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Por mais que os ventos do Brexit tenham impulsionado as bolsas lá fora, as tensões no cenário político local pesaram sobre as pernas do Ibovespa
Mais cedo, aqui na redação do Seu Dinheiro, estávamos discutindo o impressionante feito do queniano Eliud Kipchoge: no último fim de semana, ele tornou-se o primeiro humano a correr a distância de uma maratona em menos de duas horas — mais precisamente, em uma hora, 59 minutos e 40 segundos.
Como se a conquista em si não fosse assombrosa o suficiente, chama a atenção a tranquilidade de Kipchoge ao cruzar a linha de chegada. O atleta acena para o público e comemora com sua equipe, sem desabar ao chão ou exibir grandes sinais de fadiga. Parecia até que ele nem estava cansado.
O Ibovespa não é Eliud Kipchoge. O índice vinha num ritmo bastante forte, completando seis quilômetros — quer dizer, pregões — no campo positivo. Mas, nesta quinta-feira (17), faltou fôlego ao corredor brasileiro.
No início do dia, a bolsa local bem que tentou dar um sprint e estabelecer um novo recorde: logo após a abertura, o Ibovespa bateu os 105.891,19 pontos, numa alta de 0,44% — a máxima histórica de fechamento é de 105.817,06 pontos, atingida em 10 de julho. Mas, ainda durante a manhã, as pernas do índice começaram a doer.
E aí, pouco a pouco, o Ibovespa foi perdendo ritmo. Passou a respirar de maneira mais profunda, buscando algum fio de energia, alguma injeção de ânimo que o fizesse ganhar tração. Mas, de nada adiantou: ainda na primeira metade da sessão, o índice já aparecia no campo negativo.
A torcida, que já se preparava para festejar um novo recorde do Ibovespa, ficou decepcionada. Ao fim do dia, o principal índice da bolsa brasileira marcava 105.015,77 pontos, uma queda de 0,39% — como consolo, ao menos foi mantido o patamar dos 105 mil pontos.
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Logo na largada, as previsões eram animadoras: na Europa, o Reino Unido e a União Europeia anunciaram o fechamento de um acordo referente ao Brexit — o processo de saída dos britânicos do bloco continental. A notícia dava impulso às bolsas globais, o que poderia dar mais um empurrão ao Ibovespa.
Os termos foram acertados após uma série de negociações para evitar uma separação brusca entre as partes. Um Brexit sem acordo era temido pelos agentes financeiros, uma vez que a saída brusca do Reino Unido do bloco continental poderia trazer instabilidades econômicas e geopolíticas ao velho continente.
O principal ponto de preocupação era a a fronteira entre a Irlanda do Norte (que faz parte do Reino Unido) e a República da Irlanda (país independente e que integra a UE). Ficou acertado que a Irlanda do Norte permanecerá alinhada a um conjunto limitado de regras da União Europeia — inclusive as de circulação de mercadorias.
E, por mais que os termos ainda precisem ser aprovados pelo parlamento britânico — e a obtenção do sinal verde está longe de ser garantida —, as concessões do premiê Boris Johnson às reivindicações da Irlanda e da União Europeia foram bem recebidas pelo mercado, dando ânimo às negociações.
Mas, apesar de os ativos globais reagirem positivamente ao noticiário do Brexit, analistas e operadores lembram que o Ibovespa vinha de uma sequência de seis altas consecutivas — e, depois de tanto tempo correndo, é natural que o índice mostre sinais de cansaço, abrindo espaço para movimentos de realização de lucro.
E essas operações foram encorajadas pelo cenário político doméstico mais turbulento. Em foco, apareceram as tensões cada vez maiores dentro do PSL, que se divide entre aliados do presidente Jair Bolsonaro e do presidente da sigla, Luciano Bivar.
A queda de braço no partido teve um novo episódio ontem, quando o grupo ligado ao presidente tentou destituir o deputado Delegado Waldir do cargo de líder da bancada na Câmara, substituindo-o por Eduardo Bolsonaro. No entanto, horas depois, os aliados de Bivar protocolaram um outro pedido — com mais assinaturas que o grupo anterior — pedindo a manutenção de Waldir como líder.
O mercado teme que esse imbróglio no PSL — partido com a maior bancada da Câmara — possa de alguma maneira provocar novos atrasos na tramitação da reforma da Previdência e nas demais pautas econômicas do governo. E, considerando que o Ibovespa vinha de uma forte sequência de altas, os agentes financeiros preferiram diminuir a exposição ao risco.
"Faltam gatilhos positivos para o Ibovespa continuar subindo", diz um analista. "O governo precisa lançar mais coisas para aquecer a economia".
A curva de juros teve mais um dia de baixa, com o mercado mostrando-se cada vez mais certo quanto à continuidade do ciclo de cortes na Selic. Os DIs com vencimento em janeiro de 2021 caíram de 4,51% para 4,47%, os para janeiro de 2023 recuaram de 5,50% para 5,43% e os para janeiro de 2025 foram de 6,21% para 6,10%.
Já o dólar à vista bem que tentou fazer uma prova mais tranquila nesta quinta-feira: durante a manhã, a moeda americana chegou a cair 0,63%, a R$ 4,1276. Mas, com as tensões locais, a divisa virou e fechou o dia em alta de 0,38%, a R$ 4,1696.
O tom negativo do Ibovespa foi gerado pelo mau desempenho das blue chips — as ações de liquidez elevada e grande peso individual na composição do índice. Os papéis da Petrobras e dos bancos fecharam em queda, enquanto os ativos da Vale e das mineradoras pouco se afastaram da estabilidade.
Petrobras PN (PETR4) caiu 0,97% e Petrobras ON (PETR3) recuou 0,95%, ignorando o tom positivo do petróleo no exterior. Em meio à nebulosidade no cenário político local, os investidores preferiram realizar parte do lucro acumulado nos últimos dias — os papéis ainda sobem mais de 1,5% na semana.
Entre os bancos, Bradesco PN (BBDC4) teve baixa de 1,69%, Itaú Unibanco PN (ITUB4) terminou em queda de 0,60%, Bradesco ON (BBDC3) caiu 1,39% e Banco do Brasil ON (BBAS3), desvalorizou 0,20%. Os papéis do setor também têm um desempenho positivo na semana.
Já Vale ON (VALE3) caiu 0,19% — CSN ON (CSNA3) subiu 0,61% e Usiminas PNA (USIM5) ficou estável.
Ainda entre os destaques corporativos do Ibovespa nesta quinta-feira, Via Varejo ON (VVAR3) avançou 1,02%, a R$ 7,90. Em relatório, o UBS elevou o preço-alvo para a empresa, de R$ 5,00 para R$ 7,50, mas manteve a recomendação para os papéis em neutro — vale ressaltar que a meta é inferior à cotação atual.
Por fim, Cyrela ON (CYRE3) subiu 0,61% após reportar lançamentos de R$ 1,77 bilhão no terceiro trimestre deste ano, um crescimento de 93,6% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas também aumentaram: chegaram a R$ 1,55 bilhão entre julho e setembro, um avanço de 64,9% em um ano.
O resultado foi bastante elogiado por analistas. Em relatório, o BTG Pactual, o Itaú BBA e o Bradesco BBI afirmaram que os números entregues pela Cyrela surpreenderam positivamente.
Fora do Ibovespa, destaque para os papéis PN do Banco Pan (BPAN4), que dispararam 10,20% nesta quinta-feira, a R$ 8,43. O Santander iniciou hoje a cobertura para as ações com uma recomendação de compra, fixando um preço-alvo de R$ 14,00 para os ativos.
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