O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Bolsas da Ásia têm fortes perdas e moeda chinesa quebra barreira do nível-chave de 7 yuans por dólar, em meio ao agravamento da tensão comercial entre EUA e China
A primeira semana cheia de agosto começa com o mercado financeiro ainda sentindo o baque sofrido nos primeiros dias do mês, quando Donald Trump reativou a guerra comercial contra a China menos de 24 horas após o Fed decepcionar e não indicar um ciclo de cortes nos juros dos Estados Unidos. E os negócios locais devem seguir reféns do cenário internacional, enquanto aguardam novidades sobre a reforma da Previdência.
As principais bolsas asiáticas registraram duras perdas - as maiores desde março - com Tóquio cedendo 1,7% e Xangai caindo 1,6%, enquanto o yuan chinês (renminbi) quebrou a barreira de 7 yuans por dólar, renovando a mínima recorde. Mas o destaque na região ficou mesmo com a queda de quase 3% do índice Hang Seng, em meio à novos protestos em Hong Kong, que agora desafiam o controle de Pequim sobre o território da ilha.
Trata-se de mais um problema que o presidente chinês, Xi Jinping, terá de lidar. Cerca de dois meses antes da reunião anual do Politburo do Partido Comunista, Xi deve sumir do noticiário e se reunir neste verão (no Hemisfério Norte) com lideranças do passado e do presente em um secreto resort na praia de Beidahe, Hebei, para iniciar os preparativos do encontro de política, em outubro. Afinal, são muitos focos de tensão a serem tratados.
E todos eles podem dificultar os “dois objetivos do centenário” propostos por Xi. Mas enquanto o governo chinês tentar seguir com o plano de construir uma “sociedade moderadamente próspera” até 2021 e tornar-se um país “rico, poderoso, democrático, civilizado e harmonioso” até 2049, o Ocidente também tenta entender os impactos da postura dura de Trump na economia global.
Estimativas preliminares falam de uma diminuição de apenas de 0,2% no PIB dos EUA e da China, por ano, até 2021, mas sem considerar o contágio ao demais países. Além disso, os investidores sabem que se Trump levar a cabo a intenção de taxar em 10% US$ 300 bilhões em produtos chineses, o novo imposto atingirá os consumidores norte-americanos e as empresas dos EUA enfrentarão mais interrupções na oferta.
Com isso, os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram em queda acelerada, de mais de 1%, apó relatos de que a mais recente rodada de negociações sino-americanas, em Xangai, foi breve e improdutiva. O sinal negativo em Wall Street reflete as perdas vindas da Ásia e prejudica a abertura do pregão na Europa, onde pesam as ações mais sensíveis à China, como as mineradoras e as empresas do setor de tecnologia.
Leia Também
Nos demais mercados, chama atenção o movimento de fuga para ativos seguros, com os investidores buscando proteção nos títulos norte-americanos, no iene e no ouro. O rendimento (yield) do papel dos EUA de 10 anos (T-note) recuou ao menor nível desde outubro de 2016, acumulando sete quedas consecutivas. Entre as commodities, o minério de ferro registrou a maior queda em mais de dois anos, enquanto o petróleo cai mais de 1%.
Esse movimento de maior aversão ao risco coloca os ativos em uma espiral negativa, que só será interrompida se houver algum alento aos mercados. E o que pode salvar os negócios é uma postura mais agressiva do Fed na condução da taxa de juros norte-americana ou um arrefecimento da guerra comercial entre EUA e China. Mas não se sabe se uma coisa ou outra vai acontecer, pelo menos no curto prazo.
E o mercado doméstico deve seguir refém do cenário internacional mais avesso ao risco, enquanto aguarda novidades no front político. Apesar de a agenda econômica doméstica trazer divulgações relevantes - entre elas, a ata do Copom, amanhã, e o IPCA, na quinta-feira - o foco local está mesmo na volta dos trabalhos no Congresso.
É grande a expectativa pela retomada da votação da reforma da Previdência na Câmara. O presidente da Casa, Rodrigo Maia, já agendou sessões em plenário a partir de amanhã, deixando claro o objetivo de aprovar a matéria, em segundo turno, ainda nesta semana. Antes disso, ele retoma hoje a articulação com o partidos e discute o tema em encontro com o ministro Paulo Guedes (Economia) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta manhã.
O placar favorável na primeira rodada entre os deputados não deixa dúvidas de que o texto será enviado ao Senado, onde deve ser aprovado até o mês que vem, sem diluições adicionais. O texto deve chegar à Casa até o fim desta semana, onde passará primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça, e há a possibilidade de reincluir estados e municípios na proposta.
A aprovação de novas regras para aposentadoria deve pavimentar o caminho para o Banco Central continuar renovando o piso histórico da taxa básica de juros. A ata da reunião de julho pode trazer sinais em relação ao tamanho do ciclo de cortes, com as estimativas situando a Selic entre 5,25% e 4,75% até o fim do ano. O cenário benigno da inflação, a ser corroborado pelo índice oficial de preços (IPCA), também contribuiu para o afrouxamento.
Por hoje, merece atenção o relatório Focus, do BC (8h25), que pode trazer novas previsões para a Selic, o IPCA, além do desempenho do PIB e do dólar. Aliás, chama atenção o fato de a moeda norte-americana ter encerrado a semana passada colada à faixa de R$ 3,90. Em parte, a retirada de mais de R$ 10 bilhões em recursos estrangeiros da Bolsa brasileira neste ano, com a saída de R$ 6,5 bilhões apenas em julho, explica o movimento do dólar.
Resta saber quanto mais o Ibovespa consegue avançar na faixa dos 100 mil pontos, em meio à ausência dos “gringos” na ponta compradora, bem como o quanto a posição defensiva (hedge) em dólar pode atrapalhar a queda da moeda norte-americana para níveis mais próximos a R$ 3,70 - ou menos. Ainda mais na “nova era” de juros baixos no país...
Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz
Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações
Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora
Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística
Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável
Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações
Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo
Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX
Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio
Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes
A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.
Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo
Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso
Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta
Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa
Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas
Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora
A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas
Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano