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Maia lança um novo alerta para Bolsonaro em relação à reforma da Previdência
Você sabe que Jair Bolsonaro foi eleito com a promessa de “mudar tudo isso que está aí”. Mas esse discurso de campanha pode atrapalhar o governo em seu maior desafio: a aprovação da reforma da Previdência.
Assim como o capitão, 513 deputados e 54 senadores (os outros 27 cumprem o restante do mandato de oito anos) foram eleitos pela população nas eleições do ano passado. E as mudanças no sistema de aposentadorias precisam ser aprovadas por dois terços deles, em duas votações no plenário.
Não foi por acaso que as regras do jogo foram feitas dessa forma. A ideia é que qualquer alteração na Constituição somente seja feita depois de uma ampla discussão entre o governo e o legislativo.
O problema é que, passados quase dois meses do início da gestão, Bolsonaro ainda não formou uma base de apoio no Congresso. E a estratégia do governo de negociar os pontos da reforma com as chamadas bancadas temáticas, e não com os partidos, não vai dar certo.
O alerta vem de um profundo conhecedor das engrenagens do legislativo: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Em um diagnóstico bem realista da situação do governo, ele disse hoje que Bolsonaro ficou "refém" do discurso de campanha e que a nova Previdência hoje sequer passaria pelas comissões.
Maia também defendeu que o presidente e seus seguidores retomem a “guerrilha” nos grupos de WhatsApp e redes sociais na defesa da reforma, que já começa a sofrer com a proliferação de "fake news".
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As declarações do deputado foram dadas na frente de uma plateia formada por investidores e presidentes de grandes empresas em um evento aqui em São Paulo. Eu estive lá e conto pra você tudo o que Maia pensa sobre as chances de aprovação da Previdência no Congresso.
Enquanto eu acompanhava a fala do presidente da Câmara aqui em São Paulo, o Eduardo Campos cobria em Brasília a sabatina do indicado à presidência do Banco Central. Saindo do seu voto de silêncio, Roberto Campos Neto falou por quatro horas, em um discurso que soou como música para os ouvidos do mercado. A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, claro, aprovou Campos Neto para o cargo por um sonoro 26 a 0. A votação no plenário também foi um passeio: 55 votos a favor e 6 contra. Confira nesta reportagem do Edu os principais momentos da sabatina.
Quem também foi sabatinado pelo Congresso foi Jerome Powell, presidente do Federal Reserve. A fala era ansiosamente aguardada porque os investidores estavam em busca de algum sinal sobre os passos futuros do BC americano sobre a taxa de juros nos Estados Unidos. E foi só Powell reafirmar a “paciência” do Fed para os mercados respirarem aliviados. Para ele, o BC deve usar todas as suas ferramentas para garantir a expansão do PIB americano.
O alívio provocado pelo discurso de Powell e a boa impressão deixada por Roberto Campos Neto em Brasília ajudaram a manter a bolsa no azul nesta terça-feira. Mas o clima de cautela ainda prevalece, principalmente enquanto o governo não mostra avanços nas negociações da reforma da Previdência no Congresso. Saiba mais sobre o dia nos mercados, incluindo o noticiário corporativo, na nossa cobertura de mercados.
O que você faria com uma carteira de R$ 117 bilhões, que inclui ações de grandes empresas como a Petrobras? Pois essa é a prioridade de Joaquim Levy no comando do BNDES. O objetivo dele é realocar esse dinheiro para apoiar as principais linhas de atuação do banco, como o investimento em infraestrutura. Nesta matéria, eu conto detalhes dessa estratégia e também qual foi a resposta de Levy quando questionado sobre a tal “caixa preta” do BNDES.
Não é só no mercado fashion que o termo “tendências” é amplamente usado pelos profissionais. Entre os investidores, a expressão traduz o comportamento de um determinado ativo ao longo do tempo, algo que ajuda (e muito) na hora de comprar ou vender. Na mais nova coluna do Fausto Botelho, ele explica um pouco mais sobre essa ideia de tendência a partir do olhar da análise gráfica. O assunto é muito interessante e vale a sua atenção.
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