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No setor de locação, todos os três papéis (Localiza, Unidas e Movida) estão com recomendações de compra pela casa, mas a Localiza não está na lista das preferidas do analista Victor Mizusaki

Assim como costuma fazer nas prévias de balanço das locadoras, o analista do Bradesco BBI Victor Mizusaki disse ontem (15) em relatório enviado a clientes que Movida, Localiza e Unidas devem manter o ritmo de crescimento do volume de locação de carros diário. Em suas contas, a expansão nesse segmento deve ser de 15%, 31% e 50%, respectivamente, na comparação entre o terceiro trimestre deste ano e o mesmo período do ano passado.
Todos os três papéis estão com recomendações de compra pela casa, mas os papéis preferidos do analista são Movidas e (MOVI3) e Unidas (LCAM3).
Ainda assim, Mizusaki optou por aumentar apenas o preço-alvo das ações da Unidas (LCAM3) para R$ 62 em 12 meses. Antes, o valor estava em R$ 60. Em sua justificativa, ele citou que a companhia está "no caminho para bater o consenso".
Ele destacou que a Unidas deve continuar a apresentar forte crescimento no segmento de locação de carros no terceiro trimestre deste ano com receita de R$ 254 milhões, o que representa um aumento de 51%, ante 2018.
"Essa performance é reflexo de um alto crescimento de 45% na frota de aluguel de veículos, assim como um mix de opções que podem fazer com que a média diária dos preços dos aluguéis de carros cresça 0,5%, na comparação com o terceiro trimestre do ano passado", afirmou o especialista.
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Já as projeções do analista para vendas de veículos da Unidas apontam que o número deve ficar em 16.500 carros no terceiro trimestre deste ano. A margem Ebitda, por sua vez, deve ficar em 1,7%. Tal medida mostra a eficiência da companhia na capacidade de potencial geração de caixa.
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No fechamento desta quarta-feira (16), as ações da Unidas terminaram o dia negociadas a R$ 51,05, o que representa leve queda de 0,10%.
Em seu relatório, Mizusaki disse que a Movida vai mostrar forte melhora no segmento de seminovos, que é conhecido como o seu "calcanhar de Aquiles".
De acordo com as projeções do especialista, a margem Ebitda da locadora no segmento de seminovos ainda não deve ficar positiva no terceiro trimestre deste ano, mas deve melhorar. Segundo os seus cálculos, o indicador deve ficar em -1,9%, ante os -7,2% de 2018 e os -2,7% registrados no segundo trimestre deste ano.
Com isso, ele destaca que seria o quarto trimestre consecutivo em que a margem Ebitda mostra maior eficiência, o que é bastante positivo para a empresa.
"A companhia está no caminho para alcançar o equilíbrio (breakeven) da margem Ebitda já no último trimestre deste ano ou no primeiro trimestre de 2020, o que explica a decisão de reacelerar o crescimento no setor de locação de carros", pontuou Mizusaki.
O analista disse ainda que espera que a Movida venda 14.800 carros no terceiro trimestre deste ano, ante os 8.000 do mesmo período em 2018. E no quesito preço, a locadora deve ver uma média de aumento nos preços de venda de 5,9%.
Mesmo pontuando que a companhia está com o seu valuation atrativo, Mizusaki reiterou que manteve o preço-alvo dos papéis em R$ 20.
No fechamento de hoje (16), as ações ordinárias da Movida terminaram o dia negociadas a R$ 15,01, o que representa uma queda de 0,46%.
Já ao falar da Localiza (RENT3), o analista disse que o segmento de locação de carros (RAC) e terceirização de frotas (GTF) devem ver um crescimento robusto de 31% e 20%, respectivamente, na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.
Mas ele alertou que o aumento da competição no setor junto com a participação rápida do Uber no segmento de aluguel de carros para motoristas pode reduzir o preço médio de locação dos veículos em 1% na comparação com o mesmo período de 2018.
O segmento de terceirização de frotas, por sua vez, pode ser afetado com a diminuição do custo da dívida. Ele citou que isso deve continuar a empurrar os preços para baixo em 3%, ante o mesmo período do ano passado.
No fechamento de hoje (16), as ações da Localiza terminaram o dia negociadas a R$ 44,29, uma queda de 1,78%. Com isso, a empresa fechou o pregão entre as cinco maiores baixas do Ibovespa.
Já no segmento de seminovos, Mizusaki espera que as vendas de veículos cheguem a 37.772, com um aumento da depreciação dos carros.
Por fim, o especialista disse que atualizou o valuation da companhia e que diminuiu o preço-alvo dos papéis para R$ 48, ante os R$ 49.
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