O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Entre os ativos preferidos da gestora global para o ano que vem estão as ações e os títulos de renda fixa dos mercados emergentes
O investidor brasileiro - principalmente a pessoa física - não costuma prestar muita atenção a oportunidades de investimento no exterior.
Também pudera. Nossa regulação ainda limita bastante o investimento lá fora para quem não é investidor qualificado ou profissional.
Além disso, os juros por aqui sempre foram tão altos que essa diversificação com ativos gringos nem fazia muito sentido para a maioria das pessoas até pouco tempo atrás.
Mas essa realidade começa a mudar agora que devemos experimentar um período prolongado de juros baixos e inflação civilizada - pelo menos essa é a visão do governo e do mercado.
A necessidade de desmamar das aplicações indexadas à Selic e ao CDI se impõe, e eu diria que isso vale até mesmo para os investidores mais conservadores.
Nesse sentido, tornou-se importante não só olhar para ativos de risco e diversificar a carteira como também considerar os investimentos lá fora.
Leia Também
Com isso, já vemos iniciativas dos reguladores de tentar flexibilizar as regras para o investidor pessoa investir em ativos estrangeiros.
Mas mesmo que elas ainda demorem a sair do papel, não é demais começar a olhar com mais atenção para o que dizem os gestores globais.
Na última quinta-feira, o sempre simpático Carlos Takahashi, CEO da BlackRock no Brasil, comentou sobre as apostas e previsões da gestora global para o ano que vem durante um almoço com jornalistas. E quando uma casa com quase US$ 7 trilhões sob gestão fala, a gente escuta.
“A grande pauta para o investidor a partir de agora é não atrasar mais a coragem para abandonar o vício no CDI e diversificar, inclusive internacionalmente”, alertou Cacá, como é mais conhecido.
Apesar do otimismo do mercado com a economia brasileira em 2020, a grande questão é que agora está mais importante olhar com carinho para os ativos de risco, porque simplesmente permanecer na renda fixa conservadora não dá mais.
Só que no Brasil tem relativamente poucos ativos. Há poucas empresas com ações negociadas na bolsa e poucos setores contemplados no mercado acionário. Nas bolsas dos países desenvolvidos, há muito mais opções. E o mesmo ocorre com os ativos de renda fixa, como é o caso dos títulos de crédito emitidos por empresas.
Além da necessidade de diversificação e de começar a pôr ativos de risco na carteira, Cacá também recomendou o investimento em ativos vinculados à inflação e o que ele chamou de “produtos alternativos”, que seriam outros investimentos, além de ações, ligados à economia real.
No primeiro caso, a razão é que, com a retomada econômica esperada, o risco é de um aumento da pressão inflacionária. Estes ativos seriam, portanto, uma proteção para a carteira.
Já os “produtos alternativos” incluem, por exemplo, investimentos voltados para o mercado imobiliário e infraestrutura, no geral (fundos imobiliários, imóveis, CRI, debêntures etc.).
“Se a gente acredita que o destaque vai ser a economia real, tem que ter ativos reais na carteira”, disse o CEO da BlackRock.
No mesmo dia, a BlackRock divulgou um relatório com as suas projeções para 2020. Nele, a gestora diz ter uma “postura pró-risco moderada”.
A aposta é de que haverá uma retomada modesta do crescimento econômico global puxada pela atividade manufatureira (notadamente as indústrias de carros, bens de capital e semicondutores), gastos empresariais e setores sensíveis às taxas de juros, como o de imóveis residenciais.
A projeção é de que o crescimento chinês vai se estabilizar e a guerra comercial entre Estados Unidos e China vai ficar mais leve, dando um respiro para o comércio global. Mas o gigante asiático já não deve mais ter fôlego para ser o grande motor da economia mundial.
Para a BlackRock, o crescimento econômico deve ser mais forte nos países europeus e mercados emergentes, que tiveram um 2019 mais fraco. Mas, mesmo assim, os EUA devem apresentar uma leve pressão inflacionária decorrente da atividade econômica.
O crescimento e os fundamentos econômicos deverão ser a grande mola da valorização dos ativos, acredita a gestora, e não mais o movimento de queda nos juros visto no mundo em 2019, inclusive no Brasil.
Pelo contrário, a gestora crê que os estímulos monetários dos bancos centrais dos países desenvolvidos tenham chegado ao fim, como já mostrou o banco central americano ao manter os juros dos Estados Unidos na última semana.
A visão é de que os juros devem se manter baixos ao longo do ano que vem, abaixo da taxa de equilíbrio (isto é, num ponto em que ainda estimulam a economia). Mas se 2020 ainda não será um ano de aperto monetário, também não deve ser de novos cortes de juros.
No mundo rico, novos estímulos ocorreriam, no máximo, na zona do euro e no Japão, onde a inflação ainda se mantém baixa. Mas, com juros negativos nessas regiões, o espaço para afrouxamento monetário seria pequeno, pois o sistema bancário já começa a penar.
Assim, na visão da BlackRock, apenas os mercados emergentes ainda teriam algum espaço para reduzir juros.
Nesse mundo de crescimento lento e juro baixo, os ativos que chamam a atenção da BlackRock para o ano que vem são:
Além desses ativos, a BlackRock considera importante dar atenção aos ativos ligados a negócios e projetos que atendam às melhores práticas de sustentabilidade ambiental, social e de governança (ESG, na sigla em inglês).
Segundo Takahashi, esses investimentos têm ganhado relevância no exterior e vão ganhar aqui também, pela própria demanda de investidores mais conscientes. “Lá fora já existem muitos produtos desse tipo, dos mais genéricos aos mais específicos”, disse o executivo.
Um dos poucos produtos desse tipo disponíveis no Brasil é o ETF ECOO11, da própria BlackRock, que replica o desempenho do Índice Carbono Eficiente (ICO2) da bolsa.
Esse indicador reúne as ações de empresas que adotaram práticas transparentes com relação a suas emissões de gases efeito estufa e que têm eficiência energética.
Os ETF são fundos de índice com cotas negociadas em bolsa. Eles procuram reproduzir fielmente o desempenho de índices de mercado, como o Ibovespa, e têm cotas negociadas como se fossem ações. Por simplesmente replicarem a composição de um índice, cobram taxas bem mais baixas que a maioria dos fundos de ações.
A BlackRock é especializada nesse tipo de fundo, muito utilizado por grandes investidores institucionais, como fundos de pensão, para compor a porção “passiva” das suas carteiras.
Em vez de contratar alguém para simplesmente comprar as ações de um índice na proporção da sua composição, o fundo simplesmente compra um ETF atrelado ao indicador em questão.
Mas os ETF também são ótimos instrumentos para as pessoas físicas, por serem alternativas de baixo custo e alta transparência.
São bons veículos, por exemplo, para o investidor dar seus primeiros passos no mercado de ações. Ele não precisará escolher papéis ou gestores, apenas comprará cotas de um fundo que reproduz o desempenho médio da bolsa ou de determinado setor, por exemplo. E sem pagar muito por isso.
O mercado de ETF lá fora é bem mais desenvolvido que no Brasil. No México, por exemplo, são negociados quase 400 ETF, inclusive estrangeiros, de países da europa e dos EUA. Por aqui, temos apenas 16 ETF de índices de ações e seis de renda fixa, e nenhum é gringo.
Mesmo assim, existem dois ETF brasileiros indexados a índices internacionais, permitindo, assim, diversificação global: um da própria BlackRock, atrelado ao S&P 500 (IVVB11) e um do Itaú, atrelado ao S&P 500 Net Total Return (SPXI11).
Para investir em ETF, é preciso ter conta em uma corretora de valores. Confira nesta matéria como investir em ETF.
O relatório da BlackRock aponta, claro, alguns riscos para 2020. Para as ações globais, os principais riscos seriam um acirramento da guerra comercial entre EUA e China e mais medidas protecionistas que impactem negativamente o comércio global. Isso desaguaria numa desaceleração econômica mais profunda.
O risco principal citado pela gestora é que o crescimento ande de lado, ao mesmo tempo em que a inflação sobe, uma situação chamada de estagflação. Isso pode impactar de maneira negativa todos os ativos, tanto ações como renda fixa.
A gestora cita inclusive que os riscos de inflação parecem subestimados, mesmo no melhor cenário, que seria o de crescimento moderado.
A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento
Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar
A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra
Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas
Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros
Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio
O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados
Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês
JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda
As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte
Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada
A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.
Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido
Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos
Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar
Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta
Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.
Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência