Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

entrevista presidente do mcDonald's no Brasil

‘São 160 trimestres de receita em alta’

Mesmo com economia fraca, presidente do McDonald’s no Brasil comemora crescimento de 12% na geração de caixa no primeiro trimestre

Estadão Conteúdo
5 de julho de 2019
11:44 - atualizado às 13:27
Imagem: Shutterstock

A crise, a investida dos concorrentes e a moda das hamburguerias fizeram a maior rede de lanchonetes do mundo se mexer no Brasil. Mesmo com a fraqueza da economia, o presidente do McDonald’s no País, Paulo Camargo, comemora o crescimento de 12% na geração de caixa no primeiro trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Camargo teve de baixar preços para não perder clientes, mas, ao mesmo tempo, diz ter aumentado a receita com o lançamento de produtos “aspiracionais”, como hambúrgueres com presunto parma ou sobremesas com chocolate de marcas famosas. Com isso, conseguiu a proeza de acumular 160 trimestres seguidos de aumento do faturamento.

Apesar de lamentar a lentidão do governo com a agenda econômica, Camargo acredita que a reforma da Previdência será aprovada no segundo semestre e, com isso, a empresa vai acelerar planos de expansão com abertura de restaurantes em municípios menores. Agora, o foco são cidades de até 70 mil habitantes, como a paulista Lins ou a gaúcha Lajeado. “A gente tem o Brasil inteiro a percorrer”, disse.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

O senhor chegou à presidência do McDonald's Brasil há três anos. Foi um período difícil para a economia. A empresa sentiu essa dificuldade?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fiquei um ano em treinamento, passando por todas as posições do restaurante. Isso gerou um caderninho de 24 páginas de anotações de coisas que fazia sentido mudar. Muitas já fizemos e há uma série em execução. Uma dessas anotações era um serviço extremamente robótico e mecânico, e mudamos isso. Qual o resultado? No primeiro trimestre, a gente mais uma vez entregou melhorias financeiras e a geração de caixa cresceu 12%.

Leia Também

Como tem sido o resultado em relação à concorrência?

Não é fácil aumentar vendas em um negócio no qual já se é líder. Para chegar ao tamanho do McDonald’s no Brasil, é preciso juntar 2.º, 3.º, 4.º, 5.º e quase todo o 6.º colocado. Aumentar essa participação não é simples. Mesmo assim, as vendas nas mesmas lojas subiram 6,8%, o dobro do mercado.

Nessa época de crise, o setor tem sido agressivo em ofertas. Isso tem reduzido o lucro?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aumentamos o valor médio dos tíquetes com criação de produtos, como os sanduíches “Signature”, linha que não existia até o fim de 2016. Outra frente está nas sobremesas. Hoje, além dos quase mil restaurantes, temos 2 mil pontos de venda só de sobremesas. Nesse segmento, estamos nos associando com marcas como a Kopenhagen, que remete a uma experiência aspiracional, de acesso a um luxo.

Então, a concorrência e a crise não prejudicam?

O fato é que, se o cliente não comer o Big Mac, ele vai comer outra coisa. É muito provável que sejamos a única empresa que, em quatro décadas ou 160 trimestres, registra faturamento que não parou de crescer. São 160 trimestres de evolução constante. Fazemos isso inovando constantemente.

Como o sr. avalia o primeiro semestre do governo?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É uma pena que esteja levando mais tempo do que o necessário, com impacto econômico. Mas seguimos confiantes que o Executivo e o Legislativo encontrarão uma maneira de resolver isso no menor espaço de tempo possível. Trabalhamos com a aprovação da Previdência no segundo semestre.

A moda das hamburguerias aumentou muito a concorrência. Isso prejudica o McDonald's?

Perto da minha casa, antigamente só havia o McDonald’s vendendo hambúrguer. Agora, são mais sete hamburguerias. Não é ruim. Para nós, gera oportunidade com o cliente que eventualmente estava gastando R$ 50 ou R$ 60 para comer um hambúrguer com batata e sua bebida favorita. Agora, ele percebe que no McDonald’s ele tem algo naquele jeitão, com ingredientes exclusivos, como o pão tipo brioche ou presunto parma. Isso tem ajudado a trazer um cliente que não frequentava, voltar ao McDonalds por um valor legal. Aumenta a frequência e permite ao cliente experimentar, mesmo que seja apenas no dia do pagamento. Ele se dá essa indulgência.

Como o McDonald's reagiu ao sucesso dos aplicativos de entrega?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É uma oportunidade. Dentro do conceito de maior conveniência, o cliente quer decidir como pedir, pagar e onde comer. Ele nos disse: quero comer meu Big Mac em casa. A verdade é que a gente relutou. Fizemos um serviço de entrega no Brasil no passado e paramos. Mas diante dos aplicativos e agregadores, temos de estar lá. Se a concorrência está, estamos também.

Com a reforma trabalhista, abriu-se a possibilidade de contratação de intermitentes. O McDonald's usa o sistema?

Não. Todos são celetistas, independente de serem mensalista ou horista. Todos têm previsibilidade e sabem quantas horas vão trabalhar naquele mês.

O Burger King abriu capital no Brasil. Qual é a chance de ter uma abertura de capital no País?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não é algo que está sendo estudado no momento.

Quais os planos para o Brasil?

Queremos aproveitar o momento de crescimento econômico que deve ser gerado se as reformas forem aprovadas. A gente vai acelerar.

Houve um momento no qual o McDonald’s se voltou para as periferias e o interior do Brasil. Onde mais é possível explorar?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não há nenhuma dúvida que existem ainda oportunidades de crescimento em mercados maduros, como São Paulo, mas também em cidades que antes a gente não pensava em entrar, como municípios de 70 mil habitantes. A gente tem o Brasil inteiro para percorrer.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
JANELA ABERTA

Vale (VALE3) blindada? Citi vê ação protegida, aumenta preço-alvo dos ADRs e reforça aposta em dividendos

6 de abril de 2026 - 14:23

Banco destaca resiliência da Vale frente a outras mineradoras e projeta forte fluxo de caixa, mesmo com pressão de custos

AINDA SEM SOLUÇÃO

O que a Braskem (BRKM5) falou à CVM sobre a possibilidade de pedir recuperação judicial

6 de abril de 2026 - 10:43

A empresa diz que o contínuo ciclo de baixa da indústria petroquímica mantém os preços e os spreads pressionados, o que prejudica suas receitas. Por outro lado, as dívidas da empresa continuam crescendo como uma bola de neve

DANÇA DAS CADEIRAS

Embraer (EMBJ3): CFO deixa o cargo e vai para a Azul (AZUL53). Quem ficará no lugar?

6 de abril de 2026 - 10:19

Antonio Carlos Garcia ocupava o cargo desde janeiro de 2020 e renunciou para assumir a posição na Azul, no lugar de Alexandre Wagner Malfitani

ESTRATÉGIA PARA VENDER MAIS

Telefônica (VIVT3), dona da Vivo, abre crediário para vender celular

5 de abril de 2026 - 9:45

A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos

DANÇA DAS CADEIRAS

Petrobras (PETR4) já tem nome no radar para presidente do conselho, e governo quer indicar atual secretário da Fazenda, diz jornal

4 de abril de 2026 - 10:11

As mudanças na estatal ocorrem por conta das eleições de outubro, já que quem for se candidatar precisa deixar os cargos no Executivo até hoje (4)

ALVO DE CRÍTICAS

Hapvida (HAPV3) pode acatar sugestão da gestora Squadra e adotar voto múltiplo na próxima eleição do Conselho

3 de abril de 2026 - 12:01

Gestora carioca escreveu carta aberta à operadora de saúde, com críticas à reeleição do Conselho e sua alta remuneração ante os maus resultados da empresa

A QUEDA CONTINUA

Vendas da Tesla (TSLA34) no 1T26 decepcionam, e ação chega a cair 6% no after market; do que o mercado não gostou?

3 de abril de 2026 - 9:56

Montadora de carros elétricos do bilionário Elon Musk têm números abaixo das expectativas em meio a redirecionamento de negócios

ÚLTIMA CHAMADA

A Aura (AURA33) ainda vale a pena? BTG alerta que janela de alta está se fechando e diz o que fazer com as ações

2 de abril de 2026 - 19:49

Mineradora mais que dobra reservas e segue entregando, mas banco afirma que boa parte da história já está no preço

FORA DA REALIDADE DA EMPRESA

Hapvida (HAPV3): alto escalão está entre os mais bem pagos do Ibovespa, apesar de “destruição histórica de valor”; veja as remunerações

2 de abril de 2026 - 17:03

Segundo uma carta da Squadra, o conselho de administração da empresa deve ganhar R$ 57 milhões em 2026, o que equivale a 1% do valor de mercado da empresa e coloca o time entre os mais bem pagos da bolsa

BARATA ATÉ DEMAIS?

Os dividendos da Vale (VALE3) estão ainda mais perto do acionista? O que levou o BofA a recomendar compra e elevar o preço-alvo

2 de abril de 2026 - 15:57

Analistas do banco apontam descolamento do minério e indicam potencial de valorização acima de 20% para ações

UMA SOLUÇÃO?

Raízen (RAIZ4) faz proposta a credores para converter 45% da dívida de R$ 65 bilhões em ações, diz agência

2 de abril de 2026 - 12:02

A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel

SEM RECUPERAÇÃO À VISTA

Squadra pede mudanças no conselho da Hapvida (HAPV3), reeleito apesar de “uma das maiores destruições de valor da história”

2 de abril de 2026 - 10:14

Confira os problemas na operadora de saúde, segundo a gestora, e quais as propostas da Squadra para melhorar o retorno aos acionistas da Hapvida

GARANTIA A CREDORES

Oi (OIBR3) recebe autorização para venda de seu principal ativo, mas dinheiro não vai para ela

2 de abril de 2026 - 8:53

A transação envolve toda a participação da Oi e de sua subsidiária na empresa de infraestrutura digital neutra e de fibra ótica por R$ 4,5 bilhões

MAIS PERTO DO NÍVEL MÁXIMO

Axia Energia (AXIA6) dá mais um passo na direção do carimbo final rumo ao Novo Mercado; saiba o que falta agora

1 de abril de 2026 - 19:54

O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos

ENTRE PERDAS E RECUPERAÇÃO

O prejuízo volta na Marisa (AMAR3), mas menor: o que o balanço do 4T25 revela sobre o futuro da varejista de moda

1 de abril de 2026 - 11:33

Empresa dá novos passos na reestruturação e melhora indicadores no ano, mas não escapa de um trimestre negativo; veja os números

ENTRE A GUERRA E AS ELEIÇÕES

Petrobras (PETR4) bate recordes, aumenta preço do querosene, e Bruno Moretti deixa conselho; entenda o que acontece na estatal

1 de abril de 2026 - 11:03

O anúncio da renúncia de Bruno Moretti vem acompanhado de novos impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

Time for Fun

Mais uma empresa deixará a bolsa: T4F (SHOW3) anuncia OPA para fechar capital por R$ 5,59 por ação

1 de abril de 2026 - 9:28

O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44

SD ENTREVISTA 

Boa Safra (SOJA3) freia após crescer rápido demais, mas CEO revela: ‘estamos prontos para um grande negócio’

1 de abril de 2026 - 6:12

Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Marino Colpo detalha as dores do crescimento da Boa Safra e por que planos estratégicos devem incluir M&A nos próximos meses 

ALÉM DO MINÉRIO DE FERRO

No coração da estratégia da Vale (VALE3), metais básicos devem compor o motor de lucros da mineradora

31 de março de 2026 - 17:45

Subsidiária VBM salta de 10% para 26% do Ebitda da Vale e deve ganhar ainda mais peso com preços elevados e novos projetos

COMPOUNDER

Ação da Eneva (ENEV3) entra em clube seleto, segundo o BTG; banco projeta ganhos de até 30% e dividendos bilionários

31 de março de 2026 - 14:10

Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia