Menu
2019-04-04T13:58:55-03:00
Estadão Conteúdo
Após sucessão de brigas

PSL quer evitar que crise no governo Bolsonaro afete apoio no Congresso

Confrontos podem prejudicar a reforma da Previdência, mas sigla continua dividida e o governo, fragilizado

14 de fevereiro de 2019
8:42 - atualizado às 13:58
Presidente da República, Jair Bolsonaro
Conflito dentro do governo Bolsonaro pode prejudicar reformas - Imagem: Isac Nóbrega/PR/Fotos Públicas

A crise provocada por uma sucessão de brigas no governo de Jair Bolsonaro fez o PSL, partido do presidente, montar uma estratégia para impedir que o tiroteio contamine votações no Congresso, principalmente a reforma da Previdência. O plano, porém, mostrou que a sigla continua dividida e o governo, bastante fragilizado.

Enquanto a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmava que não pode haver um "puxadinho" da família do presidente com o Palácio do Planalto, o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), defendia a divulgação das divergências pelas redes sociais. "Aqui todo mundo fala as coisas na lata", argumentou ele, tentando mostrar que o PSL vai imprimir um "novo estilo" na política. "Não fazemos acordos às escondidas, como era antes."

Para Joice, porém, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, abalou o governo do próprio pai ao fazer acusações contra o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. "É uma coisa de louco. É inimaginável uma coisa dessas. Tem que ter separação. Casa do presidente é uma coisa, palácio é outra. O Palácio [do Planalto] não pode invadir a casa do presidente. Não pode ter puxadinho", criticou ela.

Na avaliação da deputada, os rumores de que irregularidades em candidaturas do PSL poderiam provocar a queda de Bebianno - ex-presidente do partido - não apenas expõem o ministro como todo o governo. "Quem pode fazer crítica pública é o próprio presidente da República", insistiu Joice.

Mais cedo, Carlos tinha chamado Bebianno de mentiroso. Em mensagem postada no Twitter, o vereador disse que o ministro com assento no Planalto não havia conversado três vezes com Bolsonaro sobre como candidaturas do PSL foram financiadas na campanha de 2018.

"O Bebianno andou a campanha inteira ao lado do Bolsonaro. Os dois sempre tiveram total confiança um no outro, pelo menos até aqui. Na presidência do PSL, o Bebianno fazia o estilo rainha da Inglaterra, que reina, mas não governa", disse Joice.

O presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), se recusou a comentar acusações envolvendo candidaturas do partido. O Estado apurou que Bebianno e ele protagonizam uma disputa de bastidores, mas, em público, não demonstram as desavenças. "Bebianno sempre foi correto na administração do PSL e não me consta que à frente do ministério tenha ocorrido qualquer problema", amenizou Bivar.

Depois de muitas conversas políticas, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, foi orientado a não esticar a polêmica. "Eu prefiro me resguardar no silêncio."

Na tribuna da Câmara, porém, o deputado Alexandre Frota (PSL-SP) lembrou casos de corrupção no PT para dizer que em seu partido o tratamento será diferente. "Seja quem for - ministro, secretário ou deputado -, laranja podre aqui vai pagar. Ao contrário do PT, nós não passamos a mão na cabeça de bandido."

*Com o jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

Perseguição ao bitcoin?

Irã fecha ‘fazendas’ de mineração de bitcoin para conter apagões no país; entenda

Governo culpa centros de processamento de criptomoedas por blackouts devido à ‘sobrecarga energética’ da rede de mineração; ao mesmo tempo, Irã usa o bitcoin para amenizar sanções bancárias dos EUA

Lei Orçamentária Anual

Ainda sem aprovação do Orçamento 2021, governo precisa controlar gastos

Manutenção do auxílio emergencial é dúvidas neste início de ano

Pé no freio

Incertezas políticas e fiscais mantêm estrangeiros cautelosos com o Brasil

Após meses de fuga do capital externo do País, os últimos meses de 2020 mostraram o começo do retorno dos investidores de portfólio, mas o ritmo ainda é insuficiente para reverter a forte saída de dólares do Brasil

Crescimento

Vale (VALE3) prevê investir US$ 2,7 bilhões na região norte até 2024

Companhia pretende ainda investir US$ 5,8 bilhões em 2021, dos quais US$ 1 bilhão serão apenas para expansão

ESTRADA DO FUTURO

Grafeno, urânio e lítio… cuidado com a obsessão de enriquecer com a próxima tecnologia do futuro

O boom de empresas de tecnologia alimenta uma esperança quase ingênua de enriquecer “horrores” descobrindo como esses materiais moldarão o nosso futuro. Vou ser totalmente transparente com você: não gosto da ideia.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies