🔴 TOUROS E URSOS: A AÇÃO QUE QUASE DOBROU E FOI UM TOURO EM 2025 – ASSISTA AGORA

Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Uma reforma robusta

Ministro da Economia, Paulo Guedes, sai vitorioso e consegue emplacar idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres na reforma da Previdência

Olivia Bulla
Olivia Bulla
15 de fevereiro de 2019
5:30 - atualizado às 9:57
Enquanto isso, no exterior, presidente Donald Trump vai declarar emergência para construir muro na fronteira

Deu coluna do meio. O governo irá propor aposentadoria aos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com prazo de transição de 12 anos. Essas palavras foram suficientes para animar o mercado financeiro ontem, trazendo o principal índice da Bolsa brasileira (Ibovespa) de volta aos 98 mil pontos e aproximando o dólar da faixa de R$ 3,70.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os investidores comemoraram que, enfim, tornou-se pública as pretensões do governo em relação a uma reforma da Previdência mais ampla. Mais que isso, os ativos locais celebraram o pulso firme do ministro da Economia, Paulo Guedes, que saiu vitorioso na disputa contra a ala política e o próprio Palácio do Planalto.

As idades mínimas definidas são um “meio-termo” entre a vontade do presidente Jair Bolsonaro, que defendia 62 anos para eles e 57 para elas, e a da equipe econômica. Havia uma proposta ainda mais difícil na mesa, já que Guedes queria igualdade em 65 anos e uma transição menor. O presidente pensou em 60 anos para elas e uma transição maior.

Mas Guedes conseguiu convencer Bolsonaro dos riscos fiscais ao país, caso a idade mínima fosse menor e o prazo, maior. E o mercado doméstico não esperava um aval do presidente para um projeto mais agressivo, especialmente após alguns vazamentos de uma proposta mais fraca.

Curva de aprendizado

O governo evitou cravar qual deve ser o impacto fiscal, mas sabe-se que Guedes lutaria por uma proposta capaz de garantir uma economia de R$ 1 trilhão aos cofres públicos em cerca de dez anos. A proposta do governo para a reforma da Previdência deve chegar ao Congresso na próxima quarta-feira, quando serão divulgados os detalhes do texto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No mesmo dia, o presidente Bolsonaro deve fazer um discurso à nação para explicar a proposta. É aí, então, que começa o jogo. Agora, o desafio do governo é equilibrar os ruídos no processo de aprovação da reforma até a votação final. Nesse caminho, pode haver diluição do texto ou fricção da base aliada, que ainda precisa ser formada.

Leia Também

Ainda resta ao governo administrar a política interna tumultuada pelo caso Bebianno. O suposto envolvimento do então presidente do PSL durante as eleições de 2018 e atual secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, em esquemas de “candidaturas laranjas” gerou a primeira crise do Executivo, após 45 dias de mandato.

É fato que existe uma curva de aprendizado do novo governo, oriundo de um grupo político que nunca esteve no poder. Mas os ruídos políticos causados pelo tema afetaram a dinâmica dos ativos locais ontem. Tanto que, pela manhã, o dólar aproximou-se da marca de R$ 3,80, em meio à declarações contundentes e dos bastidores sobre o caso Bebianno.

Mas no fim do dia, o mercado doméstico ignorou essas rixas - e até mesmo ameaças veladas - e reforçou o otimismo que têm prevalecido entre os investidores - locais, principalmente - impulsionando os ativos. A reação negativa pela manhã comparada com o rali a tarde mostra que o sentimento nos negócios segue de alta (bullish).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sem shutdown

Já nos Estados Unidos, quem dará a palavra final é Donald Trump. O presidente norte-americano vai declarar “emergência nacional” hoje (13h) para financiar a construção de um muro na fronteira com o México, após o acordo selado entre democratas e republicanos no Congresso não ter sido suficiente para financiar toda a obra.

Como o acordo não inclui toda a verba de US$ 5,7 bilhões para a construção, Trump vai recorrer à declaração para usar recursos sem a aprovação do Congresso e forçar o início da obra. Com a medida, Trump não precisa rejeitar o Orçamento aprovado no Senado, evitando uma nova paralisação do governo (shutdown).

A Câmara avaliou a decisão de Trump como um “abuso grosseiro de poder”, mas também aprovou a lei que mantém a administração federal funcionando. O texto segue, agora, para sanção de Trump. Ao declarar emergência nacional, ele deve deslocar recursos aprovados para ajudar Porto Rico e 12 estados norte-americanos, entre eles Califórnia e Texas.

Política pesa mais

O aviso feito pela Casa Branca inverteu o sinal positivo que prevalecia nas bolsas de Nova York ontem, pouco antes do fechamento da sessão, e esse sinal negativo se mantém em Wall Street nesta manhã. Os investidores estão temerosos de que a postura dura de Trump, de forçar a construção do muro, pode não funcionar nas negociações com a China.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aliás, as principais bolsas asiáticas encerram em queda firme, de quase 2% em Hong Kong e de mais de 1% em Tóquio e em Xangai, em meio à espera do desfecho das negociações entre EUA e China, em Pequim. Os investidores estão receosos do impacto da disputa entre as duas maiores economias do mundo no crescimento econômico global.

Os dados fracos do varejo norte-americano em pleno mês de Natal, com as vendas registrando a maior queda desde setembro de 2009, reacenderam o medo de recessão nos EUA. Para o órgão que calcula o desempenho do setor, a tensão comercial sino-americana e o shutdown afetaram o resultado do comércio no período.

Mas o tempo está passando e o prazo final para o fim da trégua tarifária entre EUA e China está se aproximando, ainda sem sinais de um acordo. Questões-chave relacionadas à tecnologia chinesa e às políticas de comércio do país seguem em aberto. Com isso, os investidores ficam na defensiva e buscam proteção em ativos seguros.

O dólar mede forças em relação às moedas rivais, mas perde terreno para o iene japonês, ao passo que o petróleo ensaia alta, com o barril do tipo WTI cotado acima da faixa de US$ 54. Já o rendimento (yield) do título norte-americano de 10 anos (T-note) segue ao redor de 2,65%, depois de afundar ontem, na esteira do varejo fraco nos EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja, tanto no Brasil quanto no exterior, o problema parece ser a visão muito otimista dos mercados, seja em relação à aprovação da reforma da Previdência, seja em relação às negociações entre EUA e China ou entre republicanos e democratas. E há espaço para decepções no curto prazo, pois, por ora, as incertezas permanecem.

Mais dados de atividade

Novos indicadores sobre o ritmo da atividade econômica pelo mundo serão conhecidos nesta sexta-feira. No Brasil, o Banco Central publica o IBC-Br de dezembro e a expectativa é de estabilidade no dado mensal, após os números decepcionantes sobre o desempenho dos setores industrial, de serviços e do varejo no período.

Com isso, o Produto Interno Bruto (PIB) do país no quatro trimestre de 2018 deve ser muito fraco, com a economia brasileira devendo registrar um crescimento modesto no acumulado do ano passado, talvez até abaixo de 1%. Os dados efetivos do BC serão conhecidos às 8h30. Antes, às 8h, sai o primeiro IGP deste mês, o IGP-10.

Já no exterior, o dia começa com dados da balança comercial na zona do euro em dezembro (8h) e traz como destaque a produção industrial nos EUA em janeiro (12h15). Também será conhecido o desempenho regional da indústria em Nova York (11h30), além da leitura preliminar sobre a confiança do consumidor norte-americano neste mês (13h).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

TOUROS E URSOS #253

Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro

24 de dezembro de 2025 - 8:00

Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira

AINDA MAIS PRECIOSOS

Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?

22 de dezembro de 2025 - 12:48

No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%

BOMBOU NO SD

LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

21 de dezembro de 2025 - 17:10

Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana

B DE BILHÃO

R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista

21 de dezembro de 2025 - 16:01

Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias

APÓS UMA DECISÃO JUDICIAL

Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana

21 de dezembro de 2025 - 11:30

O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo

DESTAQUES DA SEMANA

Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques

20 de dezembro de 2025 - 16:34

Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas

OS MAIORES DO ANO

Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking

19 de dezembro de 2025 - 14:28

Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar