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2019-08-22T09:34:51-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Bolsa

Ação da Telebras dispara com privatização no radar, mas não deveria

Com a alta de mais de 60% ontem na bolsa, o valor de mercado da Telebras na bolsa passou para mais de R$ 1,9 bilhão, mas os resultados da estatal nem de longe justificam toda essa euforia. E os minoritários ainda correm o risco de diluição

22 de agosto de 2019
5:57 - atualizado às 9:34
telebras satélite
Imagem: Divulgação

A notícia de que o governo incluiu a Telebras na lista de estatais a serem privatizadas deveria ser motivo de comemoração. Mas não a ponto de justificar a compra das ações da empresa na bolsa. De todo modo, essa foi a justificativa para a valorização de 61,98% das ações preferenciais (TELB4) apenas ontem.

A expectativa (ou especulação, como preferir) é que a estatal valha muito mais do que hoje nas mãos da iniciativa privada. A grande dúvida é: quanto vale a Telebras?

Com a alta de hoje na bolsa, o valor de mercado da companhia na bolsa passou para mais de R$ 1,9 bilhão. Ou seja, quem investiu nos papéis espera que um eventual interessado tenha uma avaliação ainda mais generosa.

O problema é que os resultados da estatal nem de longe justificam toda essa euforia. No segundo trimestre deste ano, a Telebras registrou prejuízo de R$ 113,9 milhões, aumento de 85,7% em relação ao mesmo período de 2018. O Ebitda (sigla para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi negativo em R$ 31,9 milhões.

Ou seja, a empresa opera no vermelho e não gera caixa. E o resultado está longe de ser isolado, já que os prejuízos se sucedem trimestre após trimestre.

Além da perspectiva de privatização, que ainda precisa percorrer um longo caminho, a única possibilidade de mudança nessa realidade vem do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

A Telebras, que é dona do satélite lançado em 2017, firmou um contrato para uso comercial da capacidade do satélite com a americana Viasat. A empresa espera que o negócio represente uma receita potencial de US$ 1 bilhão nos próximos 10 anos.

Enquanto essa promessa não se materializa, a Telebras foi autorizada no mês passado a fazer uma nova rodada de capitalização de R$ 1,175 bilhão. A União, que detém hoje 87% do capital, vai participar da operação convertendo os recursos que foram investidos na companhia em anos anteriores.

Já os minoritários terão a participação diluída se não entrarem com dinheiro no aumento de capital, que ainda terá as condições definidas em assembleia de acionistas.

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