Menu
2019-07-12T06:49:24-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
a bula do mercado

Investidores controlam euforia com reforma

Ativos devem seguir em compasso de espera à espera de votação de destaques

12 de julho de 2019
6:49
selo bula do mercado
Imagem: Seu Dinheiro

O empenho de Rodrigo Maia (DEM/RJ) e seus aliados foi insuficiente para encerrar a votação dos destaques à proposta de emenda constitucional (PEC) da reforma da previdência. A ideia original, lembremos, era terminar a votação dos destaques já na quarta-feira, mesmo dia da aprovação do texto-base, e talvez concluir os dois turnos de votação da medida na Câmara dos Deputados ainda esta semana.

Foi a percepção de que se tratava de um otimismo excessivo que ontem levou os investidores a segurarem a euforia em relação aos ativos financeiros locais e aguardarem o desfecho da votação dos destaques. O índice Ibovespa recuou depois de cinco altas seguidas, incluídos três recordes no nível de fechamento, enquanto os mercados de câmbio e de contratos futuros de juros da dívida chegaram ao ajuste sem grandes alterações na comparação com a véspera.

Tanto o otimismo era demais que a Câmara passou a quinta-feira inteira dedicada aos destaques e ainda restaram seis para serem votados hoje, em sessão convocada para as 9h pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que provavelmente será visto - para o bem e para o mal - como um dos grandes artífices de uma reforma no sistema previdenciário cujo resultado deve ser bem mais tímido do que o alardeado.

Economia com reforma será menor que a esperada

De acordo com o Instituto Fiscal Independente (IFI), considerado referência no estudo de políticas fiscais no Brasil, a economia total com a reforma da previdência conforme aprovada na quarta-feira atingiria R$ 744 bilhões, bem abaixo da tentativa original do governo de emplacar uma reforma de R$ 1,2 trilhão. O número também é inferior aos valores até poucas semanas atrás considerados positivos pelo mercado, de uma economia entre R$ 800 bilhões e R$ 850 bilhões. E de acordo com os destaques aprovados ontem, mais alguns bilhões ficaram e muitos outros ainda ficarão pelo caminho à medida que a votação dos destaques avançar.

Além da economia bem inferior à esperada, os investidores devem estar atentos ao calendário apertado para o encerramento da tramitação da reforma na Câmara antes do início do recesso parlamentar, marcado para 18 de julho. A não ser que ao término da votação dos destaques Maia consiga apoio para contornar o interstício - o intervalo regimental de cinco dias entre os primeiro e segundo turnos de votação na Câmara -, a conclusão do trâmite da reforma por lá corre o risco de ser adiada para agosto.

Antes da euforia dos últimos dias, muitos agentes do mercado financeiro afirmavam que já se dariam por satisfeitos se a reforma da previdência chegasse ao recesso parlamentar aprovada apenas em primeiro turno.

A expectativa para hoje é de que os ativos financeiros locais iniciem a sessão de lado - salvo por papéis específicos sob impacto de variáveis alheias à reforma - enquanto a Câmara lida com os destaques para votação em separado.

Recordes em Wall Street trazem alívio

Os ventos vindos de fora, entretanto, são positivos. As bolsas de valores asiáticas encerraram a semana em alta, aproveitando-se principalmente dos fechamentos em níveis recorde registrados ontem em Wall Street. Os mercados de ações europeus também iniciaram o dia no azul, enquanto os índices futuros de Nova York sinalizavam alta.

Apesar de os preços das ações estarem em níveis recordes não apenas no Brasil e nos Estados Unidos, mas em diversas bolsas de valores europeias e asiáticas, os principais bancos centrais sinalizam com o iminente início de uma nova rodada de afrouxamento monetário.

Em seus testemunhos perante a Câmara e o Senado dos Estados Unidos no decorrer desta semana, o presidente do Federal Reserve, o banco central norte-americano, Jerome Powell, deixou claro que a política de guerra comercial de Donald Trump é o principal fator de instabilidade por trás deste movimento.

Analistas observam que o Fed não corta juros há uma década e não há fatores internos que justifiquem alívio monetário, uma vez que o desemprego visível flerta com os níveis mais baixos em meio século e dados como os de vendas no varejo e consumo das famílias encontram-se em níveis considerados saudáveis.

Além das incertezas provocadas pelos conflitos comerciais deflagrados por Trump contra os principais parceiros dos Estados Unidos, Powell alertou para a preocupação com o elevado nível de gastos por parte do governo norte-americano.

Tais condições somadas à desaceleração da economia global e aos temores de um novo congelamento de gastos em meio aos persistentes desentendimentos entre democratas e republicanos no Congresso dos EUA antecipam o iminente início da primeira rodada de afrouxamento monetário do Fed em 10 anos.

Em termos de indicadores, a atenção se volta para os dados do índice de preços ao produtor norte-americano em junho, com divulgação prevista para as 9h30.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Balanço da covid no país

Brasil supera Itália em número de mortes por coronavírus e chega a 33.884

O Brasil registrou 33.884 mortes provocadas pelo coronavírus até agora. Há 612.862 casos confirmados da doença em todo o país

coronavírus na energia

Copasa prorroga pagamento de contas devido à pandemia

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que prorrogou os prazos das medidas de auxílio aos clientes, a fim de minimizar os impactos à população devido à pandemia do novo coronavírus

seu dinheiro na sua noite

Licença para gastar

Na crise financeira de 2008, as autoridades dos países desenvolvidos se encontraram diante de um dilema: era certo usar dinheiro público para salvar os bancos que estavam à beira da falência? Se por um lado eles foram os grandes culpados pelo próprio destino, por outro os efeitos colaterais de uma quebradeira no sistema financeiro afetariam […]

Recorde histórico

Em meio à pandemia, poupança tem captação líquida recorde de R$ 37,201 bilhões em maio

Este é o maior volume de depósitos líquidos em um único mês em toda a série histórica do BC, iniciada em janeiro de 1995

Bolsa imparável

Ibovespa sobe pelo quinto dia, desafiando até mesmo o tom mais cauteloso no exterior

O Ibovespa contrariou a tendência global e fechou em alta, aproximando-se do patamar dos 94 mil pontos. O tom mais cauteloso visto lá fora só foi sentido no mercado de câmbio, com o dólar à vista subindo e voltando a R$ 5,13

MP 936

Maia avalia que desoneração de folha evita mais desemprego na crise

Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a prorrogação da desoneração da folha de pagamento até o fim de 2021, como proposto no texto da medida provisória 936 aprovada pela Câmara, vai evitar um impacto de R$ 10 bilhões nos custos de mão de obra de 17 setores

Efeito covid

Busca por passagem aérea no Brasil atinge mínima histórica no Google

Diante de pandemia que deixou aéreas sem operação e impôs isolamento, as buscas por passagem aérea no Brasil atingiram o menor nível histórico no Google

Marink Martins: In GOLD we trust

Marink Martins vai apresentar o que se passa na mente dos principais investidores internacionais, condensando a avaliação de quem já esteve a frente da tesouraria de grandes bancos nos EUA e no Brasil.     Sem opções rentáveis na renda fixa, todos querem alternativas seguras. Agora, Marink Martins compartilha exclusivamente com você qual poderá ser a […]

Bruno Bianco

Meta é incluir informais no mercado formal no pós-pandemia, diz secretário

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, afirmou que o governo federal estuda como incluir no mercado formal a população de trabalhadores informais que precisou recorrer ao governo federal para receber o auxílio emergencial de R$ 600

Pré-sal

Com vinda de navios-tanque, Petrobras eleva capacidade de escoamento do pré-sal

A Petrobras recebe na próxima semana a primeira de quatro embarcações previstas para este ano para escoar a produção das plataformas do pré-sal

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements