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Decisão do Cade

Disney vai ter de ‘abrir mão’ de canal de esportes se quiser comprar Fox

Empresa anunciou a compra da Fox em dezembro do ano passado em um negócio avaliado em mais de US$ 50 bilhões

30 de janeiro de 2019
13:58 - atualizado às 14:43
ESPN x FOX
Imagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

Para aprovar a compra da Fox pela Disney, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) exige que a empresa se desfaça de canais esportivos por aqui.

A venda está em negociação entre o conselho e a Disney e a tendência é que seja firmado um acordo entre as partes. A informação é do Broadcast, do Estadão, desta quarta-feira, 30.

A Disney anunciou a compra da Fox em dezembro do ano passado em um negócio avaliado em mais de US$ 50 bilhões. No Brasil, a fusão deixa com um mesmo dono dois dos principais canais esportivos da TV por assinatura, a ESPN e a Fox Sports - apenas a SporTV, da Globosat, não seria do grupo.

O Cade tem até março para analisar o negócio. Havia expectativa de que o processo entrasse na pauta de julgamento desta quarta, 30, mas as negociações não foram concluídas e o caso só deve ser julgado em fevereiro. O conselho pode exigir que a empresa se desfaça de todos ou de apenas parte dos canais de esporte.

Restrições

Em dezembro, a superintendência geral do Cade recomendou ao tribunal do órgão que imponha restrições ao negócio por entender que a operação causa um aumento significativo na concentração no mercado de canais esportivos, e que não poderá ser aprovada da forma como foi apresentada ao conselho.

A superintendência considerou que tal concentração seria preocupante, com potencial de reduzir a qualidade e diversidade do conteúdo esportivo disponível, além de aumentar custos que poderiam ser repassados aos consumidores. "Hoje, só um concorrente de grande audiência é capaz de rivalizar com esses canais", afirmou o parecer.

Apesar disso, os técnicos consideraram que não há aumento na concentração significativo em outros mercados analisados e que há concorrentes capazes de rivalizar com a nova empresa em áreas como distribuição de filmes - assim, reprovar a operação seria desproporcional.

*Com Estadão Conteúdo

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