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Banco do Brasil vai praticar tarifas mais baixas para prazos de financiamento menores, enquanto o Bradesco ainda é reticente com as mudanças

Pegando carona na onda dos novos lançamentos da Caixa, o Banco do Brasil anunciou nesta terça-feira novas taxas para financiamento imobiliário, com tarifas mais baixas para prazos de financiamento menores. A mudança é válida para as linhas do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e Carteira Hipotecária (CH).
Em nota, o banco explica que as taxas de juros passam a considerar o prazo da operação escolhido pelo cliente, ou seja, quanto menor o prazo, menor será a taxa. A menor taxa de financiamento imobiliário no BB, destaca a instituição, passa a ser 7,99% ao ano.
Veja abaixo as novas faixas:
O banco lembra que nas linhas SFH e CH, o cliente também conta com os diferenciais de carência de até seis meses e a possibilidade de pular a parcela um mês por ano.
Também nesta terça o diretor executivo e de Relações com Investidores do Bradesco, Leandro Miranda, disse que o banco não teria nenhum problema de oferecer crédito imobiliário com taxas baseadas no IPCA como referência. O problema é se o mutuário gostaria de assumir o risco inflacionário por um período tão longo.
Vale lembrar que a Caixa e o Bradesco brigam pela liderança dos financiamentos imobiliários, segundo o executivo.
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Ele questiona se 12 anos atende o cliente, já que o valor da prestação ficaria elevada, e, no caso da oferta de 20, 30 anos, como é mais comum para o crédito imobiliário, o mutuário gostaria de se comprometer com a inflação por um período tão longo. Mesmo no prazo de 12 anos, segundo Miranda, que ainda não havia tomado conhecimento diretamente do anúncio da Caixa, haveria um risco inflacionário que o brasileiro talvez não queira tomar.
"Para nós, bancos, faríamos sem problemas, mas não sei se o cliente gostaria de 12 anos. Para nós acho viável porque tem proteções de inflação através de derivativos. Se quiser transformar a taxa em fixa você tem possibilidade de securitizar essa carteira de 12 anos junto a fundos de pensão e companhias de seguro. Mas atende o consumidor?", questiona Miranda.
"Vamos primeiro entender o regulamento (anunciado nesta terça). Nós temos capacidade de prover todo e qualquer produto bancário no Brasil, se tiver demanda a gente pode fazer a inflação por 12, 20, 30 anos", afirmou o executivo. "Não temos necessidade de limitar a 12 anos porque temos capital robusto", concluiu.
*Com Estadão Conteúdo.
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