Confissões de uma ex-“foca”
Quando você chega a uma redação como “foca” (que é como os jornalistas chamam o repórter iniciante), ninguém te explica nem mesmo onde fica o cafezinho. É como cair de paraquedas num campo minado. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Você não entende nada sobre o assunto que vai cobrir ou, se entende, […]

Quando você chega a uma redação como “foca” (que é como os jornalistas chamam o repórter iniciante), ninguém te explica nem mesmo onde fica o cafezinho. É como cair de paraquedas num campo minado.
Você não entende nada sobre o assunto que vai cobrir ou, se entende, não sabe fazer o trabalho direito. E estão todos ocupados demais para te dar atenção. Vão jogar a matéria no seu colo ou simplesmente esperar que você sugira uma boa pauta, mesmo que você não tenha nem ideia de por onde começar.
Quando eu comecei a cobrir finanças, eu nunca havia ouvido falar de home broker e tinha apenas uma vaga noção da função da taxa Selic. Meu editor me ensinou muita coisa, mas eu também tive a sensibilidade de não o sobrecarregar com as minhas dúvidas “bobas”.
Eu as distribuí harmonicamente entre os meus amigos economistas, o Google e as fontes mais pacientes - você talvez se surpreendesse com a quantidade de gente no mercado financeiro e nas universidades disposta a ficar um tempão ensinando para um jornalista como os títulos públicos são precificados. Eu também estudei, né? Porque às vezes você precisa de um livro-texto e umas aulas de verdade.
Para mim, a grande dificuldade era dar aquele passo atrás e entender a parte mais conceitual. É difícil perceber a notícia quando você não sabe o básico. Aqui no Seu Dinheiro, muitos leitores acompanham o noticiário, mas ainda não sabem direito o que fazer com aquelas informações. Nada mais normal.
Eles sabem, por exemplo, que os grandes gestores andam apostando pesado na bolsa brasileira, que a remuneração das aplicações conservadoras está ínfima com os juros baixos e que, para ganhar mais, vão ter que correr mais risco. Mas muitos ainda se veem perdidos diante da dúvida aparentemente mais óbvia: “legal, mas como é que eu começo a investir em ações, afinal?” E é claro que isso não é nada óbvio.
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É por isso que nós aqui no Seu Dinheiro queremos responder a essa pergunta de vez. Hoje eu trago para você duas matérias onde eu explico o beabá da coisa: o que são ações e quais as vantagens e riscos deste investimento, porque acredito que a primeira coisa que a gente deve saber são os conceitos; e o passo a passo para você começar a investir em ações. É agora que você dá o pontapé inicial para sofisticar a sua carteira!

Que ação comprar?
Questão de tempo
Um dos especialistas que eu tive o privilégio de entrevistar quando ainda estava aprendendo sobre análise técnica foi justamente o Fausto Botelho, um dos maiores especialistas deste tema no Brasil e colunista do Seu Dinheiro. No vídeo a seguir, ele fala da importância dos gráficos (e do tempo) para a definição dos níveis de suporte e resistência dos preços das ações. Confira.
Otimismo renovado
Depois de uma semana recheada de medidas de alívio monetário, patrocinada pelos bancos centrais ao redor do mundo, os mercados chegam à sexta-feira com o apetite para risco renovado. Hoje, por exemplo, foi a vez do BC chinês anunciar a redução de uma de suas taxas de juros de curto prazo.
E não é só a atuação dos bancos centrais que tem deixado os investidores mais otimistas. A retomada das negociações entre Estados Unidos e China também tem um impacto positivo nos mercados. Na expectativa de avanços nos termos de um acordo, as principais bolsas asiáticas fecharam em alta, tendência também vista na Europa e nos índices futuros de Nova York.
Ontem, o Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,18%, aos 104.339,16 pontos. O dólar fechou a sessão com alta de 1,44%, a R$ 4,1628. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.
Vai ficar no papel?
A venda da Eletrobras para a iniciativa privada é um dos carros-chefes do governo quando o assunto é privatização, mas agora corre risco de não sair do papel - ou, pelo menos, de ficar para depois. O problema está justamente no Congresso, onde uma parte considerável dos parlamentares ainda não abraçou a causa. Para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a equipe econômica de Bolsonaro está errando nas prioridades. Ele sinalizou outros projetos que têm mais chance de sucesso dentro do Legislativo. Entenda.
Pan, pan, pan, pan!
A abertura da Quinta Sinfonia de Beethoven (eu sei que você leu “cantando” na sua cabeça) serve para sinalizar o fim do suspense com o follow-on do Banco Pan. A instituição anunciou ontem (19) que captou R$ 1,04 bilhões na sua nova oferta de ações. A informação veio no fim da noite do mesmo dia em que o Banrisul avisou que a sua própria oferta foi para o “brejo”. Mas nem tudo são flores para o Banco Pan. O preço por ação estipulado ficou com um desconto de 9,1% em relação à cotação da ação no pregão da última quinta-feira. Saiba todos os detalhes da oferta nesta matéria.
Um grande abraço e ótima sexta-feira!
Agenda
Indicadores
- Ministério da Economia anuncia o desbloqueio de recursos do orçamento;
- Anfavea anuncia o lançamento de programas do Rota 2030
Bancos Centrais
- Banco Central faz leilão de até US$ 580 milhões, 11.600 em contratos de swap cambial reverso
- BC faz leilão de venda à vista de até US$ 580 milhões
- BC faz leilão de swap cambial tradicional em montante equivalente ao que não for vendido no leilão à vista. Caso o BC venda tudo no leilão mais cedo, esta operação não ocorrerá. Mas se vender mais de US$ 555,0 milhões na operação à vista, o restante será negociado, via swap cambial, no dia útil seguinte
- BC oferta até R$ 3 bilhões em títulos públicos em operação compromissada de três meses
- Nos Estados Unidos, discurso do presidente do Federal Reserve (Fed) de Nova York, John Williams, ganha atenção
BANCOS
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