Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Brasil com “P”

Previdência e Petrobras são temas que inspiram cautela dos investidores, após o estresse dos ativos brasileiros na última sexta-feira

Olivia Bulla
Olivia Bulla
15 de abril de 2019
5:31 - atualizado às 9:53
Política tem sido o principal foco de incerteza no mercado recentemente

A semana encurtada por um feriado na sexta-feira no Brasil e no mundo começa com a atenção do mercado doméstico concentrada em dois temas (que começam com a letra “p”): Previdência e Petrobras. É grande a expectativa pela votação do parecer da reforma nos próximos dias, mas muitas são as dúvidas sobre a aprovação da proposta na CCJ até quarta-feira, diante das disputas políticas (outro “p”) entre Legislativo e Executivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, os investidores monitoram o noticiário envolvendo a estatal petrolífera, após a decisão do presidente Jair Bolsonaro de suspender a elevação de 5,7% no preço do diesel. As ações da Petrobras caíram em torno de 8%, cada, na última sexta-feira, perdendo R$ 32 bilhões em valor de mercado e refletindo o aumento da incerteza em relação à política de preços da companhia (leia mais abaixo). Mas, segundo o ministro Paulo Guedes (Economia), “uma conversa conserta tudo”.

Mas não é apenas no campo econômico que tem ficado evidente a falta de traquejo do presidente. Durante o fim de semana, ele precisou se explicar ao povo judeu, pedindo desculpas em carta aos israelenses, ao mesmo tempo em que é classificado como persona non grata em Nova York, onde uma homenagem a ele no próximo mês no Museu de História Natural tem causado “profunda preocupação”.

Primeiro o mais vantajoso

Em meio a tantos reveses, em âmbito interno e externo, é praticamente certo que o Legislativo deve dar prioridade à pauta de interesse dos parlamentares para, depois, tratar da reforma da Previdência. O colegiado da CCJ reúne-se hoje (14h) para discutir a proposta sobre novas regras para aposentadoria, mas o debate deve ser adiado.

Deputados querem primeiro apreciar a proposta sobre o Orçamento impositivo, que engessa as contas do governo ao liberar as emendas. O tema deve ter livre trânsito na CCJ, sendo aprovado com rapidez e não deve ser essa apreciação que irá atrasar o andamento da Previdência. Tudo vai depender, então, do diálogo do governo com os partidos políticos para avançar a reforma para a próxima etapa, na comissão especial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Centrão, que estava disposto a barrar a proposta ainda na CCJ, disse que vai fechar questão a favor, desde que o Orçamento impositivo seja votado primeiro. Já a oposição pode continuar fazendo barulho, sem conseguir ir muito longe. Há chances, portanto, de votação do parecer da Previdência ainda nesta semana, mas o cronograma é apertado.

Leia Também

As atividades no Legislativo começam amanhã e param no dia seguinte, uma vez que quinta-feira é ponto facultativo. Portanto, nem mesmo o calendário ajuda na tramitação da reforma no Congresso, com muitos feriados e festividades neste primeiro semestre, ao passo que o governo parece causar mais problemas do que a própria oposição.

“Dilmou”

Às incertezas sobre a tramitação da nova Previdência na Câmara soma-se o desconforto do mercado financeiro com a interferência do governo Bolsonaro na decisão da Petrobras de adiar o aumento do diesel. Os investidores, estrangeiros, principalmente, ficaram com uma sensação de déjà vu, já que a prática era comum no governo Dilma, represando o reajuste.

Houve, portanto, o receio de uma volta da política de controle de preços dos combustíveis. Por um lado, há quem critique a falta de sensibilidade da Petrobras, que anunciou de uma só vez uma reajuste de quase 6%, em meio a ruídos de nova greve dos caminhoneiros; por outro, há quem diga que ficou evidente a necessidade de privatização da estatal petrolífera.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seja como for, o mal-estar com a política ficou generalizado. Tanto nas relações do Executivo com o Legislativo quanto na credibilidade do mercado financeiro no viés liberal do capitão reformado do Exército. Por ora, os investidores mantêm o benefício da dúvida e não embutiram nos ativos brasileiros um fracasso na agenda liberal-reformista do governo.

O voto de confiança se dá, basicamente, por causa do ministro Paulo Guedes. Ele voltou ontem ao Brasil e deve conversar hoje com o presidente (16h). Ainda assim, a piora no sentimento local com o cenário político pode começar a levantar suspeitas sobre quais são as chances de práticas intervencionistas do governo e de aprovação da reforma da Previdência neste ano.

Operando “no gogó”

Enquanto o mercado doméstico pode começar a revisar as expectativas embutidas nos preços dos ativos desde a definição das eleições presidenciais, em outubro do ano passado, o presidente norte-americano, Donald Trump, tenta calibrar as expectativas em Wall Street e disse que o mercado acionário poderia estar “5 a 10 mil pontos” mais alto, não fosse as altas nos juros promovidas pelo Federal Reserve.

Depois de “ajudar” o Fed a se convencer de que o ciclo de aperto monetário tinha ido longe demais em 2018, após quatro aumentos, Trump está destinado, agora, a fazer a autoridade reverter a política e iniciar um processo de corte de juros neste ano, com um novo programa de afrouxamento monetário, o que seria um “QE4”. E as declarações vindas da Casa Branca ocorrem em meio às escolhas de nomes para ocupar assentos vagos no Fed.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É válido lembrar que o principal índice acionário na Bolsa de Nova York, o Dow Jones, está muito próximo da máxima histórica, perto dos 27 mil pontos, com alta de 35% desde a eleição de Trump, em novembro de 2016. O outro índice acionário, o S&P 500, está a 1% do topo recorde. Mas para o presidente, essa valorização não é suficiente...

Porém, a reação em Wall Street à fala de Trump se dá em sentido oposto. Ao invés de animar os negócios, os investidores mostram preocupação com uma nova “interferência” de Trump na política monetária independente do Fed. Com isso, os índices futuros das bolsas de Nova York estão na linha d’água, com um leve viés negativo.

Por lá, os investidores estão à espera da divulgação de mais balanços trimestrais, com o Goldman Sachs e o Citigroup anunciando os números hoje. Amanhã, é a vez do Bank of America. Na Europa, as principais bolsas também sofrem para firmar uma direção, após uma sessão mista na Ásia, onde Tóquio subiu (1,4%), mas Hong Kong (-0,2) e Xangai (-0,3%) caíram.

Os dados de crédito na China reforçam os sinais de estabilização da segunda maior economia do mundo, somando-se aos números da balança comercial em março, enquanto os investidores aguardam novidades sobre a guerra comercial. Segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, o progresso nas negociações continuam, “aproximando-se de uma rodada final para concluir as questões”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

China é destaque na agenda

Aliás, a agenda econômica desta semana traz como destaque dados de atividade na China, entre eles, o Produto Interno Bruto (PIB) do país nos três primeiros meses deste ano, na noite de terça-feira. Os números sobre a atividade (varejo e indústria) e os investimentos em ativos fixos em março, a serem conhecidos no mesmo dia, podem dar pistas sobre a intensidade da desaceleração da segundo maior economia do mundo no início de 2019.

No mesmo dia, pela manhã, saem o desempenho da produção industrial nos EUA em março e o índice de preços ao produtor brasileiro (IPP) em fevereiro. Aliás, o calendário doméstico está bem fraco nesta semana, sem destaques. Já nesta segunda-feira serão conhecidos o primeiro IGP de abril, o IGP-10 (8h), o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) e o relatório de mercado Focus, ambos às 8h30.

Essas divulgações merecem atenção por lançar luz sobre a expectativa em torno da recuperação econômica, em meio à perda de tração da atividade no início de 2019. Da mesma forma, destaque também para os índices preliminares sobre a atividade nos setores industrial e de serviços na zona do euro em abril, na quinta feira, diante da economia sem brilho na região da moeda única.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FII EXPERIENCE 2026

‘O jogo dos FIIs mudou completamente’: Luiz Augusto, sócio fundador da TRX, conta a estratégia da gestora para crescer na nova fase do mercado

27 de março de 2026 - 14:12

O setor caminha para uma redução no número de fundos imobiliários e um foco em veículos maiores, mais robustos e líquidos

DINHEIRO NA CONTA

Renda extra vai pingar: B3 (B3SA3) pagará R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio — até quando investir para ter direito?

27 de março de 2026 - 13:11

Data máxima para investir nas ações da B3 e ter direito ao pagamento se aproxima; confira o valor por ação e o calendário para a renda extra cair na conta

VEJA DETALHES DO BALANÇO

Azul (AZUL53) tem prejuízo 330% maior em 2025 e projeta ‘voo eficiente’ para este ano

27 de março de 2026 - 12:57

Companhia reporta lucro de R$ 125 milhões no ano passado após prejuízo bilionário em 2024, enquanto resultado ajustado aponta perda de R$ 4,3 bilhões; veja os números

FII EXPERIENCE 2026

FIIs de shopping centers estão com os dias contados? Gestores dizem que não — e a reforma tributária é um dos motivos

26 de março de 2026 - 19:58

Durante evento FII Experience, gestores dizem que o mercado ainda não percebeu os valores patrimoniais desses ativos, que seguem descontados na bolsa

QUEM LEVA ESSA?

Na mira do dinheiro gringo: Goldman elege o Brasil entre emergentes e revela as ações para lucrar

26 de março de 2026 - 18:15

Apesar da fuga de US$ 44 bilhões dos emergentes, país atrai capital e pode se beneficiar quando o cenário virar; veja onde investir, segundo o banco

IMERSÃO MONEY TIMES

“Para quem estava com medo da bolha em IA, agora é hora de entrar”: tensão global derruba ações e abre ponto de entrada

26 de março de 2026 - 16:00

Em painel do evento Imersão Money Times, especialistas apontaram que a correção recente no mercado de IA abriu espaço para novos investimentos; veja como se expor

O MOTOR DO PREGÃO

Petrobras (PETR4) descobre novo poço, mas rali vem de fora e puxa petroleiras em bloco na bolsa

26 de março de 2026 - 13:50

Movimento do dia vai além do noticiário da estatal — e ajuda a explicar o comportamento do setor

UM ATIVO, UMA INQUILINA

Vinci Logística (VILG11) quer pagar R$ 56,1 milhões pelo único ativo de outro FII de logística; entenda a operação

26 de março de 2026 - 12:40

O empreendimento está localizado em Pernambuco e, atualmente, é ocupado por apenas uma inquilina

HASTA LA VISTA, BABY

Nova carteira: 4 ações devem dar adeus ao Ibovespa em maio, segundo Itaú BBA, e IRB(Re) (IRBR3) é uma delas

25 de março de 2026 - 15:10

Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo

PARA IR ÀS COMPRAS

Renda passiva: Allos (ALOS3) anuncia pagamento de R$ 438 milhões em JCP e dividendos; veja datas e valores por ação

25 de março de 2026 - 11:02

Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito

SINAL VERDE PARA INVESTIR

Itaúsa (ITSA4): ‘presente’ de R$ 8,7 bilhões e outros dois gatilhos podem impulsionar a ação, diz Bradesco BBI; o que está em jogo?

23 de março de 2026 - 19:57

Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026

ENTENDA O MOVIMENTO

Maior alta do Ibovespa: por que as ações da MBRF (MBRF3) dispararam hoje e o que Trump tem a ver com isso

23 de março de 2026 - 17:44

Movimento reflete esperança de reabertura de mercados no Oriente Médio, região chave para a empresa

VEJA DETALHES DO NEGÓCIO

Parceria bilionária entre Cyrela (CYRE3) e Helbor (HBOR3) anima mercado e agrada BTG, mas há um ‘porém’; veja qual e o que fazer com as ações

23 de março de 2026 - 14:36

Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado

5° MELHOR DIA DESDE 2021

Trégua na guerra dá fôlego ao Ibovespa, que salta mais de 3%, enquanto dólar cai a R$ 5,2407; apenas uma ação ficou no negativo

23 de março de 2026 - 12:13

Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda

OS DESTAQUES DA SEMANA

Após ‘cumprir profecia’, Eneva (ENEV3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Minerva (BEEF3) é ação com pior desempenho na semana

21 de março de 2026 - 16:00

Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim

CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia