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2019-10-30T17:47:42-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Guerra das maquininhas

Ação da Cielo cai forte após (mais um) balanço ruim. O que dizem os analistas?

Apesar do lucro abaixo do esperado, os analistas que cobrem a empresa veem sinais de evolução da Cielo. De todo modo, ainda não recomendam a compra das ações

30 de outubro de 2019
13:15 - atualizado às 17:47
Cielo maquininha
Imagem: Reprodução

Que a Cielo publicaria mais um trimestre com resultados ruins todo mundo esperava. Mas a capacidade da companhia de surpreender até o mais pessimista dos analistas fez ações amargarem uma queda expressiva de 3,65% nesta quarta-feira (30), cotadas a R$ 7,65. Leia também nossa cobertura de completa de mercados.

A empresa de maquininhas de cartão controlada por Banco do Brasil e Bradesco registrou lucro líquido de R$ 358,1 milhões. O resultado representou uma queda de 51,7% em relação ao terceiro trimestre do ano passado e ficou abaixo das projeções do mercado.

Na tentativa de defender a liderança de um mercado com uma competição cada vez mais acirrada, a Cielo derrubou os preços – e, junto com eles, as margens. Mas o plano aparentemente começa a dar resultados diante do aumento tanto no volume de transações realizadas nas maquininhas da empresa como na base de clientes.

No resultado passado as ações da Cielo até reagiram bem a essa tendência de recuperação, mas a queda de hoje sinaliza que os investidores não estão com tanta paciência para aguardar por uma virada da companhia.

Apesar do lucro abaixo do esperado, os analistas que cobrem a empresa veem sinais de evolução. De todo modo, ainda não recomendam a compra das ações. Leia a seguir algumas indicações:

BTG Pactual: "Comprando tempo"

Recomendação: neutra

Preço-alvo: R$ 7,00

"Embora continuemos cautelosos por muitas razões (incluindo o fato de a Cielo ter dois bancos como controladores), nossa visão para as ações se tornou um pouco mais positivo... ou, digamos, menos negativo do que quando a empresa divulgou o resultado do segundo trimestre."

"A Cielo é uma grande empresa de pagamentos, mesmo para os padrões globais. Então, por que não promover uma fusão com uma grande empresa de pagamentos nos EUA? Ou com a Stone? Não há uma solução fácil. Mas, com os stakeholders aparentemente procurando uma, apostar contra as ações da Cielo pode ser perigoso."

Goldman Sachs: "Volumes maiores novamente, mas lucro continua caindo"

Recomendação: neutra

Preço-alvo: R$ 7,00

"O mercado pode apreciar o fato de o crescimento do volume da Cielo ter acelerado novamente, mas as receitas permanecem fracas e com a rentabilidade por operação em queda em razão da competição por preços."

Itaú BBA: "Resultados fracos, apesar do aumento de volume"

Recomendação: market perform (neutra)

Preço-alvo: R$ 7,50

"Apesar da surpresa positiva do volume de transações, esperamos que resultados da empresa continuem fracos, o que impede uma postura mais construtiva do mercado para a tese de investimento da Cielo."

Safra: "Resultados fracos com deterioração nos preços"

Recomendação: market perform (neutra)

Preço-alvo: R$ 8,00

"Continuamos a ver um fraco desempenho na Cielo, refletindo os impactos do ambiente competitivo mais feroz (o que afeta os preços) e a abordagem comercial mais agressiva da companhia."

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