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Tumulto e bate-boca durante sessão na CCJ com Paulo Guedes expõe ministro e evidencia falta de articulação política do governo
O mercado financeiro ficou incomodado com a participação do ministro Paulo Guedes (Economia) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que terminou ontem à noite após tumulto e bate-boca. A fala do ministro até que foi satisfatória, apesar da escassez de argumentos técnicos em defesa da reforma da Previdência, mas o que pesou foi a falta de articulação política do governo, expondo o ministro de forma desnecessária.
Não houve um ambiente de defesa em torno do ministro, por parte da base aliada. Ao contrário, a oposição simplesmente roubou a cena durante toda a sessão de perguntas e respostas, preenchendo a lista em quase sete horas de audiência. Não foi inscrito sequer um deputado da situação logo no início para, ao menos, alternar o debate com pontos contras e a favor da reforma da Previdência, aliviando a pressão sobre Guedes.
Após a trégua firmada entre os dois poderes na semana passada, esperava-se que Guedes fosse mais bem acolhido pelos deputados. Mas o que se viu foi uma estratégia de embate da oposição e certo amadorismo do governo, que segue sem compor uma base aliada sólida. Os novatos do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, não tiveram preparo para enfrentar a turma do PT, PSOL, PDT; enquanto o Centrão - incluindo o DEM - se escondeu.
O desempenho do ministro tampouco foi capaz de diminuir o mal-estar já evidente dos investidores, horas antes do fim da sessão na CCJ. Diante da ausência de esclarecimentos técnicos e de argumentos convincentes, o mercado financeiro percebeu que será um trabalho hercúleo para o governo conseguir aprovar a reforma da Previdência sem grandes alterações na proposta original.
Durante a fala de Guedes e, principalmente, no primeiro sinal de bate-boca com deputados da oposição, a Bolsa brasileira e o dólar inverteram o sinal, com o Ibovespa passando a cair e a moeda norte-americana voltando a ganhar tração em direção à marca de R$ 3,90. Os juros futuros embutiram prêmios. O pregão doméstico terminou com essa direção. E hoje pode haver maior nervosismo no mercado, após a sessão na CCJ ter terminado (bem) mal.
Na última rodada de perguntas, depois de mais de seis horas de sessão, o ministro foi ofendido pelo deputado do PT Zeca Dirceu, o que acabou antecipando o fim da sessão na CCJ. O filho do ex-ministro Zé Dirceu falou que Paulo Guedes era “tigrão” contra os aposentados, “mas tchutchuca quando mexe com a turma mais privilegiada”, em alusão a um funk carioca, o que provocou risos e protestos entre os deputados.
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Fora do microfone, Guedes respondeu à ofensa, dizendo que “tchutchuca é a mãe, a vó”. A confusão aumentou e o presidente da CCJ, Felipe Francischini, deputado em primeiro mandato pelo PSL, encerrou a sessão, enquanto Guedes já se caminhava em direção à saída. Até então, o ministro estava se controlando, mas em vários momentos respondeu às provocações da oposição, que tinha como objetivo colocar seu temperamento à prova.
Mas Guedes se mostrou guerreiro, mesmo sem mais ninguém para defendê-lo ou apoiá-lo. O problema é que essa batalha não se vence sozinha, sem base parlamentar. E a primeira disputa acontece na CCJ, onde o texto original ainda será votado. A ver, então, qual será o resultado da rodada de conversas do presidente Bolsonaro com partidos de centro e de centro-direita a partir de hoje, para integrar a base aliada no Congresso.
Inicialmente, ele receberá os presidentes do PSDB, MDB, PP, DEM, PSD e PRB. Na conversa, Bolsonaro irá buscar apoio para aprovar a reforma da Previdência. O presidente afirmou que vai “jogar pesado” na proposta. Porém, há menos de cem dias no cargo, ele se disse “cansado” com o “batidão” da rotina de presidente que, para ele, é um “abacaxi”, com o qual ele não quer ficar “o tempo todo”.
Enquanto a política dita o ritmo dos negócios locais, o exterior só tem olhos para Estados Unidos e China. Os reflexos da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo mantêm a preocupação em relação ao crescimento global. Por isso, os investidores torcem por um desfecho na disputa.
O presidente Donald Trump deve se reunir hoje com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, na Casa Branca e pode anunciar planos para uma cúpula com o presidente da China, Xi Jinping, sinalizando que as negociações comerciais entre os dois países estão perto do fim. Ontem, a notícia de que 90% do acordo já estaria concluído trouxe alívio aos mercados.
Ainda assim, os investidores sabem que os 10% restantes são a parte mais difícil e a que tem impedido os dois lados de alcançar um ponto comum. De um lado, a China diz que não irá assinar nada enquanto os EUA não tirarem as sobretaxas impostas aos produtos chineses. De outro, questões sobre a propriedade intelectual e subsídios são um empecilho.
Ou seja, embora os investidores tenham ficado mais otimistas com a possibilidade de um acordo comercial, o noticiário mais recente pode ser apenas mais um passo na negociação sino-americana. Além disso, a implementação de qualquer acordo pode ter obstáculos no caminho, pesando no sentimento dos investidores mais adiante.
Com isso, os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram na linha d’água, sem um rumo definido para o dia, após leves ganhos no pregão anterior. Na Ásia, a sessão foi igualmente silenciada, com as bolsas de Hong Kong e Tóquio tendo leves oscilações, ao passo que Xangai subiu 0,9% no último pregão da semana - amanhã é feriado na China.
As principais bolsas europeias também abriram em queda. Nos demais mercados, o dólar exibe um movimento lateral em relação às moedas rivais, ao passo que o título norte-americano de 10 anos (T-note) se sustenta na faixa de 2,50%. Entre as commodities, o petróleo também perde força e o minério de ferro teve a maior queda em uma semana.
O fato é que os ativos financeiros globais vem exibindo um bom desempenho desde o fim de 2018, quando o Federal Reserve assumiu a retórica de que é preciso ter “paciência” na condução dos juros. Tal postura interrompeu o ciclo de alta da taxa norte-americana, garantindo liquidez nos mercados, mesmo com dados econômicos mais frágeis em meio à disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.
Essa divergência de comportamento entre os preços dos ativos e a economia real está associada às expectativas embutidas pelos investidores em relação ao comportamento futuro da atividade, dos lucros das empresas, das taxas de juros etc. Portanto, as incertezas e os riscos ao cenário esperado devem continuar sendo fonte de volatilidade aos mercados.
No Brasil, grande parte da valorização das ações, moeda e dos títulos está relacionada à reforma da Previdência. Assim, qualquer revés na perspectiva de aprovação de regras duras para aposentadoria neste ano pode frustrar os investidores, levando a uma correção nos preços. Lá fora, há dúvidas sobre a resolução do Brexit e da guerra comercial, adiando a retomada da economia à frente.
Sendo assim, há o risco de que haja alguma reversão, nos próximos meses, da dinâmica dos ativos desde o fim de 2018, para níveis mais compatíveis com crescimento econômico esperado em 2019 - sendo que, no Brasil, já é projetado abaixo de 2%. Ao mesmo tempo, a confiança na consolidação do cenário esperado, tanto aqui quanto lá fora, não implica uma melhora constante do mercado financeiro.
O calendário econômico do dia está esvaziado no Brasil. No exterior, a agenda é igualmente fraca. Os destaques ficam com a ata da última decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), às 8h30, e com os pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos nos EUA (9h30).
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