Menu
2019-09-27T14:42:52-03:00
Estadão Conteúdo
mão na massa

Receio de boicote por crise na Amazônia leva frigoríficos a preparar campanhas

JBS, Marfrig e Minerva, estão se organizando para preparar campanhas institucionais; Ministério da Agricultura foi questionado por alguns países sobre risco de frigoríficos estarem comprando gado de áreas de desmatamento ou ilegais

27 de setembro de 2019
14:40 - atualizado às 14:42
Frigorífico Marfrig JBS BRF carne
Imagem: Shutterstock

Em um movimento para se antecipar a uma crise que pode afetar as exportações brasileiras de carne bovina, os principais frigoríficos nacionais, como JBS, Marfrig e Minerva, estão se organizando para preparar campanhas institucionais individuais contra um possível boicote de países e importadores da commodity brasileira em meio à crise provocada pela queimadas na Amazônia, apurou o jornal O Estado de S. Paulo.

  • O Melhor Curso de Análise Gráfica está com INSCRIÇÕES ABERTAS. Vagas exclusivas e promocionais para leitores Seu Dinheiro, apenas por este link.

Fontes a par do assunto afirmaram que o Ministério da Agricultura recebeu consultas informais de países, como Arábia Saudita, Alemanha e Egito, questionando qual seria o risco de os frigoríficos brasileiros estarem comprando gado proveniente de áreas de desmatamento ou ilegais. As próprias empresas também teriam sido consultadas por seus clientes. Procurado, o ministério não se pronunciou.

As consultas causaram preocupação entre as principais companhias exportadoras, que possuem certificações, compromissos de monitoramento e auditorias certificadas, mas temem que a crise na Amazônia possa provocar um boicote de países protecionistas e afetar a relação com investidores internacionais, que podem deixar de financiar projetos.

A Marfrig, por exemplo, fez há quase dois meses uma captação de US$ 500 milhões de títulos de dívidas ligados à sustentabilidade (greenbond). A JBS e a Minerva planejam abrir capital fora do País e uma crise de imagem neste momento pode afetar os planos.

Anúncio

Na semana passada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considerou pagar um anúncio de página inteira nos jornais Financial Times e The New York Times para vir a público e explicar que os frigoríficos brasileiros cumprem os mais rígidos controles de qualidade e que não há risco de compra de matéria-prima de áreas de desmatamento e ilegais.

Na sexta-feira passada, no entanto, o projeto foi abortado, e o anúncio cancelado, após a Abiec chegar à conclusão de que a discussão era mais ampla, e não dizia respeito apenas aos frigoríficos, mas ao agronegócio como um todo e ao próprio governo. "Não é um problema da pecuária. Estamos alinhados com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e fazemos parte da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, cuja campanha é "Seja Legal com a Amazônia", diz a diretora executiva da Abiec, Liege Nogueira.

Consultorias internacionais que já trabalham com os frigoríficos individualmente e com entidades de classe estão sendo ouvidas.

Segundo Liege, os frigoríficos exportadores estão dentro de rigorosas práticas de produção e abertos a responder a quaisquer dúvidas. "Há uma preocupação em como os investidores podem ver essas questões."

Lideranças do agronegócio ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo afirmaram que as conversas se intensificaram em Brasília com o Ministério da Agricultura, e que buscam respaldo do governo nessa crise. "A Operação Carne Fraca, que foi voltada para as indústrias de aves e suínos, afetou por um tempo a carne bovina por pura falta de conhecimento. Não queremos que isso ocorra novamente", disse uma fonte do setor, que falou sob condição de anonimato.

Resposta

Procurada, a Marfrig não comenta. A JBS afirmou, por meio de nota, que apoia a iniciativa da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e que não tem uma campanha isolada em relação a esse tema. A Minerva informou que não há campanha institucional em curso neste momento.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

ALTA VELOCIDADE

Anatel prevê leilão do 5G no final do primeiro semestre de 2021

Presidente da autarquia diz que certame não terá objetivo arrecadatório, mas exigirá das empresas maiores compromissos de investimento

NÚMEROS DA PANDEMIA

Brasil passa de 170 mil mortes por covid-19 desde o início da pandemia

Nas últimas 24 horas foram registrados 630 óbitos e 31.100 novos diagnósticos positivos, segundo Ministério da Saúde

Ano morno

Black Friday das corretoras e bancos: as ofertas que valem a pena em 2020

Black Friday nas corretoras e bancos está desanimada neste ano. Selecionei as ofertas mais interessantes relacionadas a investimentos, como já virou tradição

relações com os eua

Não acho que sucessão nos EUA mude disputa com China por 5G, diz Mourão

Mais uma vez questionado sobre a possibilidade de o governo brasileiro reconhecer a vitória do democrata Joe Biden na eleição americana, Mourão repetiu o discurso de que, “no momento certo, será feito o que tiver de ser feito”

em expansão

Notre Dame Intermédica compra Grupo Hospitalar de Londrina por R$ 170 milhões

Plano de integração com a empresa comprada prevê sinergias operacionais e administrativas com as operações da Clinipam no Estado do Paraná

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies