Mercado tem ajuste positivo na volta do feriado
Recorde triplo em Nova York, em meio à otimismo com negociações comerciais entre EUA e China, contrata ajuste positivo no mercado doméstico

O mercado financeiro doméstico volta do feriado nacional já se preparando para uma nova pausa, na quarta-feira, quando a cidade de São Paulo celebra o Dia da Consciência Negra. Ainda assim, cabem ajustes nos negócios locais ao comportamento do exterior na sexta-feira passada, quando dados fracos sobre a atividade norte-americana não impediram o Dow Jones de fazer história e fechar acima dos 28 mil pontos pela primeira vez.
Trata-se do décimo primeiro recorde do índice acionário neste ano, que subiu cerca de um mil pontos desde a máxima histórica anterior, em julho, cravando quatro semanas seguidas de valorização. Já o S&P renovou o recorde e sobe há seis semanas. O rali em Wall Street ocorreu na esteira de declarações da Casa Branca, de que Estados Unidos e China estão perto da fase um do acordo comercial.
A notícia ofuscou a queda maior que a esperada da produção industrial norte-americana em outubro, de -0,8%, no declínio mais acentuado desde maio de 2018, ante previsão de -0,5%. A greve na GM afetou o resultado. Já as vendas no varejo dos EUA se recuperaram da queda em setembro e subiram 0,3% no mês passado, conforme previsto, mas os números mostram que os consumidores frearam os gastos antes da temporada de festas.
Assim, enquanto alimentam esperanças de que as duas maiores economias do mundo estão caminhando em direção a um acordo capaz de aliviar as tensões comerciais e criar um cenário mais promissor para o crescimento econômico em 2020 e além; os investidores ignoram a deterioração da atividade. Ou seja, o mercado financeiro ainda parece pouco reativo aos sinais de desaceleração adicional da economia global.
O problema é que apesar do recente entusiasmo de Wall Street, não há sinais concretos de um acerto entre EUA e China nem do que conteúdo desta primeira fase do acordo. As recentes negociações comerciais apontam para dificuldades em se alcançar algo mais concreto e estrutural. Ao esticar a valorização dos ativos de risco, o mercado vê o cenário econômico à frente em um patamar saudável, mas isso pode mudar caso haja uma perda de tração mais acentuada da atividade.
Mercado mostra resiliência
A notícia espalhada pelo assessor econômico Larry Kudlow na última sexta-feira sobre progresso na fase um do acordo comercial também embalou os negócios na Ásia hoje, ofuscando a escalada da tensão em Hong Kong, que parecia um campo de batalha após um domingo de protestos violentos, com confrontos entre manifestantes e a polícia local.
Leia Também
Manifestantes lançaram bombas de gasolina contra veículos blindados da polícia, que pegaram fogo. Como consequência, a polícia ameaçou responder com munição real para combater os manifestantes. Um dia antes, no sábado, o governo chinês enviou soldados do Exército ao território da ex-colônia britânica, em uma ação inédita desde 1997.
Ainda assim, o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, fechou em alta de 1,25%, motivado pelos recorde triplo das bolsas de Nova York na sexta-feira passada. Xangai subiu 0,6% e Tóquio avançou 0,5%. O foco do mercado nesta semana ainda estará nas discussões comerciais entre EUA e China, além de atualizações sobre Hong Kong.
As esperanças de que as duas maiores economias do mundo possam progredir na tentativa de um acordo comercial antes que novas tarifas entrem em vigor, em meados do próximo mês, mantém os investidores dispostos a comprar ativos de risco. Os índices futuros das bolsas de Nova York e da Europa seguem no azul nesta manhã.
Nos demais mercados, o petróleo avança, em meio à queda do dólar, enquanto o rendimento dos títulos norte-americanos estão estáveis. Destaque para os ganhos da libra esterlina, em meio às discussões sobre as eleições, e para a queda do yuan chinês, após o Banco Central local (PBoC) reduzir os custos de empréstimo pela primeira vez dede 2015.
Com isso, o mercado doméstico volta do fim de semana prolongado dedicando-se aos ajustes positivos por causa do rali em Nova York na última sexta-feira. O desempenho tende a blindar o país de protestos na Bolívia e detenções na Venezuela, em meio à turbulência na América Latina, com os investidores otimistas com os sinais da economia brasileira.
Semana tem agenda fraca
A agenda econômica desta semana está bem mais fraca, tanto no Brasil quanto no exterior. Por aqui, o destaque fica com a prévia da inflação oficial ao consumidor brasileiro (IPCA-15), que sai na sexta-feira. Até lá, o calendário doméstico traz poucas divulgações relevantes.
Hoje, saem as tradicionais publicações do dia no Brasil, a saber, a Pesquisa Focus (8h25) e os dados semanais da balança comercial (15h). Lá fora, o calendário econômico também está esvaziado, inclusive já nesta segunda-feira. Nos próximos dias, serão conhecidos dados do setor imobiliário nos EUA e sobre a atividade industrial e de serviços no país.
Mas o destaque fica com a ata da reunião de outubro do Federal Reserve, quando indicou interrupção no ciclo de cortes dos juros. O documento será conhecido na quarta-feira, quando os negócios na B3 estarão fechados hoje. Com isso, não haverá pregão na Bolsa brasileira nem no mercado de juros futuros. Já o dólar opera no dia com menor liquidez.
MAIS INCERTEZA COM 'ONDA AZUL'
A guerra no Irã vai acabar? O que as eleições nos EUA podem mudar no preço do petróleo
5 de novembro de 2026 - 19:37DA FESTA AO ENTERRO
‘Onda azul’ na urna, ‘onda vermelha’ na bolsa: o fantasma que derrubou Wall Street após a vitória democrata
5 de novembro de 2026 - 19:09PROMOÇÃO?
Fundos imobiliários vivem maior desconto da história. Pechincha ou armadilha?
5 de novembro de 2026 - 18:01AÇÃO DO MÊS
É hora de ser defensivo: veja a ação mais recomendada para proteger a sua carteira no pós-eleição
5 de novembro de 2026 - 11:57REFORÇO NO CAIXA
Fundo imobiliário pode embolsar R$ 160 milhões com venda de fatias de shoppings; veja ganho por cota
5 de novembro de 2026 - 9:15REAÇÃO AO RESULTADO
Nem todo mundo quer comprar Itaú: por que ITUB4 ainda não convenceu todos os analistas após o 3T26
4 de novembro de 2026 - 16:23VIRADA HISTÓRICA
‘Onda azul’ faz Wall Street disparar, mas vitória democrata pode trazer nova dor de cabeça para Trump
4 de novembro de 2026 - 14:01VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?