Embraer assina cooperação estratégica com a Elta para desenvolver P600 AEW
Com o acordo, as duas empresas criam um novo segmento de mercado, o de AEW; aeronave de última geração foi concebida para atuar em um novo segmento do mercado

A Embraer Defesa & Segurança e a Elta Systems, subsidiária da Israel Aerospace Industries (IAI), assinaram nesta terça-feira, 18, durante o Paris Air Show International, um acordo de cooperação estratégica para desenvolvimento do P600 AEW (Alerta Aéreo Antecipado). Com o acordo, as duas empresas criam um novo segmento de mercado, o de AEW.
Conforme anunciado pela empresa, a aeronave de última geração foi concebida para atuar em um novo segmento do mercado de AEW. Sua estrutura é baseada na plataforma super midsize do jato executivo Embraer Praetor 600. O sensor primário do P600 AEW é o radar AESA (Digital Active Scanned Array) de quarta geração da IAI/Elta com capacidade de IFF integrada.
Nessa cooperação, a Embraer Defesa & Segurança fornecerá a plataforma aérea, sistemas de solo, de comunicações e integração de aeronaves, enquanto a IAI-Elta fornecerá o radar AEW, SIGINT (inteligência de sinais) e outros sistemas eletrônicos.
"O P600 AEW abrange o crescente mercado para capacidade aeroembarcadas de inteligência, vigilância e reconhecimento para países que exigem soluções economicamente viáveis, de alto desempenho e flexíveis para missões de defesa e segurança interna", detalha a fabricante de aviões em nota.
Demanda decolando
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A companhia também divulgou nesta terça-feira estimativas para os próximos 20 anos, e nelas aponta que o segmento de até 150 assentos deve atingir uma demanda de 10,55 mil novas aeronaves em todo o mundo, no valor de US$ 600 bilhões. De acordo com os dados, o crescimento do mercado impulsionará 55% da demanda total e os 45% restantes serão entregues para substituir aeronaves antigas.
A região da Ásia-Pacífico deve concentrar a maior parte desses pedidos, sendo responsável por 28% da demanda total estimada, o equivalente a 2,99 mil aeronaves.
Na sequência estão América do Norte (2,78 mil) e Europa (2,24 mil). A América Latina deve responder por apenas 11% dessa demanda (1,15 mil).
Presente ao Paris Air Show International, John Slattery, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, afirmou, por meio de nota, que o desempenho econômico do setor de companhias aéreas dependerá em grande parte de quanto os custos aumentarão, e até que ponto o setor poderá sustentar um nível adequado de receitas.
O executivo, entretanto, reconheceu que após os ótimos resultados demonstrados pela indústria desde 2015, quando a margem Ebit atingiu o inédito patamar de 8,6%, o que se observa é uma queda sistemática das margens. Segundo Slattery "é razoável considerar que o pico deste grande ciclo está atrás de nós".
*Com Estadão Conteúdo.
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