🔴 HERANÇA EM VIDA? NOVO EPISÓDIO DE A DINHEIRISTA! VEJA AQUI

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
O QUE VEM DEPOIS DE 100 MIL?

A bolsa pode mais? Bradesco BBI diz que sim e projeta o Ibovespa em até 145 mil pontos

Estimativa do chefe da área de análise de ações do banco reflete o melhor cenário, com aprovação de uma reforma da Previdência robusta, com uma economia de pelo menos R$ 800 bilhões em dez anos.

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
20 de março de 2019
6:02 - atualizado às 19:11
shutterstock_1029670141
Imagem: shutterstock

André Carvalho, chefe de análise de ações do Bradesco BBI, estava em Londres quando atendeu a minha ligação na segunda-feira à tarde. Ele estava na capital britânica em reuniões com clientes para apresentar as oportunidades na bolsa brasileira. O momento não poderia ser melhor, afinal o Ibovespa acabara de bater pela primeira vez a marca histórica de 100 mil pontos.

A unidade que reúne o banco de investimento e a corretora do Bradesco já havia elevado no começo do mês a projeção para o principal índice da B3 de 112 mil para 116 mil pontos no fim deste ano. Esse é o cenário básico, considerado o mais provável.

Mas o Ibovespa pode ir muito além no melhor cenário e atingir os 145 mil pontos, segundo a estimativa do Bradesco. Ou seja, depois da alta de 13,3% no ano até terça-feira (19), ainda haveria espaço para uma valorização adicional de mais 45% da bolsa em 2019. Nada mal para um país em que o juro básico é de 6,5% ao ano.

E do que depende esse melhor cenário projetado pelo Bradesco? Se você pensou em reforma da Previdência, acertou.

Mas não basta só aprovar as mudanças nas aposentadorias. É preciso que o projeto aprovado no Congresso traga uma economia de pelo menos R$ 800 bilhões em dez anos para as cofres públicos.

"Esse número seria suficiente para estabilizar a relação entre a dívida e o PIB, o que levaria automaticamente a uma redução na percepção de risco de se investir no país", me disse Carvalho.

Uma reforma mais robusta também deve estimular um cenário de crescimento da economia pelo menos nos próximos cinco anos, o que favorece as empresas listadas na bolsa, segundo o analista.

O risco para esse cenário para o Ibovespa está justamente na não-aprovação da reforma. Mas nos níveis de hoje a bolsa sofreria mesmo no caso de uma aprovação de um projeto mais tímido, que trouxesse uma economia de menos de R$ 400 bilhões, segundo o analista.

Nesse caso, a bolsa poderia encerrar o ano nos 88 mil pontos, o que representa uma queda da ordem de 12% em relação aos níveis atuais, de acordo com a estimativa do banco.

Pacote ambicioso

Bolsonaro entrega projeto de reforma da Previdência ao Congresso - Imagem: Marcos Corrêa/Presidência da República

Mas não é só de Previdência que vive a bolsa. No atual patamar de 100 mil pontos, o Ibovespa é negociado em linha com a média histórica. Para o analista do Bradesco BBI, contudo, a bolsa deveria negociar acima dessa média.

"O Brasil tem hoje a agenda de reformas mais ambiciosa entre os mercados emergentes", afirma.

Além da Previdência, Carvalho destaca o projeto de redução e simplificação de impostos para as empresas e o programa de privatizações do governo.

Outro fator que tem entrado pouco nas contas da maior parte do mercado é a expectativa de lucro das empresas. Nas projeções do Bradesco BBI, o resultado das companhias listadas no Ibovespa devem crescer 34% em dólar neste ano.

Quem tende a ganhar nesse cenário são os setores ligados ao cenário doméstico, como o financeiro, elétrico e bancos. Entre as ações recomendadas pelo Bradesco BBI estão B3 (B3SA3), Energisa (ENGI11), Lojas Renner (LREN3) e Petrobras (PETR3 e PETR4).

Gringos e fundos de pensão

Carvalho tem descrito esse mesmo cenário otimista para os investidores estrangeiros com quem se encontrou durante a viagem. Mas ele me disse que o dinheiro dos gringos, principalmente dos chamados fundos ativos, só deve vir para a bolsa brasileira depois da aprovação da reforma da Previdência.

"Eles sabem que podem perder a próxima 'pernada' de alta do Ibovespa. Mas são investidores com horizonte de três a cinco anos, que não querem entrar no Brasil para sair no mês seguinte", afirma.

Quem também está com uma posição menor na bolsa do que o esperado são os fundos de pensão brasileiros, segundo o analista do Bradesco BBI. Para ele, a entrada desses recursos que estão fora do mercado de ações pode dar sustentação à alta do Ibovespa.

Com a aprovação da reforma, que deve manter a taxa básica de juros (Selic) em níveis baixos por um longo período, uma maior parcela do dinheiro das pessoas físicas deve ir para a bolsa, segundo Carvalho. "Os investidores não vão se contentar com uma remuneração tão baixa e vão passar a alocar sua poupança para ativos de mais risco", afirma.

Compartilhe

Engordando os proventos

Caixa Seguridade (CXSE3) pode pagar mais R$ 230 milhões em dividendos após venda de subsidiárias, diz BofA

14 de setembro de 2022 - 13:22

Analistas acreditam que recursos advindos do desinvestimento serão destinados aos acionistas; companhia tem pelo menos mais duas vendas de participações à vista

OPA a preço atrativo

Gradiente (IGBR3) chega a disparar 47%, mas os acionistas têm um dilema: fechar o capital ou crer na vitória contra a Apple?

12 de setembro de 2022 - 13:09

O controlador da IGB/Gradiente (IGBR3) quer fazer uma OPA para fechar o capital da empresa. Entenda o que está em jogo na operação

novo rei?

O Mubadala quer mesmo ser o novo rei do Burger King; fundo surpreende mercado e aumenta oferta pela Zamp (BKBR3)

12 de setembro de 2022 - 11:12

Valor oferecido pelo fundo aumentou de R$ 7,55 para R$ 8,31 por ação da Zamp (BKBR3) — mercado não acreditava em oferta maior

Exclusivo Seu Dinheiro

Magalu (MGLU3) cotação: ação está no fundo do poço ou ainda é possível cair mais? 5 pontos definem o futuro da ação

10 de setembro de 2022 - 10:00

Papel já alcançou máxima de R$ 27 há cerca de dois anos, mas hoje é negociado perto dos R$ 4. Hoje, existem apenas 5 fatores que você deve olhar para ver se a ação está em ponto de compra ou venda

NOVO ACIONISTA

Com olhos no mercado de saúde animal, Mitsui paga R$ 344 milhões por fatias do BNDES e Opportunity na Ourofino (OFSA3)

9 de setembro de 2022 - 11:01

Após a conclusão, participação da companhia japonesa na Ourofino (OFSA3) será de 29,4%

Estreia na bolsa

Quer ter um Porsche novinho? Pois então aperte os cintos: a Volkswagen quer fazer o IPO da montadora de carros esportivos

6 de setembro de 2022 - 11:38

Abertura de capital da Porsche deve acontecer entre o fim de setembro e início de outubro; alguns investidores já demonstraram interesse no ativo

Bateu o mercado

BTG Pactual tem a melhor carteira recomendada de ações em agosto e foi a única entre as grandes corretoras a bater o Ibovespa no mês

5 de setembro de 2022 - 15:00

Indicações da corretora do banco tiveram alta de 7,20%, superando o avanço de 6,16% do Ibovespa; todas as demais carteiras do ranking tiveram retorno positivo, porém abaixo do índice

PEQUENAS NOTÁVEIS

Small caps: 3R (RRRP), Locaweb (LWSA3), Vamos (VAMO3) e Burger King (BKBR3) — as opções de investimento do BTG para setembro

1 de setembro de 2022 - 13:50

Banco fez três alterações em sua carteira de small caps em relação ao portfólio de agosto; veja quais são as 10 escolhidas para o mês

PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Passando o chapéu: IRB (IRBR3) acerta a venda da própria sede em meio a medidas para se reenquadrar

30 de agosto de 2022 - 11:14

Às vésperas de conhecer o resultado de uma oferta primária por meio da qual pretende levantar R$ 1,2 bilhão, IRB se desfaz de prédio histórico

Exclusivo Seu Dinheiro

Chega de ‘só Petrobras’ (PETR4): fim do monopólio do gás natural beneficia ação que pode subir mais de 50% com a compra de ativos da estatal

30 de agosto de 2022 - 9:00

Conheça a ação que, segundo analista e colunista do Seu Dinheiro, representa uma empresa com histórico de eficiência e futuro promissor; foram 1200% de alta na bolsa em quase 20 anos – e tudo indica que esse é só o começo de um futuro triunfal

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar