Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Selic estável, mas até quando?

O Copom jogou um pouco de água no chope dos mercados, mas nada que estrague a festa

O Copom não deu sinais explícitos quanto a um corte de juros no futuro, mas semeou pistas ao longo do comunicado — o que tende a diminuir a frustração do mercado

Victor Aguiar
Victor Aguiar
20 de junho de 2019
5:50 - atualizado às 11:02
Fachada do Banco Central do Brasil (BC); greve servidores
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano.Imagem: Arnaldo Jr./Shutterstock

Um clima de celebração tomou conta dos mercados brasileiros na última quarta-feira (19). O Federal Reserve (Fed) deixou a porta aberta para um corte de juros nos Estados Unidos no futuro — o que levou o Ibovespa ao nível inédito dos 100 mil pontos e derrubou o dólar à vista ao patamar de R$ 3,84.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Faltava apenas um fator para transformar essa comemoração numa festa de arromba: a decisão de política monetária do Copom, com divulgação agendada para o início da noite passada. Só que o órgão não trouxe toda a intensidade que os agentes financeiros estavam esperando.

Não é que o BC tenha estragado as comemorações, longe disso. Mas, para economistas e analistas, o tom assumido pela autoridade monetária brasileira foi menos claro do que se projetava. Nesse contexto, os ativos brasileiros até podem passar por um movimento de correção após o alívio recente, em especial a ponta curta da curva de juros, mas sem oscilações dramáticas.

O Copom manteve a taxa Selic em 6,5%, em linha com as expectativas do mercado. No entanto, o órgão bateu na tecla da aprovação das reformas da Previdência, afirmando que os riscos de frustração com as reformas são preponderantes em relação aos demais fatores de perigo no radar.

"O comunicado mostra que, sem a Previdência, [um corte de juros] não vai nem ser discutido", diz Helena Veronese, economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management. "Segue o compasso de espera, mas viramos a chave. Antes, o Copom estava muito atrelado aos dados da economia; agora, vai observar o andamento das reformas".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse tom ainda cauteloso assumido pela autoridade monetária, sem se comprometer de maneira mais efetiva com um corte de juros no futuro próximo, pode trazer frustração aos agentes financeiros que apostavam suas fichas numa postura mais explícita do BC. No entanto, o comunicado traz outros fatores que dão pistas a respeito das intenções da instituição.

Leia Também

Sinais

O balanço de riscos apresentado pelo Copom, por exemplo, não utiliza mais a palavra "simétrico", embora não tenha ganhado nenhum termo que indique uma disposição mais explícita para a redução dos juros. Além disso, a autoridade monetária reconheceu que a atividade econômica do país piorou.

E, quanto à questão da Previdência, o órgão diz julgar que "avanços concretos nessa agenda são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva". Assim, fica a dúvida: o que seriam "avanços concretos"?

Para Camila Abdelmalack, economista da CM Capital, a aprovação da reforma no plenário da Câmara, em 1º e 2º turno, pode ser considerada um progresso suficientemente forte para o BC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, caso os planos do governo sejam concretizados e a proposta receba sinal verde dos deputados antes do recesso do Congresso, no meio de julho, o Copom já poderia reagir na próxima reunião, em 30 e 31 de julho. Ela, no entanto, mantém como cenário-base a manutenção da Selic em 6,5% até o fim do ano.

"O Copom tirou do comunicado algumas frases e algumas palavras que indicavam certa cautela na condução da política monetária, deixando aberta a possibilidade de corte de juros", diz Dan Kawa, diretor de investimentos na TAG, ressaltando que o órgão associou esse movimento à aprovação das reformas.

Paralelos

Os especialistas destacam que os mercados tinham expectativas muito parecidas em relação ao Fed e ao Copom, apostando numa manutenção das taxas de juros, mas também numa sinalização de corte de juros no futuro. E, em linhas gerais, a postura do BC americano foi considerada mais clara.

É o caso de Victor Cândido, economista-chefe da Guide Investimentos. Para ele, o saldo da decisão do Fed foi bastante positivo para os mercados, uma vez que o comunicado mostrou que um dos diretores regionais da instituição — James Bullard, do diretório de St. Louis — já queria cortar as taxas nesta reunião.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, Cândido ressalta que oito membros do Fed já esperam uma redução nos juros neste ano, enquanto outros nove diretores ainda defendem a estabilidade — ao menos por enquanto. Na reunião passada, um corte de taxas não era vislumbrado em 2019.

Por outro lado, o economista da Guide pondera que o Copom trouxe poucas sinalizações, embora tenha deixado implícito que, com o avanço da agenda de reformas, "o corte vem".

"O BC está esperando as reformas, antes disso não mexe nos juros. O Fed, não: para mim, ele já corta no próximo encontro", diz Veronese, da Azimut.

E agora?

Os mercados brasileiros estarão fechados nesta quinta-feira (20) em função do feriado de Corpus Christi, retornando à ativa apenas na sexta-feira (21). E devem passar por um movimento de ajustes em função do Copom, embora sem grandes solavancos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de a autoridade monetária não ter assumido o compromisso de cortar juros já na próxima reunião, as pistas dadas ao longo do comunicado tendem a reduzir a eventual frustração dos mercados, de acordo com Cândido, da Guide. Para ele, a toada positiva dos ativos locais pode continuar no curto prazo.

"Agora, o mercado vai responder à dinâmica da reforma", afirma ele. "Os juros curtos devem abrir um pouco, mas nada demais". Os DIs com vencimento em janeiro de 2020 fecharam a quarta-feira em queda de 6,08% para 6,07%, enquanto as curvas para janeiro de 2021 subiram de 6,02% para 6,03%.

Abdelmalack, da CM Capital, também aposta num ajuste positivo nos DIs de prazo mais curto, dadas as expectativas quanto a uma sinalização mais clara em relação ao corte de juros pelo Copom. "Mas, também há o lado externo. Estaremos fechados na quinta-feira, mas há todo um contexto de guerra comercial lá fora", lembra.

Já Kawa, da TAG, acredita que a postura do Copom e do Fed devem ser suficientes para dar sustentação ao bom momento dos ativos brasileiros. "Para a bolsa, na média, juros mais baixos significam preços para cima, já que a taxa de desconto fica menor", pondera "No curto prazo, o cenário ainda é construtivo para ativos emergentes".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por fim, Veronese, da Azimut, diz que embora o Copom não tenha sido tão explícito, a pressão do mercado por um corte de juros deve continuar. "Eles deixam claro que [um ajuste] depende da reforma, e o cenário básico do mercado é de aprovação", diz ela.

No vértice longo da curva de juros, os DIs para janeiro de 2023 recuaram de 6,96% para 6,91% na quarta-feira, e os com vencimento em janeiro de 2025 passaram de 7,50% para 7,42%. O dólar à vista caiu 0,30%, para R$ 3,8492.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INFLAÇÃO VIROU ALIADA?

O FII que paga IPCA + quase 10% ao ano: por que a XP segue comprada no KNIP11

21 de abril de 2026 - 12:00

Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto

FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

NÃO É QUALIDADE

Fleury (FLRY3): os dois motivos que fizeram o BTG desistir da recomendação de compra — e quem é a queridinha do setor

17 de abril de 2026 - 18:18

Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir

OPERAÇÃO BILIONÁRIA

O mercado parou para ler: carta de Bill Ackman detalha a estratégia por trás do IPO duplo da Pershing Square

17 de abril de 2026 - 17:31

Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis

MERCADOS

Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00 

17 de abril de 2026 - 12:54

O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

Patria Malls (PMLL11) abocanha fatias de 5 shoppings enquanto tenta destravar fusão com outro FII; entenda o que está em jogo

17 de abril de 2026 - 10:55

O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII

FIIS HOJE

BTG Pactual Logística (BTLG11) aumenta dividendos em maior nível em 15 meses; confira quando o dinheiro cai na conta dos cotistas

16 de abril de 2026 - 14:41

O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados

UMA NOVA MARCA PARA A B3

Bolsa ‘quebra a banca’ com R$ 120 bilhões e bate recorde em cinco anos — e uma ação rouba a cena

16 de abril de 2026 - 12:44

O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional

SD ENTREVISTA

Dólar a R$ 4,90? Os dois motivos que explicam a queda da moeda — e por que isso não deve durar, segundo gestor especialista em câmbio

16 de abril de 2026 - 6:30

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, detalhou os motivos por trás da forte desvalorização do dólar e por que esse movimento pode estar perto do fim

NOVO TETO?

Ibovespa acima dos 220 mil pontos? O que dizem gestores com US$ 72 bilhões sob gestão

15 de abril de 2026 - 19:10

Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA

LUCROS COM ESG

Figurinha carimbada: B3 (B3SA3) é a favorita das carteiras recomendadas de ESG (de novo) – o que chama a atenção na ‘dona da bolsa’?

15 de abril de 2026 - 15:02

Para os analistas, a B3 tem buscado a liderança na agenda de sustentabilidade; a ação divide o pódio de recomendações com uma varejista que pode valorizar até 44%

MOVIMENTAÇÃO

MBRF (MBRF3) tomba quase 10% na bolsa após venda de ações em bloco por fundo árabe; entenda

15 de abril de 2026 - 14:48

No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, além de avanços nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal

DOS FIIS AOS ETFS

O gringo também gosta de FIIs: fluxo estrangeiro chega aos fundos imobiliários, e isso é bom para os cotistas; saiba quais ativos estão na mira

15 de abril de 2026 - 6:03

Volume estrangeiro nos primeiros dois meses do ano cresceu 60% em relação a 2025; só em fevereiro, gringos representaram 24% do volume negociado de fundos imobiliários

MERCADOS HOJE

200 mil pontos logo ali: Ibovespa se aproxima de novo recorde, mas Petrobras (PETR4) joga contra

14 de abril de 2026 - 16:01

Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua

NOVO PREÇO-ALVO

Não tem mais potencial? BofA e Safra rebaixam recomendação de Usiminas (USIM5) e ação recua até 3%; confira o que dizem os analistas

13 de abril de 2026 - 18:42

Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia