CPFL diz que setor de distribuição se prepara para novas demandas de energia
Presidente da empresa, Gustavo Estrella, disse que o desafio é preparar a estrutura para as alternativas energéticas
O presidente da CPFL, Gustavo Estrella, defendeu que a questão regulatória é o grande desafio hoje para o avanço da geração distribuída (GD) no País. "O arcabouço do setor não está preparado para receber um volume expressivo de GD", disse o executivo, destacando a participação importante dos painéis solares neste segmento, mas não exclusivamente.
Ainda conforme o executivo, o carro elétrico e geração distribuída são tendências muito claras. "O preço do carro elétrico vai baixar e a tendência é de que não em muito tempo vamos ver uma grande quantidade de carros elétricos", disse, durante evento do Credit Suisse, nesta quarta-feira. De acordo com o executivo, a estimativa é de, em 2030, termos já 2 milhões de carros elétricos no país - porcentual ainda pequeno frente à frota estimada hoje entre 40 milhões e 50 milhões.
O executivo disse que o desafio agora para o setor de distribuição de energia é preparar sua estrutura para a nova demanda. "Como que a gente recebe essa carga adicional de energia que é usada de uma forma descentralizada?", disse. De maneira geral, Estrella disse que a rede da CPFL já suportaria o crescimento da demanda projetado em 80% das suas instalações.
O gerente executivo de Estratégia da Petrobras, Rodrigo Costa, apontou o carro elétrico como uma tendência, mas que deve ser bem mais lenta no Brasil do que no restante do mundo. "O País fez uma escolha clara pelo biocombustível. Isso coloca uma escolha bem clara que o País fez em termos de mobilidade. Quando a gente olha esse espaço para veículos elétricos é entre 14% da frota em 2030, 2040, em uma frota total de veículos que pode chegar até a 80 milhões", disse.
Eólica
Estrella defendeu que o segmento renovável de energia eólica não precisa mais de subsídios do governo para se manter competitivo no País. "Fonte eólica não precisa mais de subsídio. Ela já está consolidada. Quanto menos subsídios, mais o mercado tem espaço para agir", defendeu, durante o evento.
De acordo com o executivo, no passado, tais subsídios eram fundamentais para o negócio. "Se você não conseguisse ter uma linha no BNDES para participar de um leilão de renovável, você nem aparecia no leilão. Isso está mudando", disse, defendendo que o preço do serviço deve começar a se encaixar na nova realidade. De acordo com Estrella, quando o governo coloca todos os players do mercado em um lugar e assume que eles têm riscos diferentes, distorções são criadas.
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