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O Ibovespa fechou no campo negativo pelo segundo dia consecutivo, mas o dólar acompanhou o exterior e registrou forte alívio
A quarta-feira foi carregada para os mercados financeiros, tanto no Brasil quanto no exterior.
Atualizações no cenário político, novidades no front corporativo, dados de inflação, decisões de política monetária... Teve de tudo um pouco.
E, num dia tão movimentado, os mercados brasileiros não reagiram de maneira uniforme. O Ibovespa, por exemplo, passou por altos e baixos ao longo do pregão, encerrando em queda de 0,35%, aos 95.953,45 pontos — o segundo dia consecutivo de perdas para o índice.
Já o dólar à vista manteve-se em terreno negativo desde o início da sessão e terminou com baixa de 0,78%, a R$ 3,8234. As curvas de juros acompanharam o mercado de câmbio, pegando carona no alívio.
Vamos começar pelo noticiário local. Ontem, a reforma da Previdência deu mais um passo: foi feita a leitura do parecer do relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Marcelo Freitas (PSL-MG).
Para Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe da Indosuez Wealth Management, a notícia possui viés positivo, embora o evento de ontem tivesse caráter mais protocolar. "Reforçou a ideia de que o cronograma na CCJ parece relativamente seguro", diz ele — agora, a proposta deve ser votada no colegiado na próxima semana.
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Por outro lado, um operador pondera que a leitura do parecer não traz grandes novidades no front político, já que a reforma da Previdência deve enfrentar os maiores obstáculos na etapa seguinte à CCJ, quando o texto será debatido pela Comissão Especial da Câmara. "Faltam coisas novas, e aí o tom é mais de precaução para o Ibovespa".
Além disso, preocupações a respeito do estado da economia brasileira também trouxeram cautela à bolsa. O IPCA em março fechou o mês em 0,75%, vindo de 0,43% em fevereiro — acima do esperado por analistas ouvidos pela “Projeções Broadcast”, que estimavam inflação entre 0,55% e 0,67%, com mediana de 0,63%.
Para Álvaro Frasson, analista da Necton, a surpresa com o IPCA soma-se ao desemprego ainda elevado e às constantes revisões para baixo na expectativa de crescimento do PIB, criando um quadro de preocupação que afeta os ativos de renda variável.
"O Ibovespa é um dos mercados que mais andou na euforia do pós-eleição, e agora ele está mais pesado", comenta Caramaschi. "Mas, de qualquer forma, esse movimento de hoje é muito pequeno e não parece representar nada de mais sério por enquanto".
Em relatório de análise gráfica, o Itaú BBA pondera que o índice apresenta tendência indefinida no curto prazo, ficando "encaixotado" entre 94.100 pontos e 97.600 pontos. Caso perca esse suporte inferior, o banco afirma que o Ibovespa poderá recuar até os 91.000 pontos; caso rompa a resistência superior, tenderá a subir aos 100.500 pontos.
Apesar desse tom de cautela em relação ao noticiário local, o mercado de câmbio encontrou espaço para continuar sua trajetória de alívio — e o exterior deu as ferramentas certas para esse movimento ganhar força.
Caramaschi, da Indosuez, destaca que a ata da reunião do Federal Reserve, divulgada às 15h, veio em linha com as expectativas do mercado ao sinalizar a continuidade de uma postura mais "paciente" da autoridade monetária norte-americana, embora essa abordagem possa ser revista de acordo com a evolução da economia do país.
A postura "dovish" do Banco Central Europeu (BCE), afirmando novamente que não irá mexer na taxa básica de juros até o fim do ano, também contribuiu para dar tranquilidade aos mercados externos.
Nesse cenário, as moedas de países emergentes ganharam força em relação ao dólar, caso do peso mexicano, do rand sul-africano, do peso argentino e do rublo russo — e o real acompanhou essa toada, já que a não-elevação de juros nos Estados Unios ajuda a deixar ativos de risco mais atraentes.
Essa queda expressiva no dólar se sobrepôs à surpresa negativa com o IPCA e fez as curvas de juros fecharem o dia em queda: Os DIs para janeiro de 2020 recuaram de 6.49% para 6,465%, e os para janeiro de 2021 caíram de 7,09% para 7,06%. Entre as curvas longas, as para janeiro de 2023 tiveram baixa de 8,25% para 8,16%.
Em termos corporativos, a grande notícia do dia foi o acordo fechado entre o governo e a Petrobras em torno do contrato de excedente da chamada cessão onerosa. Pelos termos firmados, a estatal receberá um bônus de US$ 9,058 bilhões pelo aditivo de contrato — R$ 33,6 bilhões, pela cotação de aproximadamente R$ 3,72.
Os papéis da estatal chegaram a abrir o dia em alta, mas também perderam força. As ações PN fecharam em queda de 1,3%, enquanto as ON recuaram 0,55%.
"Os valores do acordo ficaram em linha com o que o mercado esperava. Não foi excepcional, mas também não foi ruim", diz um operador, ao comentar sobre a reação pouco intensa das ações da Petrobras desde o início do dia.
Para o gestor de uma asset, o saldo é "relativamente positivo", para a Petrobras, uma vez que a questão da cessão onerosa finalmente foi solucionada, após anos de imbróglio — ele pondera, no entanto, que parte do mercado pode ter se frustrado com a cifra.
"Mas esse movimento de hoje é mais um ajuste de posição depois de um evento relevante", comenta o gestor.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou a BR Distribuidora e a Ipiranga por terem ajudado postos de combustíveis de Belo Horizonte e cidades de Minas Gerais a formarem cartel.
Como resultado as ações ON da BR Distribuidora recuaram 0,97%. Já os papéis ON da Ultrapar, dona da Ipiranga, subiram 0,64%.
As ações PN da Cemig fecharam em alta de 4,26%, liderando os ganhos do Ibovespa nesta quarta-feira. O J.P. Morgan elevou a recomendação para os papéis, de neutro para "overweight" — classificação semelhante a compra.
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