planos de ampliar a rede, mas do total da oferta primária (aquela parcela que vai para o caixa da empresa), só 10% terá esse destino. A C&A tem planos de abrir 11 lojas neste ano, mas informou que já identificou 159 possíveis localizações para novas unidades.

Tem desconto, mas…

A C&A e os bancos que coordenam o IPO – Morgan Stanley, Bradesco BBI, BTG Pactual, Citigroup, Santander e XP Investimentos – parecem bem cientes dos desafios da empresa. Tanto que colocaram o preço da ação com um razoável desconto em relação aos papéis da Lojas Renner. Caso as ações saiam pelo valor máximo, a empresa estreia na bolsa valendo pouco mais de R$ 6 bilhões, contra mais de R$ 40 bilhão da maior rival.

Além do mais, trata-se de uma boa empresa e que deve se beneficiar da perspectiva de retomada da economia, segundo outro profissional que avaliou as ações. Em outras palavras, se tudo der certo as ações da C&A têm um bom potencial de valorização, e quem embarcar junto vai ganhar dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas quem acha se tratar de uma oportunidade deve ter duas questões na cabeça. A primeira é que o desconto em relação aos papéis da Renner é merecido, dada a situação atual das duas varejistas. E a segunda é, justamente pelo fato de a Renner ser uma das empresas queridinhas da bolsa, o desconto oferecido pela C&A só torna as ações uma barganha para quem acredita que os papéis da concorrente também estão baratos.

IPO do BMG (ou “esse filme eu já vi”)

A oferta de ações do Banco BMG, cuja estreia no pregão da bolsa acontece no mesmo dia da C&A, me trouxe uma sensação de déjà vu. Por várias razões.

Essa já é a terceira tentativa do banco mineiro de ir à bolsa. A primeira foi ainda na década passada, no auge da febre dos IPOs na bolsa brasileira, quando vários bancos médios abriram o capital – e a maioria quebrou a cara. A instituição voltou à carga no fim do ano passado, mas recuou dos planos, que só foram retomados agora.

O BMG é um daqueles bancos que tiveram várias vidas desde que foi fundado pela família Pentagna Guimarães, em 1930. O momento mais delicado certamente ocorreu em 2005, quando o banco foi implicado no escândalo do mensalão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os principais administradores do BMG viraram réus em ação penal movida pelo Ministério Público e foram condenados em primeira instância, mas foram inocentados no ano passado pelo Tribunal Federal Regional da 1ª Região. Na esfera administrativa, o Banco Central aplicou uma multa ao banco e aos principais executivos.

Consignado no cartão

A mais recente transformação do BMG começou em 2012, quando vendeu 60% da operação de crédito consignado para o Itaú Unibanco. A sociedade durou até 2016, quando o maior banco privado brasileiro adquiriu a participação que ainda estava com os mineiros.

Mas a essa hora o BMG já estava com um novo e promissor negócio nas mãos: o cartão de crédito consignado, segmento que ficou fora do acordo com o Itaú. Em junho, o saldo dessa operação era de R$ 7,6 bilhões, equivalente a 73,6% da carteira de crédito total da instituição.

Além do cartão consignado, o BMG oferece empréstimo direto na conta para os clientes e produtos de seguros, por meio de uma parceria com a Generali. Recentemente, o banco anunciou a volta ao mercado de crédito consignado, mas o acordo com o Itaú impede a instituição de oferecer o produto na rede própria até 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No teto da faixa indicativa do preço por ação – que varia de R$ 11,60 e R$ 13,40 –, o IPO do BMG pode chegar a R$ 1,9 bilhão. A maior parte do dinheiro vai para o caixa do banco, que pretende usar os recursos em novos produtos e investir nas linhas já existentes. A oferta é coordenada pela XP Investimentos, Itaú BBA, Credit Suisse, Brasil Plural e BB-Banco de Investimento.

Bom, mas caro

A avaliação dos profissionais de mercado com quem eu conversei é que o BMG é comprovadamente bom naquilo que faz. Mas alguns fatores recomendam cautela.

Um deles é o futuro do setor bancário com o avanço das novas empresas de tecnologia financeira (fintechs). “Ainda não está claro quem serão os vencedores nessa corrida nem o quanto ela vai mexer com a rentabilidade da indústria bancária”, me disse um gestor de fundos.

De todo modo, até valeria apostar umas fichas no cavalo do BMG se o preço da ação não fosse considerado alto. No melhor cenário (para o banco), a instituição pode chegar à bolsa valendo R$ 8,3 bilhões – ou mais de duas vezes o patrimônio líquido. Se a ação sair no meio ou no piso da faixa, a conta começa a fazer mais sentido para o investidor, segundo outro gestor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais uma vez, acredito que aqui seja o caso de aguardar os primeiros resultados do banco como companhia aberta na bolsa para conferir se os planos vão esbarrar na concorrência crescente no setor. Tenho poucas dúvidas de que o BMG vai dar um jeito de se adaptar ao novo cenário, seja ele qual for. Mas se vai valer a pena ser sócio da família Guimarães nesse negócio é outra história.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUEM TEM MEDO DA IA

Como uma ex-fabricante de máquinas de karaokê derrubou o valor de empresas de transporte e logística em todo o mundo

17 de fevereiro de 2026 - 11:32

Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística

INOVAÇÕES

Novos lançamentos, mercado internacional: o que esperar do mercado de ETFs para este ano

16 de fevereiro de 2026 - 11:15

Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável

CLIMA DE FOLIA?

Vai ter pregão na bolsa hoje? Veja o que funciona — e o que não — na B3 nesta semana de Carnaval

16 de fevereiro de 2026 - 9:52

Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações

FORA DO ÓBVIO

Energia nuclear, games, bilionários: conheça os ETFs mais curiosos da bolsa brasileira e veja como investir nessas tendências

16 de fevereiro de 2026 - 6:06

Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

FIIs disparam no início de 2026 e retornos chegam a 13% — fundos de papel se destacam entre os campeões

15 de fevereiro de 2026 - 13:05

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

Dona da Vivo, Telefônica Brasil (VIVT3) pagará R$ 325 milhões em proventos aos acionistas; veja quem recebe

13 de fevereiro de 2026 - 13:11

Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio

IMPULSO INTERNO E EXTERNO

Usiminas (USIM5) reverte prejuízo no 4T25, mas ação está entre as maiores altas do Ibovespa também por outro motivo

13 de fevereiro de 2026 - 12:41

Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Dólar cai a R$ 5,18 e volta a fechar no menor nível em quase 2 anos; na bolsa, o dia foi de recordes

11 de fevereiro de 2026 - 18:50

A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.

CEO CONFERENCE 2026

“Upsides pornográficos”: derrota de Lula nas eleições pode fazer a bolsa deslanchar, diz André Lion, da Ibiuna

11 de fevereiro de 2026 - 13:32

Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo

2026 OU...1996?

Dólar perde terreno: ouro supera Treasurys como reserva internacional pela primeira vez em 30 anos; veja o que levou a isso

11 de fevereiro de 2026 - 11:27

Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso

DESTAQUES DO IBOVESPA

O balde de água fria na Eneva (ENEV3): por que as ações despencaram 19% após decisão do governo sobre o leilão de energia

10 de fevereiro de 2026 - 12:59

Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta

ENTENDA

B3 (B3SA3) deve se esbaldar com dinheiro gringo e corte da Selic neste ano: UBS BB acredita que é hora de comprar

6 de fevereiro de 2026 - 17:05

Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa

AÇÕES EM QUEDA FORTE

Amazon (AMZO34) aposta pesado em IA. Por que investimentos de R$ 1 trilhão assusta mercado e até o BTC pagou o pato?

6 de fevereiro de 2026 - 11:58

Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas

FII DO MÊS

FII de papel ou tijolo? Em fevereiro, os dois são queridinhos dos analistas; confira os fundos imobiliários no pódio

5 de fevereiro de 2026 - 6:14

Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora

HORA DE COMPRAR?

A Prio (PRIO3) já deu o que tinha que dar? Depois de subirem 20% no ano, papéis ainda podem disparar; Itaú BBA aponta gatilhos

4 de fevereiro de 2026 - 18:42

A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas

VAI PERDER O BONDE?

“Investidor pessoa física só gosta de bolsa quando já está cara”, diz Azevedo, da Ibiuna

4 de fevereiro de 2026 - 17:31

Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa

TOUROS E URSOS #258

Ibovespa nos 200 mil pontos? Gringos compram tudo — mas cadê os investidores brasileiros

4 de fevereiro de 2026 - 14:00

Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano

BRASIL NO CENTRO DO MUNDO

Bolsa com força total: gringos despejam R$ 26,3 bilhões em janeiro na B3 e superam todo o fluxo de 2025

3 de fevereiro de 2026 - 20:00

Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar