🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Bateu o cansaço

Após a disparada dos últimos dias, o Ibovespa ficou sem fôlego e fechou em queda

Por mais que os ventos do Brexit tenham impulsionado as bolsas lá fora, as tensões no cenário político local pesaram sobre as pernas do Ibovespa

Victor Aguiar
Victor Aguiar
17 de outubro de 2019
10:32 - atualizado às 10:52
Corredor cansado
Imagem: Shutterstock

Mais cedo, aqui na redação do Seu Dinheiro, estávamos discutindo o impressionante feito do queniano Eliud Kipchoge: no último fim de semana, ele tornou-se o primeiro humano a correr a distância de uma maratona em menos de duas horas — mais precisamente, em uma hora, 59 minutos e 40 segundos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como se a conquista em si não fosse assombrosa o suficiente, chama a atenção a tranquilidade de Kipchoge ao cruzar a linha de chegada. O atleta acena para o público e comemora com sua equipe, sem desabar ao chão ou exibir grandes sinais de fadiga. Parecia até que ele nem estava cansado.

O Ibovespa não é Eliud Kipchoge. O índice vinha num ritmo bastante forte, completando seis quilômetros — quer dizer, pregões — no campo positivo. Mas, nesta quinta-feira (17), faltou fôlego ao corredor brasileiro.

No início do dia, a bolsa local bem que tentou dar um sprint e estabelecer um novo recorde: logo após a abertura, o Ibovespa bateu os 105.891,19 pontos, numa alta de 0,44% — a máxima histórica de fechamento é de 105.817,06 pontos, atingida em 10 de julho. Mas, ainda durante a manhã, as pernas do índice começaram a doer.

E aí, pouco a pouco, o Ibovespa foi perdendo ritmo. Passou a respirar de maneira mais profunda, buscando algum fio de energia, alguma injeção de ânimo que o fizesse ganhar tração. Mas, de nada adiantou: ainda na primeira metade da sessão, o índice já aparecia no campo negativo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A torcida, que já se preparava para festejar um novo recorde do Ibovespa, ficou decepcionada. Ao fim do dia, o principal índice da bolsa brasileira marcava 105.015,77 pontos, uma queda de 0,39% — como consolo, ao menos foi mantido o patamar dos 105 mil pontos.

Leia Também

Cansaço

Logo na largada, as previsões eram animadoras: na Europa, o Reino Unido e a União Europeia anunciaram o fechamento de um acordo referente ao Brexit — o processo de saída dos britânicos do bloco continental. A notícia dava impulso às bolsas globais, o que poderia dar mais um empurrão ao Ibovespa.

Os termos foram acertados após uma série de negociações para evitar uma separação brusca entre as partes. Um Brexit sem acordo era temido pelos agentes financeiros, uma vez que a saída brusca do Reino Unido do bloco continental poderia trazer instabilidades econômicas e geopolíticas ao velho continente.

O principal ponto de preocupação era a a fronteira entre a Irlanda do Norte (que faz parte do Reino Unido) e a República da Irlanda (país independente e que integra a UE). Ficou acertado que a Irlanda do Norte permanecerá alinhada a um conjunto limitado de regras da União Europeia — inclusive as de circulação de mercadorias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, por mais que os termos ainda precisem ser aprovados pelo parlamento britânico — e a obtenção do sinal verde está longe de ser garantida —, as concessões do premiê Boris Johnson às reivindicações da Irlanda e da União Europeia foram bem recebidas pelo mercado, dando ânimo às negociações.

Mas, apesar de os ativos globais reagirem positivamente ao noticiário do Brexit, analistas e operadores lembram que o Ibovespa vinha de uma sequência de seis altas consecutivas — e, depois de tanto tempo correndo, é natural que o índice mostre sinais de cansaço, abrindo espaço para movimentos de realização de lucro.

E essas operações foram encorajadas pelo cenário político doméstico mais turbulento. Em foco, apareceram as tensões cada vez maiores dentro do PSL, que se divide entre aliados do presidente Jair Bolsonaro e do presidente da sigla, Luciano Bivar.

A queda de braço no partido teve um novo episódio ontem, quando o grupo ligado ao presidente tentou destituir o deputado Delegado Waldir do cargo de líder da bancada na Câmara, substituindo-o por Eduardo Bolsonaro. No entanto, horas depois, os aliados de Bivar protocolaram um outro pedido — com mais assinaturas que o grupo anterior — pedindo a manutenção de Waldir como líder.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado teme que esse imbróglio no PSL — partido com a maior bancada da Câmara — possa de alguma maneira provocar novos atrasos na tramitação da reforma da Previdência e nas demais pautas econômicas do governo. E, considerando que o Ibovespa vinha de uma forte sequência de altas, os agentes financeiros preferiram diminuir a exposição ao risco.

"Faltam gatilhos positivos para o Ibovespa continuar subindo", diz um analista. "O governo precisa lançar mais coisas para aquecer a economia".

Tempos menores nos juros

A curva de juros teve mais um dia de baixa, com o mercado mostrando-se cada vez mais certo quanto à continuidade do ciclo de cortes na Selic. Os DIs com vencimento em janeiro de 2021 caíram de 4,51% para 4,47%, os para janeiro de 2023 recuaram de 5,50% para 5,43% e os para janeiro de 2025 foram de 6,21% para 6,10%.

Já o dólar à vista bem que tentou fazer uma prova mais tranquila nesta quinta-feira: durante a manhã, a moeda americana chegou a cair 0,63%, a R$ 4,1276. Mas, com as tensões locais, a divisa virou e fechou o dia em alta de 0,38%, a R$ 4,1696.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem correu e quem ficou para trás

O tom negativo do Ibovespa foi gerado pelo mau desempenho das blue chips — as ações de liquidez elevada e grande peso individual na composição do índice. Os papéis da Petrobras e dos bancos fecharam em queda, enquanto os ativos da Vale e das mineradoras pouco se afastaram da estabilidade.

Petrobras PN (PETR4) caiu 0,97% e Petrobras ON (PETR3) recuou 0,95%, ignorando o tom positivo do petróleo no exterior. Em meio à nebulosidade no cenário político local, os investidores preferiram realizar parte do lucro acumulado nos últimos dias — os papéis ainda sobem mais de 1,5% na semana.

Entre os bancos, Bradesco PN (BBDC4) teve baixa de 1,69%, Itaú Unibanco PN (ITUB4) terminou em queda de 0,60%, Bradesco ON (BBDC3) caiu 1,39% e Banco do Brasil ON (BBAS3), desvalorizou 0,20%. Os papéis do setor também têm um desempenho positivo na semana.

Já Vale ON (VALE3) caiu 0,19% — CSN ON (CSNA3) subiu 0,61% e Usiminas PNA (USIM5) ficou estável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda entre os destaques corporativos do Ibovespa nesta quinta-feira, Via Varejo ON (VVAR3) avançou 1,02%, a R$ 7,90. Em relatório, o UBS elevou o preço-alvo para a empresa, de R$ 5,00 para R$ 7,50, mas manteve a recomendação para os papéis em neutro — vale ressaltar que a meta é inferior à cotação atual.

Por fim, Cyrela ON (CYRE3) subiu 0,61% após reportar lançamentos de R$ 1,77 bilhão no terceiro trimestre deste ano, um crescimento de 93,6% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas também aumentaram: chegaram a R$ 1,55 bilhão entre julho e setembro, um avanço de 64,9% em um ano.

O resultado foi bastante elogiado por analistas. Em relatório, o BTG Pactual, o Itaú BBA e o Bradesco BBI afirmaram que os números entregues pela Cyrela surpreenderam positivamente.

Fora do Ibovespa, destaque para os papéis PN do Banco Pan (BPAN4), que dispararam 10,20% nesta quinta-feira, a R$ 8,43. O Santander iniciou hoje a cobertura para as ações com uma recomendação de compra, fixando um preço-alvo de R$ 14,00 para os ativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NEM SÓ PAPEL, NEM SÓ TIJOLO

O curinga dos fundos imobiliários: por que os FIIs multiestratégia podem ser um verdadeiro trunfo para os investidores em 2026

20 de fevereiro de 2026 - 6:03

Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas

GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

MAIS DILUIÇÃO

Azul (AZUL53): depois de emitir mais 45 trilhões de ações para sair da RJ o quanto antes, aérea desaba 50% na bolsa; entenda

19 de fevereiro de 2026 - 17:53

Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição

SUSTENTABILIDADE NA BOLSA

Investimento em ESG: C&A (CEAB3) e Allos (ALOS3) entram nas ações sustentáveis recomendadas pelo BTG em fevereiro

19 de fevereiro de 2026 - 15:40

As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)

O GRUPAMENTO ESTÁ VALENDO

Simpar (SIMH3) corta pela metade ações em circulação e amplia teto para novas emissões; veja o que muda para o acionista

18 de fevereiro de 2026 - 15:21

A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado

PORTFÓLIO EM EXPANSÃO

TRXF11 adiciona mais um galpão logístico ao carrinho, que será ocupado por gigante do e-commerce

18 de fevereiro de 2026 - 11:06

Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

De ressaca? O que esperar dos papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) hoje, depois de perderem valor em Wall Street no feriado

18 de fevereiro de 2026 - 10:48

ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas

SD ENTREVISTA

O gringo quer Brasil, mas começa pelo Ibovespa. A vez das small caps ainda deve chegar, mas não para todas; veja 10 ações para comprar

18 de fevereiro de 2026 - 6:10

Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso

MERCADO DÁ ADEUS À FOLIA

Xô ressaca! O ajuste de contas entre o confete e a bolsa brasileira depois dos ganhos tímidos de Nova York

17 de fevereiro de 2026 - 18:24

Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.

ALTA TENSÃO

Todo mundo de olho na Petrobras (PETR4): petróleo fecha em queda com sinal de acordo entre Irã e EUA

17 de fevereiro de 2026 - 16:52

Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz

ALAVANCAGEM OCULTA

Ouro cai quase 3% em um dia com onda geopolítica mais calma. Mas só isso explica a baixa recente do metal precioso?

17 de fevereiro de 2026 - 16:27

Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações

APOSTA MANTIDA

Portfólio robusto e dividendos previsíveis: este fundo imobiliário segue como compra para a XP

17 de fevereiro de 2026 - 13:07

Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora

QUEM TEM MEDO DA IA

Como uma ex-fabricante de máquinas de karaokê derrubou o valor de empresas de transporte e logística em todo o mundo

17 de fevereiro de 2026 - 11:32

Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística

INOVAÇÕES

Novos lançamentos, mercado internacional: o que esperar do mercado de ETFs para este ano

16 de fevereiro de 2026 - 11:15

Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável

CLIMA DE FOLIA?

Vai ter pregão na bolsa hoje? Veja o que funciona — e o que não — na B3 nesta semana de Carnaval

16 de fevereiro de 2026 - 9:52

Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações

FORA DO ÓBVIO

Energia nuclear, games, bilionários: conheça os ETFs mais curiosos da bolsa brasileira e veja como investir nessas tendências

16 de fevereiro de 2026 - 6:06

Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

FIIs disparam no início de 2026 e retornos chegam a 13% — fundos de papel se destacam entre os campeões

15 de fevereiro de 2026 - 13:05

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

Dona da Vivo, Telefônica Brasil (VIVT3) pagará R$ 325 milhões em proventos aos acionistas; veja quem recebe

13 de fevereiro de 2026 - 13:11

Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio

IMPULSO INTERNO E EXTERNO

Usiminas (USIM5) reverte prejuízo no 4T25, mas ação está entre as maiores altas do Ibovespa também por outro motivo

13 de fevereiro de 2026 - 12:41

Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Dólar cai a R$ 5,18 e volta a fechar no menor nível em quase 2 anos; na bolsa, o dia foi de recordes

11 de fevereiro de 2026 - 18:50

A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar