Com novas regras de frete grátis, Amazon (AMZO34) intensifica disputa contra o Mercado Livre (MELI34)
Segundo o Itaú BBA, a Amazon reduziu o valor mínimo para frete grátis de R$ 79 para R$ 19 desde 15 de agosto

A disputa entre Amazon (AMZO34) e Mercado Livre (MELI34) chegou a um novo patamar. A gigante norte-americana passou a adotar as mesmas condições de frete grátis do rival argentino, intensificando a concorrência no e-commerce brasileiro.
Segundo relatório do Itaú BBA, a Amazon reduziu o valor mínimo para frete grátis de R$ 79 para R$ 19 desde 15 de agosto. A mudança não foi amplamente divulgada.
De acordo com os analistas, pedidos entre R$ 19 e R$ 79 agora têm prazo de entrega de três dias ou mais, enquanto compras acima de R$ 79 contam com entrega rápida de até um dia.
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Na última terça-feira (15), a Amazon anunciou outro ajuste, reduzindo o valor mínimo de R$ 99 para R$ 19 nas entregas no mesmo dia para clientes Prime.
O movimento é similar ao anúncio feito pelo Mercado Livre na semana anterior, focado nos assinantes do Meli+, seu programa de fidelidade.
Além disso, a Amazon expandiu o benefício Prime para incluir entregas no mesmo dia em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre e Recife.
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O frete grátis no dia seguinte, sem valor mínimo em itens elegíveis, permaneceu inalterado.
O jogo ficou mais acirrado
A estratégia adotada pela Amazon pode ameaçar o favoritismo do Mercado Livre no Brasil. De acordo com um levantamento realizado pela UBS BB, o Meli é o queridinho do e-commerce entre os brasileiros por causa das entregas rápidas e dos preços.
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O frete grátis para produtos a partir de R$ 19, anunciada pelo Mercado Livre no início de junho – e, agora, adotada pela Amazon –-, é um dos fatores que mais ajudou na reputação do Mercado Livre, segundo o banco.
Agora, as três maiores plataformas do e-commerce brasileiro – Mercado Livre, Shopee e Amazon – oferecem frete grátis a partir de R$19.
Como os analistas enxergam esse cenário de rivalidade
Os analistas do Itaú BBA afirmam que “a paridade de frete grátis em R$ 19 é levemente negativa para a economia unitária (unit economics) do Meli, pois reduz a vantagem de preço e velocidade”. Isso, na visão deles, pode aumentar os subsídios de envio e mudar os tipos de pedidos feitos na plataforma para itens de menor valor.
No entanto, o banco destaca que o Mercado Livre tem vantagens na parte de infraestrutura logística em comparação aos seus concorrentes.
A companhia também lidera nos quesitos variedade de produtos e qualidade de serviço fora das grandes cidades.
“A expectativa é de que novas iniciativas competitivas continuem surgindo no Brasil, à medida que Amazon e Shopee investem para reduzir a diferença de serviço e sortimento em relação ao Mercado Livre.”
Itaú BBA
Os analistas dizem que é importante monitorar o crescimento do volume bruto de mercadorias vendidas (GMV, uma métrica importante para o varejo) para saber se as estratégias do Mercado Livre são eficazes nesse cenário de forte concorrência.
“Na nossa avaliação, o ticket médio (ASP) da Amazon é superior ao do Meli, então a fatia do GMV entre R$ 19 e R$ 79 tende a ser menor para a Amazon”, diz o Itaú BBA. “Ainda assim, a medida é relevante para atrair vendedores e ampliar o sortimento no Brasil, um dos focos atuais da companhia junto à logística.”
Mesmo com a competitividade em alta, a equipe do BBA continuou com a recomendação de compra (outperform) para os papéis do Mercado Livre.
Conteúdo Empiricus
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