Cosan tem lucro líquido de R$ 1,327 bilhão no 4º trimestre
Receita da companhia, na mesma base de comparação trimestral, cresceu 30,3%, para R$ 17,208 bilhões

A Cosan registrou lucro líquido de R$ 1,327 bilhão quarto trimestre de 2018, conforme balanço financeiro divulgado há pouco. O resultado representa alta de 93,3% em relação aos R$ 686,4 milhões reportados em igual período do ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no período de outubro a dezembro de 2018 atingiu R$ 2,237 bilhões, alta 2,1% ante o trimestre final de 2017.
A receita, na mesma base de comparação trimestral, cresceu 30,3%, para R$ 17,208 bilhões.
A companhia relatou lucro ajustado proforma de R$ 730,3 milhões, ante lucro proforma de R$ 156,5 milhões no quarto trimestre de 2017. Os resultados proforma consideram 50% da participação da companhia na Raízen Energia e Combustíveis, principais atividades da Cosan, as quais a companhia mantém sociedade com a Shell no Brasil.
Com o resultado trimestral, a companhia relatou lucro líquido de R$ 1,652 bilhão em 2018, alta 25,6% sobre 2017. O Ebitda recuou 4,4%, de R$ 5,404 bilhões para R$ 5,163 bilhões, enquanto a receita líquida cresceu 20,9% no comparativo anual, de R$ 49,368 bilhões para R$ 59,583 bilhões. O lucro ajustado proforma em 2018 foi de R$ 1,291 bilhão, ante lucro proforma de R$ 925 milhões em 2017, alta de 35,5%.
Os investimentos atingiram R$ 694,1 milhões no trimestre final do ano passado, contra R$ 523 milhões em igual período de 2017, avanço de 32,7%. Já a dívida líquida subiu 11,2% entre os períodos, para R$ 12,183 bilhões. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, fechou em 31 de dezembro em 2,1 vezes, ante 2 vezes em igual data do ano anterior e também 2 vezes no final do trimestre anterior, finalizado em 30 de setembro.
Divisões
Em relatório, a Cosan informou que a Raízen Combustíveis Brasil obteve Ebitda ajustado de R$ 817,1 milhões no quarto trimestre de 2018, alta de 5,5% sobre igual período de 2017. A receita líquida total da divisão de combustíveis foi de R$ 21,8 bilhões no trimestre final do ano, aumento de 13% sobre o mesmo período do ano anterior, "em função principalmente do aumento do volume vendido e maior preço médio dos produtos vendidos, afetados pelos preços internacionais dos combustíveis e câmbio", informou a companhia. As vendas totais cresceram 3,8% no trimestre e avançaram 1,7% em 2018.
Leia Também
Pela primeira vez desde a aquisição dos ativos da Shell na Argentina, a Cosan divulgou resultados da Raízen Combustíveis Argentina, com um Ebitda ajustado de R$ 82,1 milhões (US$ 22 milhões) no quarto trimestre do ano e receita de US$ 853 milhões. A companhia destacou que 2018 foi "marcado pela forte instabilidade econômica. O peso argentino sofreu relevantes desvalorizações frente ao dólar americano, a taxa de juros foi elevada a nível recorde, enquanto a cotação internacional de petróleo variou bastante ao longo do ano".
Açúcar e etanol
Na Raízen Energia, braço sucroenergético da empresa, a receita líquida ajustada cresceu 69,4% entre os trimestres finais de 2017 e 2018, para R$ 5,739 bilhões. A receita com a venda de açúcar caiu 57%, para R$ 565,1 milhões, e o faturamento com etanol cresceu 47,1%, a R$ 2,466 bilhões na mesma base de comparação. O destaque foi a alta no faturamento com cogeração na empresa, de R$ 279,7 milhões para R$ 1,242 bilhão, e com as vendas de "outros produtos e serviços", que variou de R$ 116,6 milhões para R$ 1,466 bilhão entre os períodos.
O Ebitda ajustado da Raízen Energia caiu 6,3%, para R$ 834,9 milhões no trimestre final de 2018 sobre igual trimestre de 2017. O capex do braço sucroalcooleiro no quatro trimestre de 2018 foi de R$ 616 milhões, alta de 18,4%, graças ao maior dispêndio com a manutenção.
As usinas da Raízen Energia processaram 13 milhões de toneladas de cana no trimestre encerrado em dezembro, 2% menos na comparação anual. Na safra 2018/2019, a companhia processou 59,6 milhões de toneladas, queda de também 2% sobre as 60,7 milhões de toneladas de 2017/2018.
A Cosan realiza nesta sexta-feira (15), às 15 h (horário de Brasília), teleconferência com analistas para comentar os resultados da companhia.
TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA
JBS (JBSS32) fecha capital e J&F quer ser aberta no Brasil: o que muda para o investidor em ações e debêntures na B3
22 de setembro de 2026 - 11:43DE A PARA B
Entre JBS e J&F: o xadrez financeiro dos irmãos Batista na B3
21 de setembro de 2026 - 19:37PREPAREM O BOLSO
Dividendos e JCP: empresas anunciam mais de R$ 600 milhões aos acionistas; saiba quem paga e quando receber
21 de setembro de 2026 - 19:13SINERGIAS
Fusão com a Afya pode turbinar lucro da Yduqs (YDUQ3) e deixar ação mais barata, segundo Itaú BBA; veja o possível prêmio
21 de setembro de 2026 - 17:41A PENEIRA DOS BANCÕES
Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil: BofA escolhe seu favorito na B3 — e deixa uma ação de escanteio
21 de setembro de 2026 - 15:57ALÉM DAS FRONTEIRAS
Petrobras acena com descobertas de gás na Colômbia. Aonde a estatal quer chegar?
21 de setembro de 2026 - 14:04ACESSO AO MERCADO DE CAPITAIS
J&F, dos irmãos Batista, pede registro de companhia aberta na CVM: entenda o plano da gigante para ser mais que uma holding
21 de setembro de 2026 - 11:04MAIS UM PASSO
Braskem (BRKM5) vai deixar a B3? CVM dá sinal verde para OPA. Saiba o que isso significa para os acionistas minoritários da petroquímica
21 de setembro de 2026 - 10:42MARGEM EQUATORIAL
Petrobras (PETR4) e MPF entram em briga pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Qual é o impasse?
21 de setembro de 2026 - 10:29ENTREVISTA EXCLUSIVA
Bradesco (BBDC4) está prestes a receber R$ 10 bilhões para crescer, mas não vai acelerar: “Não queremos voo de galinha”, diz CFO
21 de setembro de 2026 - 6:15COMPRA OU VENDER
Vale (VALE3) no olho do furacão? CEO da mineradora abre o jogo; Citi e Itaú BBA dizem o que você deve fazer com a ação
20 de setembro de 2026 - 13:33MERCADO USA A RÉGUA ERRADA?
Citi sobe o preço-alvo de BTG Pactual (BPAC11) e vê espaço para ação se descolar dos bancões
19 de setembro de 2026 - 16:55VAI PINGAR POR AÍ?
Porto (PSSA3), Totvs (TOTS3) e Fleury (FLRY3) colocam R$ 636 milhões em JCP no radar; veja quem tem direito
19 de setembro de 2026 - 15:47QUEM ESCOLHE QUEM FISCALIZA?
Perto do dono, longe da autonomia? O dilema da independência nos conselhos das empresas da bolsa
19 de setembro de 2026 - 12:38POR DENTRO DO NEGÓCIO
Cheque bilionário do Itaú (ITUB4) para a Eztec (EZTC3) deve impactar mercado de escritórios em São Paulo
18 de setembro de 2026 - 18:34PISOU NO FREIO
A maré virou para os bancões? Safra corta preço-alvo de Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. Ainda vale apostar em alguma dessas ações?
18 de setembro de 2026 - 16:46LOJA COMPLETA