Os EUA tiraram o pé do acelerador na guerra comercial e aliviaram as tarifas à China
O Escritório do Representante Comercial dos EUA tirou alguns itens da lista de importações da China que seriam sobretaxadas e adiou a aplicação das tarifas a outros produtos, medida que foi comemorada pelos mercados

A guerra comercial entre Estados Unidos e China, que vinha tirando o sono dos mercados financeiros, teve um novo desdobramento nesta terça-feira (13). Só que, desta vez, o noticiário trouxe alívio às negociações globais por sinalizar uma "trégua" entre Washington e Pequim.
Há pouco, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), anunciou novas medidas a serem tomadas em relação às importações de produtos chineses — e, agora, as diretrizes do governo americano são menos agressivas.
Segundo o órgão, "certos produtos" serão removidos da lista de US$ 300 bilhões em importações da China que serão sobretaxadas em 10% a partir de 1º de setembro — o USTR diz que a medida foi tomada com base na "saúde, segurança nacional e outros fatores". Tais mercadorias, contudo, não foram listadas pela instituição.
Além disso, as autoridades americanas também estabeleceram que alguns artigos eletrônicos — como celulares, laptops, video games e monitores — e de vestuário — como calçados e roupas — passarão a sofrer com as tarifas de 10% apenas a partir de 15 de dezembro.
O anúncio trouxe um forte alívio aos mercados globais, que mostrava-se cada vez mais preocupado em relação à escalada nas tensões entre americanos e chineses — e aos eventuais impactos da guerra comercial à economia global.
Leia Também
Essa melhora do humor foi imediata nos mercados acionários globais: nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York abriram em queda, mas logo viraram ao campo positivo — o Dow Jones (+1,44%), o S&P 500 (+1,48%) e o Nasdaq (+1,95%) fecharam com altas firmes, puxados pelo bom desempenho das ações do setor de tecnologia.
No Brasil, o Ibovespa passou por trajetória semelhante: o principal índice da bolsa brasileira também abriu em queda, mas terminou o pregão com ganhos de 1,36%, aos 103.299,47 pontos, recuperando parte das perdas da véspera.
Por fim, o dólar à vista recuou 0,39%, a R$ 3,9678, após chegar a bater os R$ 4,0125 na máxima (+0,73%). Confira aqui a cobertura completa dos mercados nesta terça-feira.
O que disse Donald Trump?
Logo após o anúncio do USTR, o presidente americano, Donald Trump, foi ao Twitter e voltou a fazer comentários a respeito das tensões comerciais com a China. O republicano não fez nenhuma menção direta ao alívio sinalizado pelo órgão, mas adotou um tom mais moderado em sua fala:
As usual, China said they were going to be buying “big” from our great American Farmers. So far they have not done what they said. Maybe this will be different!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) August 13, 2019
"Como sempre, a China disse que iria comprar 'muito' dos grandes fazendeiros americanos. Até agora, eles não fizeram o que prometera. Talvez agora seja diferente!", escreveu Trump.
Conteúdo Market Makers
Eleições 2026: Rali do Ibovespa ‘voltou à mesa’ com crescimento de Bolsonaro e Cury, avalia analista
12 de setembro de 2026 - 9:00ELEIÇÕES 2026
Com vantagem menor no 1º turno, Lula vê empate técnico com Flávio Bolsonaro persistir no 2º turno, diz Datafolha
11 de setembro de 2026 - 19:32TENSÃO ESQUENTOU
Crise no STF: com julgamento de Moraes na porta, Mendonça derruba sigilo do caso Master a pedido de Fachin
11 de setembro de 2026 - 9:04ELEIÇÕES 2026
Dia quente na política: empate nas pesquisas, decisões do TSE, internação de candidato e as revelações de Augusto Cury
10 de setembro de 2026 - 19:52O DIA NA POLÍTICA
Fachin intervém para conter crise no STF e tira Moraes do inquérito das fake news
9 de setembro de 2026 - 18:36ELEIÇÕES 2026
Afastamento na PF, silêncio de Lula e reação dos presidenciáveis: o resumo político do dia
8 de setembro de 2026 - 19:50ELEIÇÕES 2026
Após crise no STF: Flávio Bolsonaro e Augusto Cury passam numericamente o presidente pela primeira vez, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus
8 de setembro de 2026 - 10:33ELEIÇÕES 2026
Primeira pesquisa Quaest após crise no STF mostra Lula com 36% e Flávio com 29% no 1º turno; disputa segue acirrada no 2º turno
7 de setembro de 2026 - 18:51SÍMBOLOS NACIONAIS
Dia da Independência do Brasil: a introdução desconhecida do Hino Nacional e a canção composta por D. Pedro I
7 de setembro de 2026 - 17:00Conteúdo Market Makers
Seus investimentos e patrimônio estão preparados para as Eleições 2026?
6 de setembro de 2026 - 9:00ELEIÇÕES 2026
Lula ironiza ingerência de Trump, Flávio acena a Tarcísio para 2030 e Caiado defende reforma no STF; confira o dia dos candidatos
4 de setembro de 2026 - 19:48ELEIÇÕES 2026
Datafolha: Lula lidera 1º turno e vence cenários de 2º turno, mas vê vantagem sobre Flávio Bolsonaro encurtar
3 de setembro de 2026 - 19:38O DIA NA POLÍTICA
Caso Master-Moraes segue reverberando nas eleições, a cautela de Lula e a batalha pelo voto feminino
3 de setembro de 2026 - 19:03ELEIÇÕES 2026
Ruído no STF traz volatilidade, mas UBS BB vê corrida presidencial aberta e polarização intacta
3 de setembro de 2026 - 13:41ELEIÇÕES 2026
Caso Master segue assombrando corrida eleitoral; acompanhe o dia dos presidenciáveis
2 de setembro de 2026 - 19:46ELEIÇÕES 2026
O dia na política: caso Moraes-Vorcaro incendeia a corrida eleitoral; TSE libera campanha de Renan Santos
1 de setembro de 2026 - 19:41BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
Chega de aumentar impostos? Ministro da Fazenda conta os próximos passos do governo Lula para apertar o cinto dos gastos e frear juros
31 de agosto de 2026 - 13:00DISPUTA PRESIDENCIAL
Lula e Flávio Bolsonaro lideram nas eleições, mas Augusto Cury ganha terreno e chega ao 3º lugar, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus
31 de agosto de 2026 - 8:49DECISÕES EM BRASÍLIA
‘Taxa das blusinhas’ e escala 6×1 serão decididas nesta semana, a tempo de entrar na campanha eleitoral
30 de agosto de 2026 - 17:55ELEIÇÕES 2026