O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Ivan Sant’Anna, colunista do Seu Dinheiro e autor do livro “1929: quebra da bolsa de Nova York”, fala sobre o crash da bolsa de Nova York, que completa 90 anos
O colunista do Seu Dinheiro Ivan Sant'Anna é um dos traders mais respeitados do mundo. Com passagens pelos mercados acionários dos Estados Unidos e do Brasil, seu nome é respeitado por operadores, banqueiros, gestores e todo tipo de agente financeiro.
E não é à toa. O Ivan é conhecido por ser um dos investidores que dominam como poucos os segredos para ganhar dinheiro nos mercados, independente do cenário. Se a bolsa está subindo forte, lá está ele, correndo com os touros; se os mercados passam a cair, pode ter certeza que o mestre desponta na linha de frente dos ursos.
É claro que, para captar tão bem as mudanças na direção dos ventos é preciso ter uma bagagem imensa de conhecimento. E o Ivan, mais do que ninguém, sabe tudo sobre Wall Street.
Mas o Ivan vai além. Como se a carreira vitoriosa como trader não fosse suficiente, ele ainda tem uma segunda ocupação, igualmente bem sucedida: a de escritor. Em seus inúmeros livros e best sellers, o mestre fala sobre as entranhas do mercado financeiro e passa dicas valiosas para quem quer ganhar dinheiro — e quem não quer, não é mesmo?
Uma de suas obras primas é "1929: quebra da bolsa de Nova York", em que o Ivan faz um raio-X de um dos eventos mais turbulentos da história da economia moderna. O crash começou em 24 de outubro de 1929 — há exatos 90 anos.
Leia Também
Sabendo que o Ivan é um dos maiores especialistas do Brasil na crise de 1929, nós, do Seu Dinheiro, convidamos o mestre para uma conversa ao vivo sobre as causas e consequências desse evento traumático — você pode ver a íntegra do bate-papo, que aconteceu hoje cedo, no vídeo que está no início desse texto.
Mas já te adianto que a conversa foi muito produtivo — vou tentar resumir a nossa conversa, mas é impossível colocar em palavras todo o conhecimento passado pelo Ivan. A conversa faz parte da série de conteúdos do Seu Dinheiro sobre a crise — é só clicar aqui para acessar nossa página especial.
A crise de 1929 e a quebra da bolsa de Nova York foram eventos traumáticos para a sociedade americana e que trouxeram efeitos negativos para o mundo todo — o período pós-crash é conhecido como "a Grande Depressão".
No entanto, engana-se quem pensa que, num momento em que as bolsas derretem, todos os investidores saem derrotados. Como o Ivan conta em seu livro, quem tem a perspicácia de perceber que uma bolha está se formando e que uma onda de venda é inevitável, consegue obter lucros fabulosos.
É o caso de Joseph Kennedy — pai de John, que viria a ser presidente dos Estados Unidos. Ele viu que algo estava muito errado na disparada dos preços da bolsa de Nova York na década de 20 e tirou o pé do acelerador — mais que isso, passou a vender a descoberto, apostando na queda dos papéis. Ele fez uma fortuna.
Assim como o patriarca da família Kennedy, muitos outros conseguiram sair do crash com os bolsos cheios, atuando como ursos. Se você souber como operar dessa maneira, também poderá se dar bem nos ciclos de queda da bolsa.
O crash da bolsa de Nova York, por si só, já foi bastante traumático. No entanto, a extensão de seus desdobramentos — a crise de 1929 e a Grande Depressão que se abateu sobre o mundo nos anos posteriores — foi muito maior por causa da atuação desastrada do governo americano.
Com a queda das ações, muitas pessoas foram à falência e não conseguiram honrar suas dívidas no banco. E, como num efeito dominó, a inadimplência bancária ameaçou todo o sistema financeiro.
Mas o Federal Reserve (o banco central americano) não tentou salvar os bancos que estavam indo à bancarrota. Pelo contrário: a autoridade monetária optou por não intervir, por entender que uma menor disponibilidade de crédito iria coibir a especulação financeira — que era vista como a grande vilã do crash.
Só que, ao fazer isso, muitas instituições financeiras acabaram quebrando. E, com menos crédito na praça, as vendas se contraíram, a produção diminuiu e o desemprego aumentou — o que provocou um empobrecimento generalizado e lançou o país numa época muito dura.
As lições deixadas por 1929, no entanto, não foram esquecidas pelo governo americano. Em 2008, quando a crise do subprime voltou a ameaçar Wall Street, o Federal Reserve foi rápido no gatilho: injetou recursos na economia e resgatou diversas empresas do abismo, de modo a impedir um novo turbilhão de falências.
Não esquecer para não repetir — essa é a herança maior de 29.
É claro que, ao ver o Ibovespa nas máximas históricas e as bolsas americanas num ciclo positivo muito longo, uma semente de dúvida acaba germinando na cabeça de muita gente. Será que corremos o risco de um novo crash?
O Ivan é rápido em dispensar essa tese. Afinal, as altas prolongadas podem evocar os dias e anos que precederam 1929, mas o cenário macroeconômico é bastante diferente.
A começar pelos juros: hoje, há um cenário queda nas taxas em quase todo o mundo — inclusive no Brasil —, com muitos países já contando com taxas de juros negativas. Assim, os custos de eventuais empréstimos a serem quitados num cenário de baixa é bem menor, o que traz menos riscos ao sistema como um todo.
Além disso, o Ivan bate na tecla de que os governos aprenderam a lição de 1929 e não deixariam uma quebradeira generalizada acontecer. Assim como em 2008, a ação para evitar o efeito dominó tende a ser rápida nos momentos de maior estresse.
Em linhas gerais, o Ivan está otimista com as perspectivas para o Brasil. Isso não quer dizer que não possam ocorrer ciclos de baixa no curto e no médio prazo — afinal, há fatores de risco no horizonte, como a guerra comercial entre EUA e China. Mas, essas eventuais quedas tendem a ser limitadas: para o mestre, um crash como o de 29 está descartado.
Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto
Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes
Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática
Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje
A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses
O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa
Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir
Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis
O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora
Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos
O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII
O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados
O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, detalhou os motivos por trás da forte desvalorização do dólar e por que esse movimento pode estar perto do fim
Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA
Para os analistas, a B3 tem buscado a liderança na agenda de sustentabilidade; a ação divide o pódio de recomendações com uma varejista que pode valorizar até 44%
No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, além de avanços nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal
Volume estrangeiro nos primeiros dois meses do ano cresceu 60% em relação a 2025; só em fevereiro, gringos representaram 24% do volume negociado de fundos imobiliários
Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua
Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos