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Não quebrar é diferente de dar certo

1 de outubro de 2019
10:28
Selo O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Logo após reformar meu apartamento, eu estava completamente quebrada. Sabe como é, você se planeja, faz um orçamento, guarda dinheiro... mas descobre que mais difícil que prever a cotação do dólar é estimar ao certo quanto vai custar uma reforma. Resultado: estourei o orçamento, fiquei sem um real na conta e acabei com o limite do cartão de crédito.

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Quando você chega nesse ponto, não tem muito o que fazer. É matemática básica: cortar custos, aumentar receitas. Foi o que fiz. Cancelei tudo que pude e comecei a seguir essas youtubers que ensinam a fazer marmita para a semana toda em 2 horas (elas são incríveis) para economizar. Também peguei uns frilas de “ghostwriter” para conseguir uma grana extra. Não posso revelar para quem, pois seria quebra de contrato.

Em alguns meses, quitei a conta da reforma. Maravilha, não? Depende do ponto de vista. Estar zerado está bom para você? Para mim não está. Preciso no mínimo de uma reserva de emergência para dormir tranquila. Para ficar feliz, quero mais.

Agora vou pensar um pouco no Brasil. Há um certo otimismo de grande parte dos gestores de fundos com o país. É que esse pessoal se antecipa, olha muito mais para o que vem pela frente do que para o presente. Mas a grande verdade é que o Brasil é um endividado que perdeu o controle das suas contas e precisa arrumar a casa. É onde estamos no momento.

O processo está andando, o que é muito bom. A reforma da Previdência passou na Câmara e avança no Senado. Hora de soltar fogos de artifício? Depende do ponto de vista.

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Em entrevista exclusiva ao Vinícius Pinheiro, o sócio da gestora de fundos Novus Capital, Luiz Eduardo Portella, lembrou que a reforma é para o país não quebrar. O Brasil ainda precisa voltar a crescer para poder dizer que deu certo. Ele ainda comentou quais os setores que devem se beneficiar desse processo na bolsa e suas apostas para o dólar. Confira todos os detalhes.

Leia Também

A revanche dos investimentos

O mês de setembro teve um quê de revanche no ranking das aplicações financeiras. Opções de investimentos que se deram mal em agosto trataram de dar a volta por cima e apresentaram retornos formidáveis no último mês. Mas o mundo não é um mar de rosas e teve ativo amargando retorno negativo - justamente aquele que vive seu ciclo de alta nos últimos tempos. Se você quer ficar por dentro de como os ativos se comportaram, a Julia Wiltgen traz o ranking das aplicações financeiras em setembro e um balanço de tudo que influenciou seus investimentos.

De olho em Brasília

A  reforma da Previdência volta a ser a grande estrela do dia no mercado financeiro nesta terça-feira. A expectativa é de que o novo parecer seja aprovado na CCJ do Senado e siga para a votação em primeiro turno no plenário da Casa ainda hoje. O governo espera que a votação em segundo turno ocorra na semana que vem.

No exterior, as bolsas de Xangai e Hong Kong não abriram devido às celebrações locais do 70º aniversário da revolução chinesa. Os investidores também seguem monitorando a atuação dos Bancos Centrais pelo mundo. Agora foi a vez de o BC australiano cortar a taxa básica de juros para o piso recorde de 0,75%.

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Ontem, o Ibovespa encerrou o dia com baixa de 0,32%, aos 104.745,32 pontos. O dólar ficou estável durante a sessão, fechando o dia a R$ 4,1552. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.

Quem corta mais?

A redução da taxa de juros (felizmente) acirrou ainda mais a disputa entre os bancos no segmento de crédito imobiliário. Itaú, Bradesco e Santander, que há tempos tentam abocanhar uma fatia maior deste mercado, cortaram suas taxas. A Caixa Econômica Federal, que tradicionalmente lidera o setor, está só assistindo por enquanto. Se você, como eu, ainda paga a prestação da casa própria, vale fazer uma pesquisa sobre opções de portabilidade. #ficadica

Vai sobrar para todo mundo...

A guerra comercial entre EUA e China e as perspectivas de uma desaceleração da economia global fizeram a OMC, a Organização Mundial do Comércio, reavaliar suas estimativas. Em relatório, a entidade fez um corte drástico de expectativa para o crescimento das transações em todo o mundo, de 2,6% para 1,2% em 2019. A OMC também mudou as projeções para o próximo ano e comentou os efeitos da mudança na postura da política monetária em muitos países.

Agenda

Indicadores 
- OMC divulga projeções para o crescimento do comércio global
- IHS Markit divulga PMIs industriais de setembro de Alemanha, Estados Unidos e zona do euro
- Zona do euro anuncia inflação de setembro
- Estados Unidos publicam resultados industriais de setembro e dados semanais de petróleo
- IBGE divulga dados da produção industrial de agosto
- Ministério da Economia anuncia dados da balança comercial de setembro

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Mercados
- Bolsas chinesas e de Hong Kong fechadas por feriado local

Política
- Kristalina Georgieva assume como diretora-gerente do FMI
- Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado se reúne para votação da nova versão do parecer da reforma da Previdência

Bancos Centrais
- BC oferta até R$ 3 bilhões em títulos públicos em operações compromissadas de seis meses

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