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Dados sobre tomadores, valores, prazos e taxas já estavam abertos desde 2015
O fato político e econômico do dia foi um daqueles grandes casos de “a montanha pariu um rato”. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teria aberto sua “caixa-preta”, como disse o presidente Jair Bolsonaro na campanha. De fato, o que o BNDES fez foi reorganizar informações já existentes sobre seus principais clientes ou tomadores de empréstimos, facilitando o acesso e permitindo diferentes compilações de dados. Algo relevante, mas "os descalabros" e o "dinheiro fácil para os governos amigos" já estavam lá, para todo mundo ver, desde junho de 2015. Fornecendo farto material para reportagens e campanhas políticas. O presidente disse que “ainda vamos bem mais a fundo”, mas pode ser que esbarre em limitações impostas pela lei do sigilo bancário.
A ala política do governo e o pessoal das redes sociais “fazer barulho” com isso até vai, faz parte do jogo. Mas o que me chamou atenção, mesmo, foi a Petrobras entrar nessa história, com uma nota do seu presidente, Roberto Castello Branco, determinando que a empresa não opere mais com bancos públicos. O motivo alegado é nobre. A empresa tem condições de buscar financiamento de outras fontes. Mas o ponto é que a companhia deve ser gerida visando o melhor resultado possível para seus acionistas. Com fica se o BNDES ou o Banco do Brasil conseguirem, sem recursos públicos, por exemplo, linhas de financiamento em condições melhores? A Petrobras vai recusar? A impressão que fica é de que a estatal misturou negócios com política nessa manifestação, justamente a combinação que quase destruiu a empresas faz poucos anos. No fim do dia, foi assinada a medida provisória de combate a fraudes na Previdência. Economia prevista de R$ 9,8 bilhões no primeiro ano. Aguardemos os tribunais.
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