Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-08-10T17:41:35-03:00
Estadão Conteúdo
Privatizações no radar

Bolsonaro reconhece que privatização dos correios depende do Congresso

Questionado sobre se a privatização dos Correios será concluída em seu mandato, Bolsonaro disse que não “depende” dele

10 de agosto de 2019
17:41
Bolsonaro
Imagem: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (10) que a privatização dos Correios, que está em estudo pelo governo, "não é fácil" e reconheceu que a decisão sobre o destino da estatal passa pelo Parlamento. O presidente lembrou a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu que a venda de algumas estatais, como os Correios, precisa de aval do Congresso Nacional.

Questionado sobre se a privatização dos Correios será concluída em seu mandato, Bolsonaro disse que não "depende" dele. "Não sei cara, como eu posso responder para você? Não depende de mim as coisas. Ainda bem que depende de outras pessoas, às vezes você erra", respondeu. Em seguida, chamou o presidente dos Correios, Floriano Peixoto, que o acompanhava, para falar com a imprensa sobre o assunto.

Peixoto afirmou que recebeu do presidente a "missão" de recuperar a empresa. "Temos que recuperar. A missão que eu recebi do presidente, que estamos cumprindo fielmente, evidentemente por uma questão de lealdade e autoridade que ele tem, é de recuperar financeiramente os Correios. Os Correios precisam ser recuperados, estão em situação muito difícil de finanças, então ele entrará num processo", disse Peixoto, sendo interrompido por Bolsonaro, que quis trocar de assunto.

"Estou esperando uma pergunta sobre o Adélio, que tentou me matar", cobrou o presidente, em referência à Adélio Bispo de Oliveira, que o esfaqueou no ano passado durante a campanha eleitoral.

O debate sobre a privatização dos Correios na gestão Bolsonaro levou à demissão do general Juarez Aparecido de Paula Cunha, ex-presidente da estatal. Bolsonaro justificou que Cunha "foi ao Congresso e agiu como sindicalista" ao criticar a eventual privatização da estatal e tirar fotos com parlamentares do PT e do PSOL.

Nesta semana, o tema voltou a ser comentado publicamente por integrantes do governo. O ministro de Ciência e Tecnologia, Inovação e Comunicação, Marcos Pontes disse, em audiência pública na Câmara, não existir "nenhum procedimento de desestatização ou privatização para nos preocupar neste momento". No mesmo dia, Bolsonaro afirmou, durante evento em São Paulo, que o governo vai privatizar os Correios.

Questionado sobre a privatização da Eletrobras, Bolsonaro disse que o processo "está caminhando bem" e que a ideia é pulverizar as ações da estatal no mercado. Ele afirmou que não pode falar se a empresa será privatizada este ano. "Não posso falar. Eu não casei ainda, quer saber o sexo da criança?", disse.

Estudos

Para privatizar os Correios como um todo seria preciso aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), com apoio de três quintos dos parlamentares na Câmara e Senado, em dois turnos.

Por isso, uma ala do governo avalia que fazer parcerias com a iniciativa privada, por meio de desinvestimentos, é o caminho mais factível para trazer eficiência e reduzir os custos aos Correios, já que há muitos obstáculos no caminho da privatização.

Com um grande passivo trabalhista, a empresa tem mais de 100 mil empregados - 25% tem entre 51 e 60 anos. Além disso, o fundo de pensão Postalis está sob intervenção há quase dois anos.

Pela Constituição, a União detém o monopólio dos serviços postais e do correio aéreo nacional (serviço postal militar). Todos os outros serviços podem ser feitos por empresas privadas - para isso, é preciso um decreto para incluir as atividades no Programa Nacional de Desinvestimentos. Em caso de parcerias, basta aprovação do Conselho de Administração da companhia.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

AMPLIANDO A BASE

Em busca do pequeno investidor, BR Partners (BRBI11) fecha preço de oferta de ações; papéis sobem

Banco havia realizado IPO em junho do ano passado em operação que permitia a compra dos papéis nos primeiros 18 meses apenas por investidores que tivessem mais de R$ 1 milhão em aplicações, os chamados investidores qualificados

BITCOIN (BTC) HOJE

Bitcoin (BTC) avança para os US$ 38 mil antes da decisão de política monetária do Fed, mas semana ainda é difícil para mercado de criptomoedas

Investidores aguardam maiores informações sobre a retirada de estímulos e alta nos juros por parte do Banco Central americano

EXILE ON WALL STREET

Para triunfar, antes é preciso atravessar: confira três dicas importantes para seguir antes de investir

Antes de tomar qualquer decisão no calor do momento, seja pelo excesso de otimismo ou por um receio em demasia, é necessário ter em mente três lições para investir bem e com prudência

FOME POR EXPANSÃO

BTG Pactual (BPAC11) compra 100% da carteira da Planner Investimentos e acirra disputa com XP por agentes autônomos

Com o negócio, a corretora Planner vai deixar de atuar na corretagem e assessoria de investimentos para pessoas físicas

SÓ NO TAPETINHO

Petz (PETZ3) fecha aquisição da Petix pela liderança no mercado de tapetinhos higiênicos e ações disparam

Em mais uma investida viabilizada por oferta subsequente realizada no fim do ano passado, Petz precifica a dona da marca SuperSecão em R$ 70 milhões

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies